sexta-feira, 13 de março de 2015

Miragem...

Se for decidido que não iremos recuar e levar até ao fimentão uma reafirmação do mandato popular será necessáriain Observador.pt

Foi assim que um parlamentar do Syriza se referiu após mais uma reunião, digamos de passagem, tensa da Comissão Central do partido para discutir o acordo com o Eurogrupo e com as instituições europeias.
O Syriza é um partido de extrema-esquerda que ganhou recentemente as eleições, sem maioria e coligou-se com os Gregos Independentes, partido este que já nas eleições europeias se mostrava a caminho de bons resultados, em conjunto com o de Marine Le Pen, tendo ambos vitórias substanciais, alertando o Mundo, sobretudo a Europa para a ascensão dos extremismos. Prometeu inúmeras coisas, tendo como base a anti austeridade, através de aumentos de impostos para os contribuintes com mais posses, a anulação do pagamento da dívida externa, que já ronda os 340 milhões... Os cortes nos gastos e aumentos dos salários e pensões.
É legal... Tudo isto é legal... É legal prometer o bem para a população e até de louvar, é porém ilegal colocar em causa esse bem por paixões ideológicas, porque parece que o programa que se propõem até é o mesmo que o programa do anterior governo...Apesar de Alexis Tsipras dizer que:“Toda a gente compreende que com esta política vamos diretamente para o inferno.” (22/12/2012 in Expresso). Tudo isto originou a revolta e pelos vistos já há quem peça novas eleições e quem queira sair, como os parlamentares.
Uma nota de elogio a estes parlamentares, que não conseguem investir no poder, que lhes foi atribuído através das promessas. Promessas, essas que acham que não estarão em vias de concretização, propondo a saída, sem comprometer o seu percurso político. Um plano de entendimento entre a Grécia e o Eurogrupo parece já estar a ser feito, mas terá a Grécia aprendido? Quais foram, as reformas verdadeiramente levadas a cabo? Será correto pedir o dinheiro da indemnização da guerra? Como tem vindo a público, sendo que essa foi desculpada assim como uma parte da sua dívida...
Pensava-se que esse plano transcrito na carta, fosse uma base para um programa de ajustamento que verdadeiramente resulte com a realidade das pessoas na Grécia... Porque em política o poder é ambicionado e demasiado apetecido, mas devemos ter sempre em mente a Nação... Apela ao estabelecimento de um acordo mútuo sobre os termos financeiros e administrativos, prolongar a disponibilidade do FEEF (Fundo Europeu de Estabilidade Financeira) e a colaboração entre os eurodeputados para dar início às conversações sobre o terceiro resgate e pretende com isso, assinar o novo Contrato para a Recuperação e Crescimento. O Governo grego exprime assim, a sua decisão em cooperar com as instituições da União Europeia e com o Fundo Monetário Internacional, de forma: atingir a estabilidade orçamental e financeira que necessita permitindo assim, introduzir reformas para restaurar os padrões de vida dos cidadãos através de um crescimento económico sustentável, emprego e da coesão social que ambicionam.
A acusação de que Portugal e Espanha estão a ser demasiado exigentes, não é um facto totalmente falso, nem totalmente certo, porque afinal tem o sentido de só queremos a justiça para os nossos sacrifícios e um pouco mais de consideração pelo nosso povo sem esquecer a nossa posição de credores...Porque não estamos numa condição financeira muito melhor...
Ora bem, será útil pormos os pontos nesta perspetiva, ou vão contra a U.E e a favor do povo grego, rompendo com as negociações feitas, ou vão a favor da U.E e contra o povo, e contra a sua ideologia, impondo medidas de austeridade e com o risco de serem destituídos pelos próprios eleitores, que fizeram sonhar...
Há que ter respeito pelas decisões do povo grego, pois afinal de contas o governo surgiu a partir de uma votação democrática, porém a Grécia tem de também mostrar respeito pelas democracias dos outros países e Nações, que ao fim ao cabo, emprestam o dinheiro...
Será cedo falar-se num terceiro programa de ajustamento? Talvez, não seja assim tão cedo, sabemos que aguentaram até fevereiro e que aguentarão até um julho, mas aguentarão muito mais tempo, num impasse que só prejudica a imagem e as bases da União que é Europeia?

