segunda-feira, 15 de novembro de 2010

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Novo Acordo Ortográfico

É de esperar que Portugal enquanto Estado Nação preserve a sua própria cultura mas não estaremos nós a perder um pouco (significativo até) da nossa identidade? E eis que estamos, passo a corrigir, já perdemos, uma vez que o tão polémico Novo Acordo Ortográfico se propõe a entrar em vigor no presente ano de 2010.
Bem, o facto de existirem duas línguas oficiais portuguesas, "a lusitana e a brasileira, tem sido considerada como largamente prejudicial para a unidade intercontinental do português e para o seu prestígio no Mundo." Ora, como solução afigura-se este acordo, a chamada "uniformização".
O "português europeu" está para o "português brasileiro" como o "inglês britânico" está para o "inglês americano" e estas diferenças devem ser preservadas porque são constituintes da identidade de cada país.
Se a inexistência deste acordo não significava a impossibilidade de comunicação entre brasileiros e portugueses, afirmo que a justificação para este acordo é puramente promover a internacionalização da língua e quem sabe, colocá-la no top 3 das línguas mais falados no Mundo.

Embora, quer o português de Portugal, quer o português do Brasil tenham origem na mesma língua, o latim, foram alvo ao longo dos tempos de influências diferentes. Influências de outras línguas e de outras culturas, daí que estas particularidades devam ser respeitadas e preservadas. Esta uniformização não se justifica. E ainda dizem que os portugueses não têm “nacionalismo”. Obviamente que este acordo foi pensado, e muito, desde o inicio do século XX que este acordo está a ser feito e em 1986 propunha-se a uniformizar cerca de 99,5% da língua “mas conseguia-a, sobretudo, à custa da simplificação drástica do sistema de acentuação gráfica, pela supressão dos acentos nas palavras proparoxítonas e paroxítonas, o que não foi bem aceite por uma parte substancial da opinião pública portuguesa.” Decidiu-se então uniformizar “apenas” 98% do geral da língua.


Apoiado em http://www.portaldalinguaportuguesa.org/index.php?action=acordo&version=1990b


Raquel Pinto

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Máfia Portuguesa.

