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sábado, 4 de junho de 2011

Alemanha, Senhora dos destinos da Europa?

Há uns tempos seria impossível questionar-me acerca da União Europeia, achava-a um organismo sólido e muito competente, ao serviço dos 27 países que constituem esta comunidade. Mas agora, será ela um mecanismo ao serviço dos países mais fortes?
A Chanceler alemã, Ângela Merkel, nascida na então República Democrática Alemã (sob domínio soviético), é agora quem comanda os destinos da Europa. Criada numa educação rígida, tipicamente do leste soviético, Merkel está a fazer a Alemanha bem à sua semelhança, e a Alemanha, por sua vez, faz da União Europeia um mecanismo de actuação. Inicialmente, Merkel foi a primeira a torcer o nariz à ajuda portuguesa, é engraçado como as situações se invertem, porque há bem pouco tempo era a Alemanha a precisar de ajuda. E, embora Portugal fosse um país pobre, contribui para a sua recuperação, por mais insignificante que essa ajuda fosse. A Alemanha reconstruiu-se muito à custa de ajudas externas e investimentos estrangeiros, basta recuarmos ao tempo do pós Segunda Guerra Mundial, onde as três potências vencedoras dividiram o território alemão (EUA, URSS, Reino Unido e França). Hoje em dia a Alemanha é, sem dúvida, um dos motores da Europa, ao lado do Reino Unido e da França. Nada na Europa se aprova sem o consentimento alemão, sendo uma comunidade onde todos os países são iguais, não deveriam ter todos o mesmo peso na tomada de decisões?
Receio que daqui a um tempo as eleições em Portugal ou noutro país mais fraco se tornem inúteis, visto que os governos não podem tomar medidas sem ter em conta as directrizes da União Europeia e sem haver um controlo apertado. Devemos ser uma união sim, mas com o respeito pela individualidade e história de todos os países. Uma união pressupõe igualdade e respeito pelos diversos povos que integram hoje a actual União Europeia, organismo criado para conseguir fazer frente às duas superpotências da época, os EUA (ainda hoje) e a EX-URSS.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Alemanha será que é desta?


É através da história que se chegam a verdades inegáveis, ou então a factos indesejáveis, este que irei apresentar é um desses, um facto indesejável. Durante a altura da revolução industrial, a Alemanha iniciou a sua industrialização, como muitos outros países, e tornou-se uma das potências mais poderosas e mais desenvolvidas da Europa nessa altura, situação à qual temos que juntar o facto de a unificação alemã ter trazido um enorme poderio económico e militar. Apesar de ser uma potência emergente na Europa, nunca chegou a ter um lugar de grande destaque, mantendo-se num estatuto mediano.
Dando um salto no tempo de cerca de dois séculos, estamos em pleno século XX, e é neste século que se dá realmente o reconhecimento internacional alemão, ainda que não seja pelas melhores razões. Durante a primeira metade deste século a Alemanha teve um papel preponderante na história da Europa, causou as duas guerras mundiais, saindo derrotada de ambas, ainda que tal não fosse reconhecido. Durante a 1ª Guerra Mundial, supostamente despoletada pelo assassinato do Arquiduque Francisco Fernando, a Alemanha esteve em guerra, juntamente com o império Austro-Húngaro e o império Otomano, contra a França, o Reino Unido, os EUA, entre outros. Durante este acontecimento, a guerra das trincheiras devastou muitos territórios agrícolas franceses e alemães, também se perderam inúmeras vidas na Grande Guerra. Eventualmente o império Alemão saiu derrotado da primeira Guerra Mundial, 1914-1918, após a qual se seguiu uma grave crise financeira e o aparecimento de vários regimes totalitários, primeiramente o comunismo, com a URSS, e mais tarde o nazismo com Hitler na Alemanha. É devido a este regime totalitário e à sua ideologia de expansão e união de todos os seus “cidadãos” e respectivos territórios que surge a segunda Guerra Mundial, também é causada pelo desrespeito das directrizes do Tratado de Versalhes e as politicas executadas por Hitler.
Novamente a Alemanha sai derrotada de uma tentativa de expansão e controlo da Europa, nesta ocasião denominando-se de Alemanha Nazi. Após duas tentativas falhadas de controlo da Europa através das armas e da força, será que os ideais por detrás dessas acções de perderam ou simplesmente mudaram de estratégia? À luz da actualidade é seguro afirmar que, aparentemente, apenas mudaram de estratégia, deixando as armas e passando para a economia. Na primeira tentativa era Guilherme II o cabecilha, na segunda era Adolf Hitler, na terceira tentativa é Angela Merkel. Realmente aparenta que esta terceira tentativa de controlo europeu por parte de uma potência alemã irá conseguir cumprir o objectivo, até à data é muito difícil negá-lo. Numa situação à que congratular os alemães, não desistem e continuam com aquilo que pretendem.
SERÁ QUE À TERCEIRA É DE VEZ...
OU IRÁ A EUROPA ACORDAR NOVAMENTE E EXTERMINAR A AMEAÇA?