Por cá? Portugal e Espanha não estão ao mesmo nível da Grécia, por isso convém frisar, não façamos de Portugal a Grécia nem podemos tomar o exemplo do Syriza...
Raquel Cetra e Mariana Morgadinho


O Estado Islâmico

No dia 21 de Fevereiro de 2015 cerca de 132 combatentes do Estado Islâmico foram mortos em confrontos com uma milícia curda apoiada por ataques aéreos de forças norte-americanas na província de Hasaka, no nordeste da Síria, afirmou um grupo que monitora o conflito.
O nordeste da Síria é importante estrategicamente no combate contra o Estado Islâmico porque faz fronteira com o território controlado pelo grupo no Iraque.
Inúmeros seguidores de Cristo estão a ser perseguidos e os temores a respeito das dezenas de cristãos sequestrados pelo grupo radical, que recentemente decapitou 21 cristãos, aumentaram.
Pelo menos 90 cristãos assírios foram levados de vilarejos na província de Hasaka num sequestro em massa, que coincidiu com a ofensiva na mesma região realizada por forças curdas apoiadas por ataques aéreos liderados pelos Estados Unidos, de acordo com o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, que monitora o conflito.
Há cerca de um mês foi divulgado um vídeo que mostrava militantes a decapitar 21 egípcios cristãos coptas na Líbia.
  Segundo Rami Abdulrahman “Eles querem-se mostrar poderosos, usando a questão religiosa, em um momento no qual estão sendo atingidos com força”.
Dezenas de milhares de assírios foram obrigados a fugir por causa da perseguição movida pelos jihadistas, que ameaçam de morte quem não se converter ao Islão ou se recusar a pagar um imposto.
Há cerca de 3,4 milhões de assírios em todo o mundo. A maioria - 1,5 milhões - vive no Iraque. A segunda maior comunidade está instalada na Síria e conta com 700 mil elementos.

Na minha opinião estes atos violentos e mortíferos dos Jihadistas vão contra os direitos humanos em várias vertentes. Uma delas é a liberdade de expressarmos a nossa religião e a nossa fé. Eles querem obrigar os indivíduos a renunciar a algo que eles acreditam e caso não renunciem, são mortos. Crianças vivem em ambientes de guerra e nunca sabem quando essa “tortura” vai acabar, tudo por causa de pessoas que usam o nome de Deus em vão e tornam-se religiosos fanáticos.

5 anos de ignorância






Na sociedade portuguesa atual, o povo deposita nos seus representantes a sua confiança esperando em troca ter os seus interesses salvaguardados, por isso estes são a nossa “imagem”. 
Na Europa os nossos representantes passam a “imagem” dos portugueses aos eurodeputados e as instituições europeias e inclusive as outras nações. Consideramos, por isso importante que qualquer cidadão que assuma a liderança de um cargo público deve estar ciente do seu percurso de vida, aos níveis sociais, económicos e até políticos. É inadmissível termos políticos que nos propõem a moralidade da legislação e que na verdade são os primeiros a cometer os “delitos”. 
Podemos verificar que atualmente a população desacredita no poder da política e isso pode ser facilmente observado através do elevado nível de abstenção e no apoio aos partidos extremistas, quer de direita quer de esquerda. Não podemos de forma alguma, impedir ninguém de se candidatar, porque isso fará parte da consciência da pessoa, mas alertarmos para o facto das bases de qualquer partido estarem ao critério da posição que esse poderá vir a tomar. Os escândalos vão sempre existir e não é isso que define um político “bom de um “mau. 
Está estipulado na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, no artigo 15º, que “A sociedade tem o direito de pedir contas a todo o agente público pela sua administração”, havendo assim uma transparência do bom funcionamento do regime que defende os interesses da Nação acima de tudo, através das prestações de “contas” pelo que fez, pelas decisões e pelo que não fez. Estamos assim, perante uma melhor regulação dos atos políticos e um maior envolvimento na vida política, talvez seja isto que lhe confira o juízo valorativo... 
A Instituição que regula as cartas públicas deveria ter maior rigor e isenção ao nível da burocracia e com isso não queremos invadir a privacidade de ninguém apenas consideramos fundamental que quem decide assumir um cargo público tem de ter consciência dos seus atos, para o próprio país puder confiar nele o seu poder. Será muito mais fácil atrair à população para a mesa de voto se os políticos prepostos apresentarem condições de integridade e confiança. 
Posto isto, é nestes políticos a quem entregamos o poder que queremos para nossos representantes no pais e no estrangeiro? 