Não se trata da característica máfia italiana, com os seus homens de óculos escuros que fogem à lei. Estes mostram a cara, e são protegidos pelos tribunais. Refiro-me à grande maioria de políticos, militantes, ou membros do Partido Socialista, (PS) ou da Juventude Socialista (JS).
Primeiro vamos às origens. Em 1995 António Guterres vence as eleições legislativas, e torna-se Primeiro-ministro de Portugal com maioria absoluta, substituindo Aníbal Cavaco Silva; substituindo o Partido Social Democrata (PSD) pelo PS. Cavaco Silva deixa o país com indicadores económicos crescentes, uma economia em aceleração, estradas novas foram construídas, e o país acarretava fundos vindos da UE para o seu desenvolvimento e coesão com os restantes países da União Europeia. Contudo, havia muito trabalho pela frente: as injustiças sociais eram tremendas, especialmente as desigualdades na satisfação das necessidades. A saúde era diferente para os ricos e para os pobres, e o mesmo se verificava na educação, e segurança.
O país pedia urgentemente medidas sociais que permitissem eliminar estas assimetrias. O mesmo foi explícito pela UE, através dos fundos estruturais como o FEDER e o Fundo de Coesão.
As medidas criadas pelo governo são na sua maioria a atribuição de fundos sociais para os mais necessitados, os subsídios, e também o aumento do número de empregados no Sector Público Administrativo, ou seja, pessoas que trabalham para o estado, e cujo ordenado advém do estado. Estas medidas incrementaram uma dependência enorme do estado por parte da população portuguesa, e esta dependência saiu-nos muito cara.
Ao longo dos anos, os indicadores económicos melhoraram, o PIB cresceu como nunca antes visto, assim como outros indicadores económicos, fruto do aumento do consumo privado (as pessoas têm mais dinheiro fruto dos subsídios e fundos atribuídos pelo estado) e também do investimento gerado pela colocação financeira das poupanças dos particulares.
O país crescia, mas crescia à custa do estado. E ao mesmo tempo, o Partido Socialista ganhava poder nas sombras, ex-ministros passavam para altos cargos em empresas, tribunais, hospitais, universidades, autarquias, entre outras instituições poderosas. Ao mesmo tempo que o país crescia sobre uma felicidade criada pelos fundos comunitários (europeus), o PS instalava-se em todos os órgãos de importância.
A mítica expressão "Jobs for the boys", reflecte aquilo que aconteceu em Portugal nos anos seguintes, e mantêm-se até hoje, em 2010 sob o governo de José Sócrates.
Como foi referido anteriormente, os Socialistas apoderaram-se dos altos cargos nas diversas instituições. O sistema montado é simples. Uma vez no governo, inúmeros membros do PS são colocados nas mais altas funções de empresas, hospitais, universidades, tribunais, etc. Estes membros, são responsáveis pelo " Favorecimento Mutuo " que consiste basicamente na cedência e acatamento de favores entre eles. Concursos das empresas são viciados, favorecendo aquelas cuja maioria dos accionistas são, membros do PS, ou o estado em si.
Sentindo injustiça, temos necessidade de recorrer a tribunais, mas isto torna-se difícil quando no topo da hierarquia judicial estão presentes "amigos" do partido Socialista. O mesmo acontece com a aprovação de projectos.
Para dar exemplo de um caso em particular, que me é bastante próximo; o dono de cerca de 60 hectares na zona da beira baixa, a serem futuramente plantados com floresta, assinou um contrato com uma empresa de corte de madeiras, para efectuarem a respectiva plantação, e o futuro corte, dividindo despesas e possíveis lucros.
Claro, este projecto necessita da aprovação da câmara. O responsável por tal aprovação, consta ter sido "colocado" no seu actual cargo pelo PS. O projecto foi chumbado, sem justificação decente. Segundo o proprietário, o mesmo senhor havia já chumbado dois projectos em anos anteriores. O que quereria ele para poder conceder a aprovação? Todos os requisitos haviam sido cumpridos, não se justificavam entraves. Quanto a mim, ele queria um suborno, ou seja, ele queria conceder-nos o favor de aprovar o projecto, pela cedência de dinheiro. O proprietário rejeitou, e o projecto não foi concretizado. Este jogo de amizades, no qual um "banco de favorecimento mútuo" é criado, chama-se corrupção.

Em 2004, surgiu o Euro, que teve lugar em Portugal. Inúmeros fundos destinados supostamente à criação de emprego, diminuição de assimetrias regionais, desenvolvimento agrícola e das pescas foram desviados para a enorme festa na qual Portugal seria o palco. A construção dos estádios roubou milhões de euros ao país, e actualmente temos um Portugal estritamente dividido entre litoral e interior, estando os primeiros sobrelotados de gente, em crescimento e expansão, ao passo que o interior vai morrendo a cada dia que passa. Os sectores que produziam foram morrendo, assim como as indústrias do Norte do país. Tudo por causa do Euro2004, mais um espectáculo para entreter o povo, depois da expo.

Agora, sigamos em frente para 2005, quando José Sócrates chega ao poder. Um novo governo PS chegava dando continuidade ao trabalho começado por Guterres.
Contudo, este novo governo vai ter algo para enfrentar, a crise financeira mundial.
Todas as crises têm um efeito recessivo numa economia como é bem sabido. Um abrandamento da produção, do consumo, do investimento, resumindo, uma quebra nas receitas tanto do estado como das empresas, um crescimento do desemprego, fruto da contracção das despesas e modo a minimizar os gastos, e o detrimento do nível de vida das pessoas. Apesar disso, o novo primeiro-ministro afirma que Portugal pode passar ao lado da crise, e chega mesmo a contratar ainda mais pessoal para o sector público administrativo, aumentando as despesas do estado. Finalmente, a crise chegou. As primeiras empresas começam a fechar, surgem mais desempregados e o estado vê-se forçado a atribuir cada vez mais subsídios de desemprego, e fundos de apoio aos desfavorecidos que são cada vez em maior número.
A elevada dependência do estado por parte das pessoas tornou-se insustentável, e levou a crescimento tremendo da dívida pública. Como se não bastasse, havia outro problema, criado não apenas pelo envelhecimento da população, mas também pelo governo socialista.

