quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Os países do Terceiro Mundo e os problemas sociais

Muitos dos problemas sociais, tais como a pobreza, têm presenciado um aumento significativo, resultado de vários factores. No entanto, o principal factor é a globalização que o mundo tem presenciado.
Todas as questões abrangidas sobre a desigualdade social e seus factores estão presentes em todos os países do mundo, inclusive os países que se incluem nas grandes nações, contudo, é mais visível esse problema nos países subdesenvolvidos.
Actualmente é possível nomear-se vários factores ao subdesenvolvimento de diversos países, sendo que os mais importantes são:
*       Distribuição da renda: que é um processo mais visível nos países capitalistas, favorecendo o incremento de uma formação de bolsões relativos à pobreza. A disparidade da distribuição da renda é provocada, na maioria dos casos, na concentração de riqueza numa determinada parcela da população. Com isso, existem vários processos que procuram uma melhoria na distribuição dos rendimentos, mas nem sempre obtêm êxito. Contudo, a classe menos favorecida tem mais dificuldade, pois é composta por pessoas com pouca instrução, sendo assim mais propícia à manipulação.
*       Baixos índices de escolaridade: o índice de escolaridade é um factor que está directamente ligado à falta de recursos financeiros que é comum à grande maioria da população. A baixa escolaridade da população nos países subdesenvolvidos é proveniente na maioria das vezes de situações em que crianças se encontram em idade escolar são obrigadas a integrar o mercado de trabalho, quase sempre informal, para contribuir na renda familiar, isso momentaneamente é positivo para a família, mas posteriormente esses indivíduos serão trabalhadores adultos com baixa qualificação e encontrarão dificuldades para se colocar no mercado de trabalho. Resultado disso, esses trabalhadores vão trabalhar em empregos que exigem pouca qualificação e que oferecem baixos salários.
*       Problemas de moradias: a maior parte da população dos países subdesenvolvidos habitam em residências que se encontram em lugares marginalizados desprovidos de infra-estrutura de serviços básicos (pavimentação, esgoto, água tratada entre outros) e geralmente as casas ou barracos são extremamente precárias e às vezes sub-humanas. Em diversos países a marginalização desses bairros e da cidade, foi acrescido pelo intenso fluxo de pessoas que migraram do campo para a cidade, no qual esse processo é denominado como êxodo rural. Com o intenso fluxo, os centros urbanos não conseguiram absorver o contingente de pessoas, além disso, o mercado de trabalho não ofereceu colocação a todos, e por vezes essas pessoas não tinham qualificação, agravando ainda mais o problema.
*       A fome e a desnutrição: a falta total ou parcial de alimentos atinge uma enorme parcela da população mundial, em alguns lugares do mundo as pessoas ficam até dias sem alimento em outros elas ingerem esse de forma pouco balanceada, ou seja, não consomem todos nutrientes indispensáveis a manutenção da saúde. Dessa forma essa população atingida não possui rendimentos sequer para adquirir o alimento diário. 

*       Saúde: os problemas de saúde são decorrentes da falta de uma boa alimentação, moradias sem condições sanitárias e falta de comprometimento do poder público na implantação de medidas necessárias para amenizar os problemas dessa ordem. Os problemas sociais (alimentação, moradia, distribuição de renda, escolaridade) levam a mortalidade infantil e compromete a elevação na expectativa ou esperança de vida da população, principalmente dos excluídos.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

A ascensão da extrema-direita na Europa

 Antes de findar o mandato Durão Barroso, ainda na qualidade de Presidente da Comissão Europeia apelou a processo no sentido de mobilização dos partidos anti-União Europeia, incentivando assim, as pessoas a não apoiarem esses partidos:“Mantermo-nos unidos como europeus é indispensável para que a Europa dê forma a uma ordem global em que possamos defender os nossos valores e interesses.”

 A vitória da extrema-direita nalguns países está a inquietar os líderes da União Europeia, pois estes desenvolvimentos podem condicionar a ação dos partidos europeus. A ascensão da extrema-direita parece estar a generalizar-se perante a Europa, após ter sido, talvez a principal vencedora nas últimas eleições europeias, mais recentemente o partido de Marine Le Pen conseguiu eleger dois senadores, pela primeira vez, no Senado Francês.