" Não podemos continuar a caminhar como sonâmbulos até à beira da falência da história”. – Al Gore


The Independent; 17/04/2013

Mariana e Raquel 

segunda-feira, 9 de março de 2015

A ''Sagrada Família'' de Évora

 Certamente todos aqueles que por Évora vivem ou passeiam já se depararam com as grandes obras que estão a decorrer na Igreja de São Francisco, perto do jardim público. 
Tanto por fora como por dentro, andaimes decoram a Igreja (considerada monumento nacional) e inúmeros trabalhadores restauram e recuperam-na das represálias deixadas pela demolição do Convento Franciscano, outrora ali existente, e pela ação do tempo. 
A chefiar o projeto encontra-se o arquiteto Adalberto Dias, que após cerca de dois anos a estudar a construção e arquitetura da Igreja, decidiu quais as melhores intervenções a serem efetuadas: reconsolidação da estrutura e reabilitação de uma parte, até então, oculta. Assim, serão criados dois novos museus, um nas celas do antigo convento (onde constará o espólio da Igreja) e outro nas galerias por cima das capelas laterais (local onde se encontrará a coleção de presépios do General Canha da Silva).
 Desta forma, pretende-se recuperar o sítio de culto, privilegiando o espaço de oração, e atrair mais turistas para a cidade e para a Igreja. Apesar do decorrer das obras, a Igreja encontra-se aberta para aqueles que queiram observar o processo de recuperação.

A Capela dos Ossos, localizada na Igreja de São Francisco, será também alvo de intervenções de modo a consolidar as ossadas existentes e a acrescentar um painel interpretativo do arquiteto Siza Vieria, subordinado à vida e ressurreição, no entanto, não se encontra encerrada para turistas. 
As obras, comparadas às existentes na Sagrada Família, em Barcelona, terão uma duração mais curta, perto de 12 meses, e foram financiadas pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (em cerca de 2,2 milhões de euros) e pelo programa JESSICA, sendo um investimento que ultrapassa os 4 milhões de euros. 

Mortes nos hospitais - De quem será a culpa?

Como se sabe, entre o final do ano que passou e o início do ano presente os casos de mortes nas urgências dos hospitais portugueses foram demasiados. Porém o número de casos deste tipo poderá ser bem maior do que aqueles que foram noticiados nos órgãos de comunicação social. Mas a que se deverá este crescendo de óbitos no Sistema Nacional de Saúde do nosso país?

As urgências dos hospitais existem para o atendimento rápido das situações de risco para a saúde, pelo que é claro que quanto mais grave for a situação clínica mais rapidamente os pacientes devem ser atendidos, por isso desde o ano 2000 que em Portugal as urgências hospitalares se regem pelo STM, Sistema de Triagem de Manchester. Este sistema permite classificar a gravidade da situação de cada doente que recorre ao Serviço de Urgência, tratando-se de um modelo que hierarquiza essa mesma gravidade em cinco níveis representados por cinco cores, que vão do vermelho, correspondendo aos doentes que devem ser tratados em primeiro lugar, ao laranja, para os segundos, o amarelo, para os terceiros, o verde, para os quartos, e, finalmente, o azul para os quintos. Em Manchester, onde o STM teve origem, este sistema contribui para acabar com os problemas até então existentes nas urgências e o sistema em si pode chegar a apresentar graus de eficiência superiores a 90 por cento, dois aspetos que não se verificam atualmente no nosso País. Este facto deve-se ao não cumprimento do STM e à má organização das urgências dos hospitais portugueses, o que culminou, como já foi referido, na morte de muitos pacientes que deram entrada nos Serviços de Urgência no estado máximo de gravidade, alguns deles falecendo após longas horas de espera nos corredores desses serviços. Até agora ninguém se responsabilizou por tais factos, o que já é habitual no nosso país, onde a culpa já se acostumou a “morrer solteira”. A meu ver, estes acontecimentos justificavam uma responsabilização política e a saída do ministro que está à frente do ministério da saúde e, consequentemente, da sua equipa, pois trata-se de algo alarmante para o país, e se não forem tomadas verdadeiras medidas, esta “saga” poderá ter continuação. Acima de tudo estamos a falar de Vidas de pessoas inocentes, que viram a sua chegar ao término, por mera incompetência.

quinta-feira, 5 de março de 2015

Grécia - Será possível a recuperação?