As reformas, que o estado paga às pessoa que durante toda a vida descontaram para a segurança social são atribuídas necessariamente pelo número de pessoas que pagam as contribuições no tempo actual. Explicando melhor, a nossa reforma quando terminamos a nossa vida de trabalhador, é-nos dada derivada do montante que é pago ao estado pelas pessoas que trabalham e descontam actualmente, ao contrário do que muitas pessoas pensam, quando dizem que descontam uma vida inteira para receber depois, sim isso é verdade, mas quando descontam, é para pagar as reformas dos aposentados nessa altura, e futuramente outros pagarão as suas.
Observando as pirâmides etárias actuais, é possível verificar um envelhecimento da populão em Portugal, o que está já a originar um grande número de aposentados. Derivado deste problema, o estado acresceu a idade da reforma para os 65 anos. Acontece que mesmo assim, há excesso de aposentados, excesso de reformas. As acumulações de cargos por parte de ex-ministros, entre outros, originam a acumulação de reformas. Até Aníbal Cavaco Silva, têm três reformas diferentes. As reformas contam portanto como uma rubrica crítica, nas despesas correntes do estado. E não são as reformas de 2000€ que pesam, mas sim, as de 10.000€ para cima.
Isto, entre outras coisas levou o país à falência. Como vimos, a corrupção impede o desenvolvimento. Se o projecto referido no exemplo anterior tivesse sido aprovado, contribuiria certamente para um crescimento do PIB, e até das exportações, e como este, muitos outros. A acumulação de reformas, a corrupção, as extravagâncias dos estádios de futebol, juntamente com a degradação da produção nacional, a dependência tremenda do estado, levou Portugal à banca rota. Estima-se que vamos perder cerca de 20 a 30% do poder de compra, e tudo, fruto de erros feitos pelo PS, que nos últimos quinze anos minaram o país com um sistema de favores mútuos que impede o desenvolvimento, e causa cada vez maior injustiça social, enquanto eles, os PS, se favorecem uns aos outros.

Recentemente analisou-se o currículo do nosso Primeiro-ministro. Nem vou fazer referência à possibilidade de o seu curso lhe ter sido "entregue", mais uma vez um favor, mas apenas aos inúmeros casos de favores que este concedeu quando foi presidente da concelhia da Guarda, inúmeros projectos para a construção de casas em zonas inadequadas foram aprovados pelo mesmo, que actualmente alega nada ter recebido pela aprovação de tais projectos. Há alguém que aprove algo ilegal sem nada receber em troca? Penso que não.

Por favor, invoco a necessidade de se pôr um fim a este sistema corrupto que o PS criou, a justiça em Portugal não funciona, e é estritamente necessário numa democracia que os tribunais sejam favoráveis ao povo, caso contrário o estado e as empresas simpatizantes fazem o que querem dos trabalhadores. Portugal mergulhou na banca rota porque em vez de ensinar-mos os portugueses a pescar, oferecemos o peixe; em vez de criar facilidades na criação de empresas, retirar-lhes entraves burocráticos, de modo a permitir aos privados terem independência, atribuímos cada vez mais fundos sociais, oferecendo dinheiro fácil e certo, que gera despesas enormes para o estado.
O povo português não pode mais depender do estado, caso contrário, tornamo-nos passageiros de um barco cujo comandante é corrupto e foi pago para nos afundar. Contudo, tem autorização legal para se salvar a si próprio.

(Escrevi este texto partindo de algumas ideias expostas no livro "Anos Perdidos" de Miguel Sousa Tavares)

António Martins

Novamente as Touradas

Após a realização de uma corrida, o touro é encaminhado para o matadouro, e a sua carne é cozinhada em restaurantes. Na verdade, na tourada o que se faz é utilizar um animal já sentenciado como forma de dinamização da cultura. Sim, porque as corridas fazem parte da cultura Portuguesa. Acabar com as touradas significa apagar uma parte da nossa cultura, e também erradicar uma arte.
Durante a corrida, os diferentes touros postos numa arena, onde tanto a fera como o homem podem perecer. Em alguns casos a vida dos touros é poupada, dada a sua bravura e dinamica. Não esquecer também, que antes da tourada, os touros vivem em pasto livre, durante vários anos, são tratados impecavelmente, e criados especificamente para a ocasião. Não são utilizados quaisquer touros, apenas os criados e tratados para tal.
Em suma: a tourada é uma arte e uma tradição, e mais ainda é uma forma de cultura. Quando é aplicada, admite-se que o touro sofre na arena, mas horas depois ele é morto, de qualquer forma, e não esquecer que o ser humano também arrisca, e demonstra muita coragem na apresentação em frente às presas deste explêndido animal, que nos proporciona um espectáculo sem igual.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Síria