 Este facto inquieta nações… O facto da herança histórica que ainda hoje a Europa carrega, repleta de mazelas de duas grandes guerras, a segunda ativada por potências extremistas ainda não foi esquecida. A aparência democrática que pretendem transmitir, esconde talvez a intenção de subverter as bases de todas as democracias do estilo ocidental.
 Uma europa tão frágil como a que vemos hoje, não deve dar azo à queda num extremismo, aliás a necessidade de unificação da Europa e a sensibilização para os eleitores e nesse sentido também para os povos europeus tem mesmo de consciencializar as pessoas. O facto da descredibilização dos partidos, ditos “tradicionais” e dos seus políticos e até a elevada taxa de abstenção, não se podem reparar sem a consciencialização do voto e não se quer com isto dizer que o voto na extrema-direita não foi pensado… O facto de se votar já é em si uma grande vitória para combater a abstenção, porém deve ser ponderado, não deve ser por um dogma, por coação ou porque “apetece”.

 Os dados das taxas de abstenção (especialmente nas europeias) dão conta do aumento, nesse sentido convém frisar que no caso do gabinete europeu português, se promoveram campanhas de sensibilização focando-se na sociedade civil e sua voz, porém mesmo assim a taxa de abstenção foi mais elevada que em 2009. E convém também referir que estas teriam mais importância que as de 2009, pois nestas os deputados eleitos iriam decidir o novo líder da Comissão Europeia, ou seja que os eleitores acabariam por votar diretamente na escolha de um orgão executivo da UE, com poderes legislativos e de implantação de leis.
 
A ascensão é grave para a Europa, que por essa razão convém recordar o séc XX, que mais parece história de “ontem” mas que muito rapidamente se pode tornar uma história de “hoje”.

Dois partidos, a mesma cara.


Marinho Pinto formou-se em Direito, foi bastonário da Ordem dos Advogados e foi também comentador televisivo. Representa Portugal no Parlamento Europeu eleito pelo MPT (Movimento do Partido da Terra).

O “fenómeno” Marinho Pinto causou desde logo sensação no Parlamento Europeu quando criticou em plena estação pública o ordenado e ajudas de custo dos eurodeputados porém este afirma ter direito, pois: "Eu sou pobre, preciso do dinheiro, tenho uma filha no estrangeiro”.

Nada desta atitude é reprovável, muito pelo contrário porém quando se afirma uma coisa e na prática se faz outra, pois a divulgação pela imprensa de todos os ordenados, não foi acompanhada na prática da mesma forma pois quando da ocorrência de uma votação para diminuir as ajudas de custo e o ordenado, este faltou… Faltou a algo que anteriormente tinha criticado com tanto afinco.
Rompeu com o MPT (Movimento do Partido da Terra) e criou um novo partido, o PDR (Partido Democrático Republicano), anunciou a sua eventual candidatura às legislativas de 2015 e mais recentemente afirmou que o Parlamento Europeu “não é útil”. Isto dá muito que pensar… A utilização da demagogia para conseguir votos e centralizar o poder na sua pessoa parece paradoxal, na sua luta como um “Messias” para com o povo mas não totalmente contraditória. O facto que se impõe é qual o programa político do novo partido para Portugal, um Portugal de 2015?
A política caiu numa dança de cadeiras e em ataques e ofensas pessoais, criticando de parte a parte todos os caminhos sem apontar um caminho alternativo concreto… Porém não há que esquecer que de promessas vazias está o povo “farto”.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

A emigração dos cidadãos portugueses: Como estancar a emigração qualificada?