Passado pouco mais de um mês das eleições, que consagraram Alexis Tsipras e o seu Syriza como o novo rosto da Grécia, podemos afirmar com toda a convicção que este homem e o seu partido pretendem realmente romper com a austeridade que se verificou no país durante 5 anos a fio. Mas esta pretensão só poderá passar a realidade se todos os membros da União Europeia, incluindo Portugal, se unirem em torno dos princípios que estiveram na origem da sua criação, ou seja, promover a paz no continente europeu, a coesão, a solidariedade entre Estados e o desenvolvimento e bem-estar equitativo da população da Europa, caso contrário, se ficarem sozinhos numa luta desigual, Tsipras e o Syriza poderão falhar aqueles que são os seus objetivos.
E para mostrar que a vontade de acabar com o período austero vai para além de meras palavras, o primeiro-ministro e líder da coligação governamental com os Gregos Independentes já anunciou que vai apresentar na próxima segunda-feira uma medida legislativa para conceder casa a 30 mil pessoas sem-abrigo e eletricidade gratuita a outros milhares de pessoas que vivem em situação de pobreza. Na próxima semana, o Executivo de Tsipras conta ainda aprovar nova legislação para impedir despejos (de primeiras habitações), melhorar as condições para os contribuintes resolverem dívidas ao fisco e à Previdência, prevendo também reunir informação sobre os suspeitos de evasão fiscal.
O interesse do Syriza converge com o interesse da União Europeia: salvar a moeda, salvar a União Europeia solidária, justa, promotora do bem-estar dos europeus, independentemente da sua condição, preservar a paz e a equidade entre os povos, respeitando as diferenças, na procura da união monetária, fiscal, social e cultural, é este o interesse de todos e de cada um dos membros da UE. Se assim não for, deixa de fazer sentido falar em União Europeia.

Creio que os líderes europeus que não tiverem a coragem de ouvir e negociar com a Grécia e, em vez disso, a excluírem, podem estar a contribuir não só para o desastre do povo grego, mas também do resto da Europa.


terça-feira, 3 de março de 2015

MEC vai colocar nos quadros 1453 professores que estavam a contrato

O Ministério da Educação e Ciência (MEC) vai fazer entrar nos Quadros de Zona Pedagógica das escolas 1453 professores que, nos últimos anos, têm trabalhado no ensino público com contratos a termo. O concurso intercalar para a vinculação destes professores arranca na próxima semana e estará concluído a tempo do início do próximo ano lectivo. Esta medida responde à directiva comunitária que obriga a dar um vínculo estável a docentes com contratos sucessivos.
Este processo de vinculação destina-se a professores que tenham tido cinco contratos sucessivos, anuais e completos, no mesmo grupo de recrutamento. A verificação dos docentes que cumpriam estas condições levou à abertura de vaga no quadro de zona pedagógica onde se situa a última escola em que o docente leccionou, totalizando 1453 vagas. A portaria que fixa estes lugares foi publicada esta sexta-feira em Diário da República. Na próxima semana, será publicado pela Direcção-Geral da Administração Escolar (DGAE) o aviso de abertura do concurso, ao qual os docentes têm dez dias úteis para se candidatarem.
Esta revela-se ser uma boa noticia não só para os professores desempregados mas também para os alunos que são uns dos mais afectados pela não colocação de professores. Veremos se esta notícia é o prenúncio de uma melhoria da educação que está a chegar.

Estado Laico

Estado laico é um estado em que não há a intervenção da Igreja. A Igreja não tem qualquer tipo de poder sobre o Estado e a sua população. 
Portugal aderiu à separação dos poderes pela primeira vez na instauração da Primeira República a 5 de Outubro para beneficio da nova forma de governação e após a ditadura de António de Oliveira Salazar. 
A separação de poderes contribuiu para o desenvolvimento de instituições responsáveis pelo funcionamento do Estado. 

Conflitos atuais causados por diferenças religiosas: 
1- Afeganistão (fundamentalistas radicais Muçulmanos e não-Muçulmanos)
2- Nigéria (Cristãos VS Muçulmanos) 
3- Iraque (Xiitas VS Sunitas) 
4- Israel (Judeus VS Muçulmanos)
5- Sudão (Muçulmanos VS Não-Muçulmanos)
6- Tailândia (Budistas VS Muçulmanos) 
7- Tibete (Partido Comunista da China VS Budistas) 


A meu ver, eu concordo plenamente com a separação entre o Estado e Igreja. Concordo porque eu sou ateia, logo não encontro objetivo nenhum em a Igreja interferir na governação do Estado e obrigar a sua população a seguir apenas uma ideologia religiosa. Tanto um judeu como um indiano, ou outro tipo de crente, deve ter a liberdade de praticar a sua religião publicamente. Tal como um ateu tem o seu direito de não praticar qualquer religião mesmo que não demonstre publicamente a sua falta de crença. O facto de um Estado ser laico defende a tolerância religiosa logo ninguém é obrigado, como já referi anteriormente, a praticar apenas uma religião, normalmente sendo a religião católica. Hoje em dia existe guerras e mais guerras tudo por causa de religiões e questões políticas. Tudo isto porque as pessoas hoje em dia têm ideiais diferentes. Dizemos que os tempos fascistas acabaram mas vendo o fundo da panorama do século XXI não é bem assim. Não temos liberdade de pensamento, por exemplo, um judeu não pode ter um debate saudável com um católico. As nossas diferencias religiosas impedem-nos de formarmos amigos dentro de outros círculos, tal como as diferentes pessoas com as suas diferentes ideologias políticas. 