Até que ponto podemos dizer que este país não é democrático.
Por respeito a outras culturas somos obrigados a dizer que tal país o é mesmo não sendo esse o facto.
Não é preciso focalizar no âmbito político, basta o social.
O papel da mulher é reprimido. Em contraste ao do homem que é vangloriado e, da forma mais primitiva.
O homem é visto como o elemento alfa (dominador) da relação. Podendo até mesmo ter uma relação de bigamia com outras mulheres, obrigando-as a co-habitar na mesma casa sob as mesmas ordens e regras.
Já a mulher, sem quaisquer tipo de direitos, apenas tem deveres, e o principal é o dever à submissão. É julgada em praça pública, muitas vezes acabando mesmo por morrer. Por crimes mínimos ou até mesmo crimes que nem são crimes aos olhos ocidentais.
Em traços gerais podemos dizer que a cultura diferente não faz deste país imune ao julgamento das consciências. Tal como outros países em situações idênticas.

EMPREGO?? ou TRABALHO??

Em contraste ao post anterior...
Hoje em dia não encaramos uma crise económica, mas sim uma crise social.
O acesso à Universidade tem sido facilitado ao longo dos anos, a entrada das mulheres no mercado de trabalho, aos olhos de muitos, tem entupido as vagas, mas temos que pensar num facto. Hoje em dia é certo que não há empregos. Cada vez há mais gente a querer empregos, mas será que querem trabalhos???
Em terras de senhores doutores não há quem queira trabalhar, pois esse abunda e não há quem se chegue à frente...
Crise??? só se for mental!

Amnistia Internacional pede inquérito sobre massacre na praça de Tiananmen

A Amnistia Internacional apresentou, esta terça-feira, uma carta aberta na qual pede às autoridades chinesas para promoverem um inquérito independente à repressão militar do movimento pró-democracia ocorrido há 20 anos na praça de Tiananmen.
A Amnistia Internacional desafia as autoridades chinesas a promoverem um inquérito independente à repressão militar do movimento pro-democracia, que esta quinta-feira completa 20 anos, ocorrido na praça de Tiananmen. Teresa Nogueira, da secção portuguesa da amnistia, refere que trata-se de um desafio às autoridades de Pequim para que mudem de atitude e assumam responsabilidades.
«As autoridades chinesas consideram que é um assunto arrumado e como tal não assumem o número de mortos, feridos ou daqueles que continuam detidos», afirmou.
«Um antigo soldado que participou na repressão e, que agora apela às autoridades chinesas para reavaliarem os acontecimentos, é perseguido. Neste caso, este soldado desapareceu no dia 20 de Março de 2009 e foram vistos polícias à paisana perto de sua casa», exemplificou Teresa Nogueira.
Sobre o que aconteceu em Tiananmen, a versão oficial das autoridades chinesas aponta para a morte 241 pessoas, mas as organizações de defesa dos direitos humanos falam em milhares de vítimas.

Caso Alexandra

Tenho acompanhado com frequência os desenvolvimentos de Alexandra, uma criança russa, que foi entregue pela própria mãe Biológica a um casal em Braga em 2003, devido a dificuldades financeiras.
Seis anos depois, o Estado Português (como sempre em grande) decidiu tirar a criança dos pais afectivos e entregá-la aos russos.
A verdade, é que Alexandra, agora vive numa casa sem canalização.
Será justo? Na minha opinião é mais uma atitude não ponderada do Estado, não foram averiguadas as condições financeiras nem a sanidade mental dos pais biológicos de Alexandra, foi decidida a entrega da criança sem um (lógico) pensamento.
Os Portugueses estão revoltados, os próprios imigrantes russos estão solidários com o casal Português que vê a sua filha desaparecer, depois de seis anos de carinho, família e principalmente condições de vivencia.