A situação em Portugal é preocupante, designadamente nas áreas da ciência e tecnología-o que deixa o país em “risco de recessão populacional”, alerta o documento do Governo divulgado a 22/07/2014.
Devido ao “sistema financeiro internacional”, a desregulação da banca, os “paraísos” fiscais, o funcionamento bolsista e todas as estruturas e agentes promotores da profunda crise com a qual Portugal se tem deparado nos últimos anos, a emigração dos cidadãos portugueses para diversos países da Europa, tem sido cada vez mais notória.
Com a formação de um novo tipo de emigração, mais qualificada, (considerando apenas os portugueses que obtiveram a sua graduação académica de nível superior), estima-se que terão emigrado cerca de 20%, sendo este movimento referido como o segundo maior entre os jovens qualificados da Europa-20 conclui-se que o contraste entre o novo fluxo migratório e os países que ainda acolhem as maiores comunidades de emigrantes representa o primeiro passo no novo desenho das comunidades migratórias portuguesas do futuro. O Reino Unido é hoje o principal destino da emigração portuguesa, tendo chegado ao país em 2013 um total de 30.120 cidadãos. Na França residiam entre 2005 e 2010 cerca de 588 mil cidadãos portugueses, o que representa a terceira maior população emigrada daquele país mas só chegou no último ano a uma média de 8 mil portugueses o que não é muito, comparando-se com outros destinos. A Suíça, por outro lado, é o país mais constante em termos de entrada de emigrantes portugueses no último ano e cidadãos residentes. Sendo um importante foco de emigração desde os finais da década de 80, é o segundo país para onde emigraram mais portugueses no ano de 2012 (29.677) e acolhia, uma comunidade portuguesa de 194.840 emigrantes. A Alemanha recuperou o posto de um dos principais destinos de emigração, tendo registado em 2013 a entrada de 11 mil cidadãos portugueses. Espanha vem de seguida, com a entrada de um total de 6 mil cidadãos no último ano.
Com base no LinkedIn, existem pelo menos 1572 engenheiros diplomados pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) que exercem parte ou a totalidade da sua profissão no estrangeiro. Do IST, cerca de 20% dos engenheiros que obtiveram a sua graduação há pelo menos cinco anos estão igualmente a desenvolver a sua atividade no estrangeiro. Sendo assim é evidente que estamos, perante um processo de emigração qualificada, baseada em jovens, nos quais o país aposta a nível da sua formação, que vão desenvolver a sua capacidade de trabalho e de inovação em países onde a economia mais os valoriza. Pois a saída de profissionais qualificados conduz à não adequada rentabilização dos investimentos educativos, criando condições favoráveis à sua utilização pelos países terceiros.
Portanto como aluna penso que não existe uma minima consideração do estado pelos estudantes e suas familias, que lutam diariamente, descontando dos seus salários para pagar impostos referentes à educação com as melhores intenções, desejando o melhor futuro para os filhos e no fim têm que os ver a ter que se sujeitar a estar distantes da sua familia e a depararem-se com a solidão por irem para um local onde não conhecem ninguém tendo que se adaptar a uma mudança de hábitos e rotinas de vida de forma radical. De tal modo que me interrogo sobre a existencia daquele valor chamado justiça, apelado por todos aqueles que pretendem viver numa sociedade igualitária em direitos e deveres. Na minha opinião considero que estas consequências me têm causado uma consciencialização de que a emigração conduz ao êxodo de graduados e que não é benéfico contribuir-se para o incremento da mobilidade e internacionalização, assumidas como particular importância num mundo globalizado, altamente competitivo e em que a diferenciação pela positiva se faz com base na inovação e no conhecimento, porque um país que pretende desenvolver-se economicamente precisa de profissionais competentes, não só pelo seu nível de formação, mas principalmente pelo nível de qualificação e pelo elevado nível de desempenho profissional reconhecido dentro do respetivo mercado. Consequentemente suponho que têm que se potenciar estes benefícios para que, quando a economia do nosso país recuperar e os nossos profissionais tiverem condições de regressar, seja possivel aumentar e melhorar a qualidade de vida dos portugueses e assim criar a motivação necessária para a fixação de populção orgulhosa e com prazer em trabalhar na sua nação contribuindo para o progresso.


Portugal envelhecido

Comecemos então por analisar a população portuguesa…. Nos últimos anos houve um aumento da população idosa, devido ao aumento da esperança de vida e da diminuição da taxa de natalidade, e ainda devido a emigração dos jovens (Portugal é, no contexto europeu, o país com maior emigração). Todos estes factores, consequentemente, influenciam o comportamento da população.
Numa recente notícia do jornal Diário de Notícias foi referenciado que, quase metade dos estudantes universitários acreditam que quando chegar a altura de estes irem trabalhar, estarão fora de Portugal.

No ano passado, 128 mil pessoas deixaram o país: cerca de 54 mil saíram com a intenção de ficar pelo menos um ano e 74 mil por menos tempo do que isso. Dentre os que saíram permanentemente, metade eram jovens.

Porque será que os jovens que frequentam o Ensino Superior depositam, em grande percentagem, a confiança em relação ao seu futuro profissional no Estrangeiro? Porque os dados estatísticos divulgados nos Media são, evidentemente, pouco animadores.
O desemprego jovem em Portugal, em Setembro desceu ligeiramente dos 35,6% para 35,2%. Há um ano atrás, o desemprego atingia 36,3% dos jovens portugueses até aos 25 anos. Apesar desta ligeira descida, pode considerar-se sortudo o recém-licenciado que encontra emprego na sua área de formação com alguma facilidade.
Assim, a redução da população jovem tem um grande peso para o país a todos os níveis, nomeadamente a nível demográfico. Ou seja, segundo a ordem natural da vida, quando um jovem garante um emprego estável com um salário fixo, tenciona organizar a sua vida a nível pessoal. Mas, na realidade, em Portugal, existem cada vez mais jovens que têm a sua vida pessoal um tanto ou quanto confusa. Refiro-me com isto ao Casamento. Os dados apontam para uma diminuição do número de casamentos por ano no nosso País. Claro que se a vida pessoal se encontra um pouco confusa e pouco sustentável para nós próprios, muito menos estará estável para criar uma família. Em 2005 nasciam em média 300 bebés por dia, na actualidade nascem apenas 227, perfazendo um total anual de 82 787 bebés (INE).