Em suma, um Estado é melhor sem a interferência da Igreja e com a defesa da tolerência religiosa (teorizada pela primeira vez pelo filósofo iluminista Voltaire) 

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Charlie Hebdo

A noticía sobre o atentado em França fez-me reflectir sobre dibersos aspectos.

Cada vez mais, existem atos dramáticos e drásticos por parte do Homem.
O mundo caiu num grande exagero. Para mim a liberdade de expressão é um direito que assiste a todos. O jornal semanário Charlie Hebbo utilizava o humor e o sarcasmo para abrir os olhos a muita gente. Foi bastante evidente que os radicalistas (muçulmanos) usaram como desculpa a publicação que o jornal fez sobre a sua religião para cometerem mais um ato de crueldade incrível. Mas sou também da opinião que muita coisa poderia ter sido evitada!
Quando Charlie fez a primeira publicação sobre a religião muçulmana foram ameaçados de que se voltassem a fazê-lo poderiam ter grandes consequências, contudo quiseram voltar a repetir sabendo que o risco que corriam podia afetar muita gente inocente. Quiseram provar que tinham direito à liberdade de expressão e que não era a ameaça que os ia para e com essa atitude tiraram (indirectamente) o direito de viver a um grupo de inocentes. No entanto, não digo que concordo de maneira alguma com este atentado terrorista, mas acho que é importante ver os dois lados. Afinal, a nossa liberdade acaba onde começa a dos outros!

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Adoção por casais homossexuais chumbada pela 4ª vez



As quatro propostas legislativas relativas à adoção por casais do mesmo sexo foram nesta quinta-feira chumbadas pelo plenário da Assembleia da República.
Vivemos num mundo repleto de crueldade. Milhares e milhares de crianças são deixadas em instituições, para não falar daquelas que são deitadas no lixo ou assassinadas pelos próprios pais. Pois bem, também existem milhares de pessoas a quererem adotar crianças.
Acontece que, quando um casal está disposto a adotar uma criança o processo é demasiado lento e leva o mesmo casal a desistir da adoção da criança. Mas não é só este facto que leva a população a desistir da adoção. Estamos inseridos numa sociedade que decide optar pelo facilitismo, e com isto quero dizer que até para adotar uma criança existe critério. A grande maioria da população que decide adotar uma criança pretende que a mesma não ultrapasse uma certa idade, ou seja, a população prefere crianças pequenas, de preferência o mais pequenas possível para que as possam educar. Estas pequenas crianças vão saindo das instituições, mas nelas permanecem as crianças mais velhas até, muito provavelmente, à idade estabelecida para a sua saída. Adotar uma criança que tenha mais que 6/7 anos, sensivelmente, é ter que se habituar aos seus hábitos, à sua personalidade, o que é muito mais difícil do que moldar uma criança que tem 1 ou 2 anos de vida àquilo que se espera que os filhos se tornem um dia. Estas crianças não vão ter presente na memória o tempo que passaram numa instituição, ou que foram abandonadas pelos pais. Sabem-no, mais tarde, mas não se lembram que o viveram. Tudo o que se lembram é da sua vida com a família adotiva, o que não acontece com crianças mais velhas.
Pois bem, estas crianças, por motivos já referidos, vão ficando nas instituições e se um casal homossexual estiver interessado na adoção é-lhes negado esse direito. E tudo isto é uma questão de preconceito? Estamos no século XXI, será que uma criança que nunca teve amor paternal não pode ser adotada, simplesmente porque quem a pretende adotar tem uma orientação sexual diferente? Então estamos num mundo em que os bons são aqueles que abandonam e os “idiotas” são aqueles que ainda pensam que podem algum dia dar amor a uma criança. Quando se debatem estes temas, o principal objetivo deveria ser o bem-estar da criança, se ela vai ser amada, se vai ter boas condições para viver, se vai, no fundo, ser feliz. Mas não, estas crianças estão simplesmente a ser abandonadas pelo preconceito que quem nos representa tem, pelas ideologias que cada um defende.
Aos olhos do mundo somos um país muito pouco avançado. São estas pequenas coisas que nos fazem ser reconhecidos como tal.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Exames Nacionais

