Cada vez mais a China tem uma influência determinante em diversos aspectos da vida mundial. Esta influência baseia-se em larga medida no poder económico que entretanto adquiriu desde a sua abertura ao mercado global. É esse poder económico que lhe confere a possibilidade de influenciar também muitas das decisões políticas tomadas nos diversos fóruns mundiais. (G7; G20; Nações Unidas). Este poder económico surge da aplicação de um capitalismo de Estado, no qual realizaram uma abertura ao mercado mundial de bens e serviços e de capitais sem descurar a centralização das principais decisões de política socioeconómica no partido único do regime. A enorme riqueza entretanto acumulada pelo Estado Chinês baseia-se na exploração de mão de obra intensiva de muito baixo custo, tendo em conta que a população da China representa 21% da população mundial, a força de trabalho que esta representa permite-lhe dotar as suas exportações de uma competitividade sem paralelo. Simultaneamente, através de uma política rígida de contenção salarial e de controlo social é o Estado que acumula uma quantidade "astronómica" de riqueza, com a qual realiza grandes investimentos no exterior através da aquisição de empresas, de terra arável e sobretudo de títulos de dívida pública dos mais variados países, a começar nos E.U.A de que são os principais financiadores e terminado em Portugal, o que faz com que a China tenha vindo aos poucos a ganhar prestígio e influência em todo o mundo . Mas é importante referir que esta riqueza acumulada através de enormes excedentes comercias na balança de "Import/Export", só são possíveis graças a uma manutenção dos rendimentos das famílias na China em valores muito baixos, impedindo desta forma um aumento do consumo interno que potenciaria o aumento das importações. Muitos "opinion makers" acusam a China de praticarem no mercado mundial uma política de "dumping" social. Pois é à custa do suor e baixas condições de vida do povo chinês (Ausência de: Direitos Humanos, Direitos do trabalho, segurança social, entre outros...) que o Estado chinês consegue manter esta enorme competitividade no mercado global e que tem conseguido aos poucos tornar-se na segunda potência mundial!
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sexta-feira, 23 de março de 2012
Reflexão acerca da influência da China no Mundo
Cada vez mais a China tem uma influência determinante em diversos aspectos da vida mundial. Esta influência baseia-se em larga medida no poder económico que entretanto adquiriu desde a sua abertura ao mercado global. É esse poder económico que lhe confere a possibilidade de influenciar também muitas das decisões políticas tomadas nos diversos fóruns mundiais. (G7; G20; Nações Unidas). Este poder económico surge da aplicação de um capitalismo de Estado, no qual realizaram uma abertura ao mercado mundial de bens e serviços e de capitais sem descurar a centralização das principais decisões de política socioeconómica no partido único do regime. A enorme riqueza entretanto acumulada pelo Estado Chinês baseia-se na exploração de mão de obra intensiva de muito baixo custo, tendo em conta que a população da China representa 21% da população mundial, a força de trabalho que esta representa permite-lhe dotar as suas exportações de uma competitividade sem paralelo. Simultaneamente, através de uma política rígida de contenção salarial e de controlo social é o Estado que acumula uma quantidade "astronómica" de riqueza, com a qual realiza grandes investimentos no exterior através da aquisição de empresas, de terra arável e sobretudo de títulos de dívida pública dos mais variados países, a começar nos E.U.A de que são os principais financiadores e terminado em Portugal, o que faz com que a China tenha vindo aos poucos a ganhar prestígio e influência em todo o mundo . Mas é importante referir que esta riqueza acumulada através de enormes excedentes comercias na balança de "Import/Export", só são possíveis graças a uma manutenção dos rendimentos das famílias na China em valores muito baixos, impedindo desta forma um aumento do consumo interno que potenciaria o aumento das importações. Muitos "opinion makers" acusam a China de praticarem no mercado mundial uma política de "dumping" social. Pois é à custa do suor e baixas condições de vida do povo chinês (Ausência de: Direitos Humanos, Direitos do trabalho, segurança social, entre outros...) que o Estado chinês consegue manter esta enorme competitividade no mercado global e que tem conseguido aos poucos tornar-se na segunda potência mundial!
domingo, 16 de outubro de 2011
Portugal na UE: vantagens e disvantagens

Dia 1 de Janeiro de 1986, Portugal junto com Espanha adere à União Europeia. Sendo um acontecimento marcante e com grande influência política económica e social para o nosso país, ainda hoje é discutido.
Se sim ou não? Porquê?Quais as vantagens? Quais disvantagens?
Com a adesão à União Europeia, Portugal viu-se obrigado a realizar um conjunto de reformas a diversos níveis para estar de acordo com o conjunto de exigências fundamentais para poder integrar o grupo de Estados Membros, reformas que promoviam uma melhor organização da administração pública portuguesa, melhores serviços, maior crescimento económico, maior acesso à educação, entre outros.
Mas por outro lado a adesão à UE, e a substituição da nossa moeda nacional pelo euro, Portugal perdeu importantes instrumentos de política macroeconómica que passaram para a competência da Comissão Europeia. Assim, Portugal deixou de poder fixar livremente o défice orçamental adequado ao desenvolvimento do nosso país, que passou para a UE. O mesmo sucede em relação aos investimentos, nomeadamente os maiores, que passaram a ser condicionados pelo cofinanciamento comunitário. O que deixou Portugal indefeso perante situações de grave crise económica e social como é aquela que enfrenta actualmente. Outra disvantagem, devido à substituição da moeda nacional pelo Euro, é a incapacidade de desvalorizar a moeda que é um instrumento essencial em tempos de crise, pois desvalorizaria as importações, valorizaria as exportações e baixava os preços aumentando assim o poder de compra e consequentemente o consumo.
Como podem constatar é um assunto com diversos pontos positivos e negativos, como já referi, o que não me levou a nenhuma conclusão concrecta, o que me levou a perceber o porquê deste tema ser tão discutido.
Decidi publicar acerca deste tema pois sempre me questionei se a adesão terá sido realmente vantagosa ou não. E até gostaria de discutir este assunto nalguma das aulas se fosse possível.
Sebastião Perdigão
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