Modelos?


Agora com o Verão a chegar muitas são as preocupações (principalmente das mulheres) em fazer dietas para “ficarem suficientemente magras”, de modo a poder usar as minissaias da nova estação, tentando alcançar o padrão de beleza ditado pelas passarelas do mundo. Passarelas essas que são utilizadas por várias modelos que são obrigadas a emagrecer para não perderem os seus empregos.

Comecei a pensar e observar alguns conceitos de beleza moderna, mas principalmente essa beleza "fashion": a beleza exigida nas passarelas...

Acabei por consultar alguns sites, fotos de modelos famosas e, qual foi a minha surpresa ao constatar: a maioria da modelos são apenas rostos bonitos - alguns até belissímos, diga-se - , mas estes belos rostos estão equilibrados sobre corpos horríveis: esqueléticos, anoréxicos, obtusos, angulares (encontraria mais um monte de adjetivos, mas nenhum seria agradável). Reparem bem: são joelhos mais grossos que as próprias coxas, ossos de quadris que quase perfuram a pele, ombros com clavículas à mostra, sem contar com a possibilidade de contar, uma a uma, todas as costelas de algumas raparigas.

Assim, concluo que o errado é o "padrão" - este é o termo utilizado no mundo da moda. Mas que tal repensar o padrão? aumentar alguns números no manequim? E já que dizem que a culpa é da sociedade, que a sociedade munde então! Que se iniciem campanhas pró saúde / anti-magreza.

Não pensem que estou aqui a defender a obesidade, saúde sim, pois apesar de já proibirem as modelos excessivamente magras, contiuamos a ver as modelos a desfilar sem um pingo de gordura o que afecta muitas jovens psicologicamente pois tentam ser como elas.

QUAL SERÁ A CRISE MAIOR??

Pondo frente a frente as crises de 1961 (ou generalizando, durante o Estado-Novo) e de 2008/2009, uma grande questão se coloca: Qual será a crise maior?
De certo que as épocas são diferentes, os regimes, as teorias políticas são quase antagónicas, mas o facto de ambas serem crises relacionadas com a mentalidade das pessoas, o que também o torna um factor bastante importante.
Antigamente havia crise, é certo, mas as pessoas estavam habituadas a tal panorâma. Metaforicamente, as pessoas estavam habituadas a comer todos os dias couve, logo não se questionavam pelo facto de mais um dia ser couve a sua refeição.
Hoje em dia já não. Desde o final da época da repressão que o nível de vida subiu, ma maioria dos casos as pessoas começaram a comer camarão, a comprar tudo do bom e do melhor. Acontece que com a crise actual a compra de tais bens foi-lhes negada, e é muito mais dificil retirar algo a alguem que estava habituado a um certo estilo de vida do que a alguem que toda a sua vida se habituou a viver no linear.
A antiga grise não derrubava familias, hoje em dia o stress diário levou a uma extrema falta de comunicação.
Com vários outros factores implicados, peço que pensem neste assunto.

Esquizofrenia

Ferreira Gullar, pai de dois esquizofrénicos afirma que "custa internar um filho" mas o que fazer com doentes mentais em estado grave?
o seu filho mais velho sofre de esquizofrenia, doença caracterizada, entre outras coisas, por dificuldade em distinguir o real do imaginário. O outro filho mais novo, que também tinha esquizofrenia e morreu de cirrose hepática em 1992. Remédios modernos permitem que pessoas como os seus dois filhos passem longos períodos em estado praticamente normal. Sem alucinações, sem agitação, sem agressividade. Mas o tratamento só funciona se o doente tomar os medicamentos antipsicóticos todos os dias e na dose certa. Isso nem sempre acontece. O resultado disto são então os surtos, quando o paciente se torna quase incontrolável.
Pode cometer suicídio ou agredir quem está por perto. Nesses momentos, esses doentes costumam precisar de internação, muitas vezes nao havendo outro jeito tem de ser internados, mas encontrar vaga nos hospitais de psiquiatricos tornou-se uma tarefa cada vez mais dificil.
O que faz entao um pai com 2 esquizofrénicos em casa? Sem vagas para os internar num hospital, para acalmar as suas crises?