Todos nós estamos mais que familiarizados com o assunto dos exames nacionais e com a sua importância a nível profissional de um estudante. Mas serão mesmo os exames elaborados para avaliação das capacidades do aluno, ou serão mais um estratagema com fins políticos? Esta dúvida surge-me por duas razões: um aluno é avaliado ao longo da sua vida académica pelos testes e outras avaliações escritas e orais que realiza e pelo comportamento e interesse que demonstra durante os 12 anos académicos obrigatórios. Posto isto pressupunha-se que o trabalho de avaliação dos professores que acompanharam os alunos, não tenha sido em vão, e no final do secundário o aluno tenha mais do que avaliações suficientes para poder ingressar no ensino superior na área que pretender e para qual tenha capacidades. Mas o que acontece é que os exames nacionais são demasiado valorizados na nota final do secundário e muitas vezes possuem um elevado nível de dificuldade (já nem comentando a existência das conhecidas “rasteiras” que a meu ver não têm lógica nenhuma num exame de tamanha seriedade como querem fazer parecer) que muitos dos nossos ministros não conseguiriam superar e desvalorizam de certa forma todo o trabalho que até aí tenha sido realizado pelo aluno, causando muitas vezes o decréscimo na nota que o mesmo até aí se tinha, à partida, esforçado para obter. A matéria, o stress e principalmente o valor da percentagem dos exames na nota do aluno (como já referi e volto a sublinhar), gera um clima de desgaste e desmotivação no examinando que acaba, muitas das vezes, por não conseguir ser bem-sucedido no exame.
Outra razão deve-se a todo o aparato que surge à volta dos dias de exame e dos seus resultados mais tarde revelados. Os meios de comunicação social e as redes sociais, são alvo de comentários, criticas, lamurias e festejos por parte de todos os que se preocupam ou participam sobre este tema. 
Que se pretende com isto? Mostrar que o país está interessado e a investir a olhos vistos na educação da melhor forma? Preocupem-se mais com quem ensina porque são realmente os professores e a sua qualidade de ensino o fundamental para uma boa educação e não uma prova de 2 horas com a matéria leccionada em 3 anos. Mostrar que a juventude portuguesa possui uma boa capacidade intelectual? A boa parte da formação profissional e determinante para a vida de um cidadão vai ser realizada na universidade (fora dela e depois dela) da qual sem esse estatuto (universitário) mal conseguiremos arranjar emprego “digno”(não contabilizando a vergonha do número de licenciados desempregados, mas isso é outra questão...) cá dentro ou lá fora. E quando os resultados não vão aquém do esperado? No ano a seguir, salvo alguma excepção, os alunos sentirão que o exame foi decerto mais fácil que no ano anterior (especialmente se for ano de eleições..) e responsabilizam os alunos porque não se esforçaram o suficiente, fazendo todos farinha do mesmo saco. 
Posto isto, ao ingressar na universidade, o aluno, sim, deveria ser avaliado, mas pela universidade e pelos superiores do curso que pretenderia ingressar como forma de melhor selecção de futuros estudantes universitários e claro também, melhor preparação dos professores catedráticos tendo em conta o aspeto geral das capacidades adquiridas anteriormente pelos estudantes. Desta forma os alunos não se sentiriam forçados a abandonar o desejo de ingressar nos cursos que seriam realmente aqueles que pretendiam seguir, sob pena da nota que obtiveram anteriormente em exames nacionais dos quais provavelmente nem todos precisam para o curso que pretendem seguir mais tarde mas que contam assim à mesma para a média que necessitam para depois conseguirem entrar em alguma instituição de ensino superior seja ela ou não a que desejavam realmente. 
Quem sabe se assim o número de licenciados desempregados diminuiria, as más disposições de quem está a trabalhar em algo que não foi o que idealizou dariam lugar a uma sociedade mais realizada e feliz, ou ainda o aproveitamento do esforço do trabalho dos portugueses não seria mais rentável…

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Charlie Hebdo – Eu sou Charlie…