E surpreende-nos o facto de a nossa população estar envelhecida porquê? Tudo isto está interligado, e a diminuição da população activa e produtiva traz consequências para o País também a nível económico, e a origem do problema está na maioria das entidades patronais que ora procuram “mão-de-obra” barata, como os recém-licenciados, como pessoal com experiência profissional.
Acredito que, se a situação não mudar radicalmente, para além de termos uma população envelhecida, teremos também uma diminuição da população nacional.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

De que forma é que a música influencia a sociedade?

A música não serve só para entreter.  A música é uma forma de mostrar um ponto de vista, criticar algo, uma forma de resposta face a um problema, até mesmo ajudar. A música transmite emoções criando uma ligação com o ouvinte. Existe vários tipos de música, e a meu ver, cada género de música corresponde-se uma mensagem diferente.
Todos os cantores têm uma mensagem nas suas músicas que visam, pelo menos tentar, mudar o mundo, mudar a mentalidade das pessoas contando as suas histórias. A música tem, portanto, um grande impacto na sociedade, na cultura. Por exemplo, a música “Sr. Presidente” do cantor, bastante conhecido, Dillaz, faz uma crítica ao governo e à sua forma de actuação, é uma resposta face às medidas utilizadas por parte do mesmo. ( “Esta é a minha carta escrita, Sr. Presidente, Tenho reparado que a vida ‘pra si é diferente” / “Não invista pro seu luxo, não gaste no que não convém, Se o meu povo investe dez, vocês chegam e roubam cem”).
Nem sempre a música é vista desta maneira, há pessoas que só ligam para a “batida” e não muito para a mensagem da mesma.  Porém, a música está muito ligada à cultura de cada país. A letra, a música cria uma ligação com a sociedade, as emoções que ganhamos quando ouvimos um tipo de música. Os meios de comunicação fazem questão de distinguir os géneros, isto é, dar mais importância a um tipo do que a outro tendo em conta que têm que satisfazer o gosto dos ouvintes o que leva a uma “formação” igual da mentalidade das pessoas. Por consequência traz benefícios para a economia dos países pois compramos CDS, vestuário, objectos, entre outros, contudo não com tanta frequência.



Em suma, na minha opinião, a música influencia-nos de tal forma que a arte em questão molda as nossas mentes, o nosso vestuário, a nossa personalidade. Tudo isto de uma forma relativamente inconsciente.Hoje em dia, os adolescentes não conseguem “viver” sem música. Nos dias de hoje, os adolescentes refugiam-se na música. Estão felizes ouvem música para festejar, estão tristes ouvem música para afogar as mágoas, estão zangados ouvem música para interiorizar a raiva, entre outros exemplos. Este fator traz também benesses para a economia como referi acima. A música é, deste modo, uma grande parte da cultura.
 

Serão demasiados licenciados?

A mais recente afirmação de Angela Merkel, proferida na passada terça-feira, foi alvo de inúmeras críticas e comentários. 
Aquando da intervenção que estava a fazer na reunião com a Confederação das Associações Patronais Alemãs, onde realçava o valor do ensino vocacional, a Chanceler alemã afirmou que Portugal e Espanha possuem demasiados licenciados, desvalorizando assim o ensino vocacional. Claro que, face a todo o burburinho que foi despoletado aquando das palavras proferidas, apenas a parte dos ‘demasiados licenciados’ se proliferou por todas as redes sociais. Merkel, no entanto, afirmou que o facto de Portugal e Espanha considerarem o ensino universitário como essencial para um futuro profissional, coloca a formação vocacional em baixa consideração. Tendo em conta esta afirmação e analisando os dados fornecidos pela Eurostar (relativos a 2013), a percentagem média de licenciados, com idades compreendidas entre os 15 e os 64 anos, na Europa, apresenta-se em 25,3%; em Portugal, situa-se nos 17,6%; na Alemanha em 25,1% e liderando a lista, a Irlanda detém 36,3%. Desta forma, é possível concluir que Portugal não se encontra perto do valor médio europeu, isto é, apesar do número de licenciados que possui, a sua percentagem ainda não se aproxima da percentagem média europeia, sendo necessário um aumento do número de licenciados, não possuindo ‘demasiados’. Por outro lado, analisando os valores percentuais da formação vocacional, a percentagem média europeia situa-se nos 50,3%; na Alemanha encontra-se nos 55% e, em Portugal, nos 42,4%. Observa-se, assim, que Portugal não se encontra dentro dos valores médios europeus e que a Alemanha demonstra uma grande valorização deste tipo de formação, possuindo uma percentagem superior à média. No entanto, apesar deste valor, a formação vocacional em Portugal tem sido alvo de um crescimento significativo, impulsionada, principalmente, pela Estratégia de Fomento Industrial para o Crescimento e o Emprego (2014-2020).