Touradas

É horrível ver que nas praças de touros torturam-se bois e cavalos para proporcionar aberrantes prazeres a um animal que se diz racional, o ser humano.
Grande percentagem da população ainda quer manter as touradas e as praças de touros, que descende dos Romanos. De facto nas arenas hoje em dia é crime: tortura, sangue, sofrimento e morte de seres vivos para divertimento das gentes das bancadas. Como pode continuar tamanha barbaridade como esta, das touradas?
Como podem as pessoas divertirem-se com o sofrimento ou morte dum animal? Em pleno seculo XXI?

Manuel Alegre-Senhor Poeta

Meu amor é marinheiro,
E mora no alto mar,
Seus braços são como o vento,
Ninguém o pode amarrar.
Senhor poeta,
Vamos dançar,
Caem cometas,
No alto mar.
Cavalgam Zebras,
Voam duendes,
Atiram pedras,
Arrancam dentes.
Senhor poeta...
Soltam as velas,
Vamos largar,
Caem cometas,
No alto mar.

Amnistia internacional e a sua intervenção na Etiópia

A amnistia Internacional é uma Organização Não Governamental que defende os direitos humanos. Foi fundada em 1961, graças ao advogado inglês Peter Benenson que reflectiu acerca de uma notícia publicada pelo jornal “The observer” que denunciava o caso de dois estudantes portugueses que tinham sido presos por gritarem “Viva a Liberdade!” na via pública, durante o regime salazarista. Este advogado apelou aos países que tomassem medidas a fim de ajudar as pessoas privadas da sua liberdade pelas convicções políticas e religiosas. Passados dois meses de a causa ter sido apelada, representantes de cinco países, criaram bases para um movimento internacional que tinha como objectivo defender os direitos humanos.

A Amnistia Internacional averiguava factos que provinham de denúncias de prisões políticas, torturas ou execuções. Actualmente, o Departamento de Investigação do Secretariado Internacional recolhe toda a informação e, caso seja necessário, envia missões de investigação para observação de julgamentos. No entanto, a Amnistia tem que garantir a imparcialidade das suas tomadas de decisão e, para isso, tem que ter o cuidado de os grupos locais da Amnistia Internacional não receberem casos relacionados com o seu país de origem. Porém, os grupos locais podem desempenhar no seu país um trabalho de sensibilização e informação da opinião pública em relação aos direitos fundamentais.

“A Amnistia Internacional apelou ao governo etíope para desvendar imediatamente os nomes e o destino do que se acredita serem mais de 35 pessoas detidas pelas forças de segurança por motivos políticos desde 24 de Abril. Há relatos de detenções adicionais realizadas nos últimos dias e fontes no país contaram à Amnistia Internacional que se esperam mais detenções. Pensa-se que muitos terão sido detidos pelo seu alegado envolvimento no planeamento de um ataque falhado ao governo, mas outros aparentam ter sido detidos apenas pelo seu exercício pacífico de oposição ao governo, ou o dos seus familiares. Entre os 35 detidos está um senhor de 80 anos a necessitar urgentemente de cuidados médicos. A Amnistia Internacional entende que, apesar da protecção da segurança nacional ser uma responsabilidade que os governos têm todo o direito de priorizar, não pode servir para justificar violações dos direitos humanos. A organização acredita que vários detidos foram presos apenas com base nos laços familiares com membros do Ginbot 7, um grupo da oposição estabelecido no rescaldo das disputadas eleições de 2005.”
In www.amnistia-internacional.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=848&Itemid=79

Através desta notícia/denúncia da amnistia internacional podemos ter a certeza que apesar de aparentemente a Etiópia se tratar de uma democracia na realidade não o é. Em nenhum país verdadeiramente democrático deveriam existir presos políticos. Quando um povo tem a percepção que algo está mal no seu Governo tem o direito a poder manifestar-se e deve manifestar-se. Não estão a ser cumpridos os direitos humanos ao prender pessoas por manifestarem a sua opinião e para agravar a situação manter no anonimato o seu destino e nomes, pior ainda, prenderem-se pessoas por pertencerem à família de suspeitos. Esta situação tem grande necessidade de resolução uma vez que até uma pessoa doente e idosa bem como, com certeza, mulheres e crianças estão no meio desta situação tão indesejável. A liberdade é direito de todos...