Ao assistir ao atentado no Charlie Hebdo, perguntei-me:
Será que este atentado é um ato político, religioso ou um pouco dos dois?
Sem dúvida que é um pouco dos dois.
De facto o radicalismo religioso, muçulmano ou cristão, é utilizado como uma arma política. Política de pressão sobre outras nações, ou outros povos, com o intuito de os condicionar na sua autodeterminação, liberdade e/ou economia, ou até, em casos extremos, de os ocupar, subjugar e dominar.
Nem todos os muçulmanos são fundamentalistas ou terroristas, a religião não é, neste casos, o elemento principal, porque a religião muçulmana, ou cristã, tanto faz, defende a paz e não a guerra e a morte. Os homens é que recorrem a ela, para fazer política, ação de guerra e controlo, para atingirem objetivos políticos e não raras vezes, económicos.
A luta entre o ocidente e o oriente, não é entre muçulmanos e cristãos, não. É entre políticos, ditadores e democratas, que querem exercer o seu poder sobre o outro e retirar daí, o máximo proveito. A isto não está alheio o significativo peso do petróleo, nas sociedades ocidentais enquanto fonte de energia e nas sociedades orientais, enquanto fonte de recursos financeiros e riqueza.
Mas nem sempre os interesses são político-estratégicos, isso acontece normalmente nas cúpulas, junto aos líderes, pois mais abaixo, junto aos “soldados da fé” impera sobretudo o fanatismo e um pouco de loucura, aí sim, falamos de fundamentalismo religioso, uma vez que aqueles que deixam a vida, fazendo-se explodir, acreditam efetivamente que o estão a fazer pela religião, porque lhes fizeram uma espécie de lavagem cerebral religiosa, o tal fundamentalismo religioso.
Importa condenar estes atos, mas não nos deixarmos cair na tentação de generalizar e acusar os muçulmanos, ou a religião muçulmana, como terroristas. Não. São só alguns, aqueles que foram “salvos” do meio de guerras e países devastados, e foram transformados em terroristas, ou, aqueles que o são porque é essa a sua natureza (alguns emigraram dos seus países de origem, no ocidente, para serem assassinos).

Tudo isto é muito complexo, mas o mais importante é evitarmos que o ódio ou a revolta nos controlem e só nos permitam ver o mundo a preto e branco. Porque o mundo tem várias cores, várias, e essa relatividade é fundamental na política e na democracia. 

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Uma "brincadeira" que acabou em tragédia

  O passado dia 7 de Janeiro de 2014 ficará na história pelos piores motivos. A recente tragédia ocorrida em Paris com a morte de 16 pessoas levada a cabo por terroristas islâmicos é apenas mais um exemplo de uma intolerância religiosa que tem séculos de existência.
  Tudo começou depois de um famoso jornal Francês ter publicado um cartoon onde estava desenhado moame. Terá sido este cartoon que levou os terroristas islâmicos a cometem estes horríveis ataques à cede do jornal Charlie Hebdo, e também a um super mercado de produtos judaicos, onde tragicamente morreram 16 pessoas.
  Depois da chacina feita na cede do jornal os terroristas fugiram, tendo sido mais tarde encurralados numa gráfica a cerca de 50km de Paris onde fizeram 1 refem, depois de horas de negociações sem sucesso por volta das 5 da tarde do dia seguinte a policia usou a força, onde se trocaram vários tiros, tendo os terroristas sido abatidos pelas forças policiais.
  Estes bárbaros ataques são apenas uma pequena amostra daquilo que o terrorismo islâmico é capaz, estando toda a Europa com um elevado alerta  para o que ai vem...