Com isto, concluo que as afirmações proferidas por chefes de governo e líderes políticos têm que ser, essencialmente, bem fundamentas e argumentadas, de modo a que não se propaguem erros de discurso por eles proferidos, e por muitos outros absorvidos. Merkel, nesta situação, gerou inúmeras críticas face à sua afirmação pois não teve em consideração, para além dos factos demonstrados em cima, a divergência de modos de ensino presentes em cada um dos países abordados. Por exemplo, enquanto Portugal aposta no ensino superior, a Alemanha, face à valorização do ensino vocacional, carência de profissionais formados no ensino superior, recorrendo à recruta de licenciados portugueses, em determinadas áreas. 

domingo, 16 de junho de 2013

Esta disciplina acabou?

Muito de vez em quando lembro-me de passar por aqui e vejo que nada foi publicado desde o ano letivo 2011/12... A disciplina acabou de vez, não teve procura suficiente ou o blog deixou de ser atualizado?

Cumprimentos,

Manuel Cotovio

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Bigodes Ilustres



 Para além de um uso acessório, o bigode, se aprofundarmos a sua história, averiguamos a sua importância política, como um elemento essencial na caracterização de várias classes sociais, assim como um caracterizador de ideologias praticadas pelo seu utilizador.
                De certo que todos nos temos um familiar ou conhecido que mantenha o uso, já em decadência, do bigode. O auge do seu uso deu-se entre o inicio do século XIX e a 1ª metade do século XX. Neste período vários tipos de bigode eram utilizados por vários tipos de classes sociais, sendo este um elemento que os caracteriza. Entre os que utilizavam mais podemos encontrar a monarquia pertencente a classe alta e a Burguesia como uma classe média alta em expansão. Porem os tempos mudaram, assim como os ideais estéticos, fazendo com que ele “caísse” no desuso.
                Assim a perseguição pela juventude eterna restringiu o uso do bigode a um número reduzido de indivíduos, pois o uso do bigode dá-nos um aspecto mais pesado e velho. Indo assim contra a politica indumentaria de muitas empresas, que apelam a um espírito jovem e a uma barba feita.

                Tiramos o exemplo de alguns bigodes políticos, filosóficos, cientistas, activistas e artistas:



 
Adolf Hitler - Líder do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, conhecido pelo seu bigode do tipo “toothbrush”. Qualquer homem que use um bigode parecido, poderá ser relacionado ao nazismo.
Joseph Staline - Líder soberano da União Soviética.
Lenine Líder do Partido Comunista e responsável em grande parte pela execução da Revolução Russa de 1917.
Che Guevara - O líder revolucionário.
Gandhi - Um dos maiores pacifistas da história da humanidade.
Dalí- Importante pintor catalão, conhecido pelo seu trabalho surrealista. Publicou um livro sobre o seu bigode, “Dalí’s Moustache”.
Einstein- Físico teórico alemão, conhecido por desenvolver a teoria da relatividade.
Martin l. King- Um dos mais importantes líderes do movimento dos direitos civis dos negros nos Estados Unidos e no mundo.
Groucho Marx- Um comediante e actor estadunidense, a sua aparência e característica por detalhes como os óculos, o charuto, o espesso bigode e as sobrancelhas pintadas.
Fu Manchu- É uma personagem ficcional que aparece em uma série de novelas do escritor inglês Sax Rohmer, produzidas durante a 1ª metade do século XX.
Guy Fawks- Foi um soldado inglês católico que teve participação na "Gunpowder Plot " que tinha como finalidade assassinar o rei protestante Jaime I (sucessor da Rainha Elizabeth I) da Inglaterra e todos os membros do parlamento durante uma sessão em 1605.
Charlie Chaplin- Foi um dos actores mais famosos da era do cinema mudo, notabilizado pelo uso de mímica e da comédia Slapstick.

 
Deixo estes links a título de curiosidade:
http://www.youtube.com/watch?v=hFSjhe3JrP4
http://nettap.tumblr.com/post/379920767/a-little-morning-moustache-all-different