Trabalhos...

Amnistia Internacional



Foi a 28 de Maio de 1961 que se fundou a Amnistia Internacional.
Segundo dados da época, a iniciativa partiu de uma notícia publicada por um jornal inglês “The Observer”. Os factos, tendo em conta o clima ditatorial que resistia, eram uma afronta contra o governo. A prisão de dois jovens portugueses por gritarem “Viva à Liberdade” foi inevitável aos olhos do governo.
De imediato foi requerido a união e organização de ajudas por parte de um advogado britânico, Peter Benenson, de modo a ajudar as pessoas injustamente presas devido às suas convicções políticas e religiosas, tanto como relacionados com preconceitos raciais ou linguísticos.
Passado um mês o advogado já reunira bastantes ofertas de ajudas, maioria relacionadas com o governo. Ao fim do ano cinco representantes de países estabeleciam as bases de um movimento internacional.
Com objectivos definidos, a Amnistia Internacional luta por um mundo onde todos e cada um tem o direito a desfrutar dos Direitos Humanos que constituem a Declaração Universal dos Direitos Humanos e noutros padrões Internacionais de Direitos Humanos.
Esta Instituição luta pelas suas crenças e elabora todos os dias um trabalho de investigação de modo a incitar a prevenção e o fim “graves abusos à integridade física e mental, à liberdade de consciência e expressão, a não ser discriminado, dentro do contexto de uma promoção de todos os Direitos Humanos.”
Para isso foi “formada” uma comunidade Global de Defensores dos Direitos Humanos com base nos princípios da “solidariedade internacional, acção efectiva no caso das vítimas individuais, cobertura global, a universalidade e indivisibilidade dos Direitos Humanos, imparcialidade e independência e democracia e respeito mútuo”.
No seu modo de actuar, a Amnistia Internacional lida directamente com os governos, organizações intergovernamentais, grupos políticos armados, empresas, entre outros.

“A Amnistia Internacional pretende denunciar as violações de Direitos Humanos de um modo preciso, rápida e persistentemente”.

As cidades do século XXI

Há uns anos, observou-se um fenómeno de deslocação de pessoas de áreas rurais para áreas urbanas em busca de melhores condiçoes de vida, educacionais, profissionais, mas principalmente financeiras.
Estas grandes áreas urbanas, normalmente localizadas no litoral do país, pelos melhores acessos e comunicaçoes, maior abundancia de água, etc, vão ficando cada vez mais cheias de pessoas, mas sem laços entre si. Os laços que estas tinham na sua cidade natal são perdidos pela falta de tempo livre e má gestão do mesmo, o que se reflecte na diminuição do tempo do convivio comparado ao que se tinha.
O excesso de trabalho, para a parte financeira melhorar, é o principal motivo da perda de tempo livre. Associado a isto, temos o transito intenso, no qual as pessoas podem vir a perder até algumas horas por dia! Estas duas situações provocam doenças das "cidades grandes", como o stress que provoca irritaçao, entre outros sintomas. Com todas as pessoas de uma família ou uma pessoa sozinha irritadas, cansadas, é impossivel criarem laços. Assim as pessoas vão ficando cada vez mais isoladas, entrando num ciclo vicioso, sem conseguirem sair dele.
Há que mudar esta situação para que as cidades do século XXI não tenham só pessoas, mas sim pessoas ligadas entre si.