Ensino cada vez com maiores custos

No seguimento do comunicado tornado público no dia 12 de agosto de 2014, pelo Ministério da Educação e Ciência (MEC), em que é anunciada a redução global de 1,5% no orçamento das instituições de ensino superior para o ano de 2015, veio pelo presente a Federação Nacional de Associações de Estudantes do Ensino Superior Politécnico (FNAEESP) pronunciar-se sobre o mesmo dizendo que "Ao longo dos últimos anos a educação, e o ensino superior em particular, tem sido um dos setores mais afetados pelos cortes orçamentais que ano após ano vão assolando a economia portuguesa. Só nos últimos 3 anos o ensino superior perdeu 260 milhões de euros de investimento do Estado, colocando verdadeiramente em “xeque” a gestão e sustentabilidade das instituições de ensino superior (...) Na prática, os sucessivos cortes orçamentais para as instituições de ensino superior têm implicado um aumento da ponderação da propina paga pelos estudantes e, consequentemente, um aumento do número de indivíduos a abandonar o ensino superior por falta de condições financeiras." A partir destas informações é caso para parar e refletir, sobre qual será o futuro dos jovens portugueses? Como vão conquistar a sua independência? Como vão ter dinheiro para se sustentar? Portugal tem cortado no investimento dirigido ao Ensino Superior: Em 2009, a maioria dos países europeus encontrava-se em recessão, mas todos eles mantiveram ou aumentaram o investimento em educação, à excepção de Portugal e da Roménia. A mim parece-me que estamos a voltar ao antigamente, como era na altura dos nossos avós, antes do estado novo... Só estudava quem tinha posses, quem derivava de famílias nobres e com algum reconhecimento social. Os "outros", tinha que ganhar a vida logo desde os 10,11,12 anos de idade em trabalhos rurais ou em actividades como sapateiros, carpinteiros etc muito pouco remuneradas que mal dava para pagar o pão de cada dia. Ponho em dúvida se hoje em dia não haverá um retrocesso, e que o nosso futuro (alunos) seja tão negro como o que relatei. A verdade é que hoje, na escola dita publica, já tudo tem um preço bastante elevado como por exemplo o valor de material escolar nomeadamente manuais, ou um aluno ser submetido a um teste sumativo proposto pelo professor e ainda ter que pagar a folha de teste, ou até aqueles alunos que residem em localidades longe da escola terem que pagar do passe dos transportes públicos um valor dispendioso no orçamento familiar, ou por exemplo o valor cada vez maior exigido para as propinas entre muitas outras coisas fundamentais para o dito normal funcionamento do ensino que o estado cobra. Dito isto, pergunto onde está a ser posto em prática o Artigo 26.º dos direitos humanos "1. Toda a pessoa tem direito à educação. A educação deve ser gratuita, pelo menos a correspondente ao ensino elementar fundamental. O ensino elementar é obrigatório. O ensino técnico e profissional deve ser generalizado; o acesso aos estudos superiores deve estar aberto a todos em plena igualdade, em função do seu mérito.?"

domingo, 4 de janeiro de 2015

Encontros Institucionais

Na sequência da eleição de António Costa como Secretário-geral do Partido Socialista (23 de Novembro de 2014) e do Congresso do PS (29 de Novembro de 2014) este iniciou uma série de encontros institucionais.
Tendo-se encontrado já com Assunção Esteves (Presidente da Assembleia da Republica) a 9 de Novembro e com Pedro Passos Coelho (Primeiro-Ministro) a 11 de Novembro.
Como já havia acontecido a 9 de Outubro, quando venceu as primárias, dia 17 de Dezembro, já depois de ocupar o seu cargo de Secretário-geral do PS, foi também recebido pelo Presidente da Republica, Aníbal Cavaco Silva. 
Sabe-se por uma fonte socialista que na altura em foi que formalizado o pedido para o encontro com Cavaco Silva já tinham sido formalizados pedidos de reuniões com o presidente do Supremo Tribunal de Justiça e com os líderes partidários sendo que estas se deveriam realizar no inicio deste novo ano. 
O próximo encontro de António Costa irá realizar-se na próxima sexta-feira, dia 10 de Janeiro, com o vice-primeiro-ministro e presidente do CDS-PP, Paulo Portas. 
A este deverá seguir-se um encontro com uma delegação do BE, chefiada pela porta-voz dos bloquistas, Catarina Martins. 



sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Foi só pelos 20 centavos?

No Brasil, o aumento de R$0,20 centavos na tarifa dos transporte públicos fez com que milhões de pessoas fossem às ruas reclamar das condições de vida no país.

Os manifestantes saíram à rua durante o mês de Junho de 2013 expondo o seu descontentamento pela situação em que o país vivia. Milhares de pessoas saíram feridas e centenas de pessoas morreram. O país clamava por mudanças, afirmavam que a manifestação a que chamavam “O Gigante Acordou” não seria apenas pelos vinte centavos, mas sim pela educação, outros queriam menos gastos com a Copa que ocorreria no ano seguinte (2014) e mudanças no Governo do país, presidido pela Presidente Dilma Rousseff.

Graduadamente, as manifestações iam acabando. Os vinte centavos baixaram, os políticos assustaram-se, mas, em geral, a vida continuou a mesma.

Na minha opinião, as manifestações que fizeram, foram de certa forma em vão e acredito sim, que terá sido pelos vinte centavos. Pois o país clamava por mudanças, queriam um novo governo e queriam lutar por uma vida melhor. No entanto nas eleições brasileiras que ocorreram a Outubro de 2014, o povo brasileiro elegeu ao poder novamente a Presidente Dilma Rousseff. No mês de Junho de 2013 os cidadãos unidos e revoltados contra a vida e a inflação a que eram submetidos, que na altura saíram à rua clamando por mudança, foram os mesmos que em Outubro de 2014 elegeram a mesma Presidente Dilma Rousseff.