Parlamento dos Jovens





No dia 25 e 26 de maio eu (José Benjamim) e o João Zorrinho acompanhados pelo professor João Simas, estivemos presentes no Parlamento dos Jovens a representar o distrito de Évora.
O tema deste ano era "A participação cívica dos jovens". No dia 25 reunimos-nos em 4 comissões com vários representes dos restantes distritos do país onde aprovámos as medidas a serem debatidas em parlamento com as outras 3 comissões. O nosso círculo de Évora conseguiu que uma das nossas medidas fosse aprovada e assim debatida no Parlamento. Nesse mesmo dia tivemos uma oportunidade única de ouvir excelentes vozes e consequente uma boa melodia, o grupo "Jovens vozes de Lisboa" deu um espectáculo na sala do Senado onde tivemos o prazer de estar presentes.
No dia seguinte o vice presidente da assembleia da república, Dr. Manuel Alegre proferiu palavras de sabedoria inquestionável na abertura da sessão parlamentar.
Debatemos e votámos 18 medidas aprovadas nas comissões e elegemos 10 medidas para apresentar na assembleia da república. A falta de sorte e algumas questões a que somos alheios levou a que em votação não conseguíssemos aprovar a nossa medida proposta.
Contudo valeu a participação bastante proveitosa onde tivemos a experiência do que é ser deputado por um dia.
Espero que para o ano a nossa escola participe e leve mais estudantes de modo ao circulo de Évora conseguir eleger mais deputados e assim conseguir preciosos votos na votação para conseguir um poder de decisão igual ao dos outros distritos.

José Benjamim
João Zorrinho

Diana Andringa na biblioteca de Évora

No dia 26 de Março de 2009, assistimos á conferencia dada pela jornalista Diana Andringa na Biblioteca publica de Évora.

Esta conferencia vei-nos informar dos problemas da comunicação social e do jornalismo no mundo e ém Portugal, pois ser jornalista não é fácil muito menos faze-lo profissionalmente.

A conferencia serviu para falar sobre uma escolha de vários livros sobre jornalismo, escolhidos por Diana Andringa onde se fala sobre vários aspectos do jornarlismo.

Um dos aspectos mais focados em vários livros e da opinião da jornalistas foi, o mau jornalismo, isto é, a falta de objectividade e o apelo ao sensionalismo. Retratou-se vários casos como por ex: quando um jornalista em vez de informar dá a sua opinião ou quando exagera num caso e tenta apelar mais ao sensacional e não ao informativismo, o que pode levar a que nao se dê a informação devida mas a “que vende”.

Outro aspecto focado foi a dificuldade em estar a pare de todos os acontecimentos o que pode levar a uma má reputação da comunicação social. Temos também a dificuldade em fazer um bom trabalho, pois quando se tem uma noticia é difícil aceder a toda a informação á confirmação desta e por em practica em pouco tempo.

Por fim e um dos perigos mais evidentes neste meio é a falta de profissionalismo e o egoísmo por parte de alguns jornalista que “comem os outros” pois querem ser os melhores recorrendo como disse anteriomente ao sencionalismo e ao que “vende” em vez de dar as informações necessária. Dentro deste tema temos também a falta de coragem para informar certas situações o que os torna maus jornalistas.

Foi uma conferencia bastante agradável onde desde já agradecemos a presença da prestigiada jornalista Diana Andringa.



Pedro Lópes

José Benjamim

segunda-feira, 1 de junho de 2009

O impacto do avanço tecnológico na economia

A tecnologia é de extrema importância para o nosso planeta, ninguém o pode negar. O problema coloca-se quando as vantagens da tecnologia não se sobrepõem às suas desvantagens.
São indiscutíveis todas as coisas boas que o avanço tecnológico nos trouxe. A descoberta de curas para certas doenças, a qualidade de vida que um habitante do planeta Terra pode alcançar, os computadores que já fazem quase tudo, os automóveis, resumindo tudo. Fazendo uma retrospectiva chego eu mesma à conclusão que as tecnologias presenciam quase todo o meu dia-a-dia. Será isso bom? Será que nós, habitantes do planeta, nos estamos a tornar demasiado dependentes das tecnologias?
Começo-me agora a aperceber das consequências desta dependência por parte das pessoas. Preços do petróleo que sobem a pique, o desemprego que não pára de aumentar, e muitas outras que nos podem passar completamente ao lado. Todas estas consequências do avanço tecnológico trazem também consequências para cada país. Nomeadamente na economia tem-se sentido bastante o aumento do preço de petróleo. As economias de cada país estão bastante tremidas, instáveis, as pessoas têm cada vez menos poder de compra e ninguém sabe onde isto vai parar. Escusado será dizer que a culpa de tudo isto não é de ninguém senão do Homem.
Medidas devem ser tomadas para inverter a situação que o nosso mundo está a ultrapassar para assim a economia mundial também melhorar. Mas tem que partir de cada um e com o apego que todos temos às novas tecnologias vai ser árdua tarefa!