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domingo, 18 de setembro de 2011

Eurobonds - uma saída para a crise?

Surgiu recentemente no nosso vocabulário uma palavra: "eurobonds". Mas afinal o que são os eurobonds?
Os eurobonds são títulos de dívida, neste caso, europeia, emitidos à escala europeia, servindo assim como um meio de financiamento a todos os estados soberanos europeus. Como são títulos de dívida emitidos conjuntamente para todos os países da União Europeia, todos os países usufruem de iguais taxas de juro.

A sua implementação permitiria assim que todos os países da União Europeia conseguissem satisfazer as suas necessidades de financiamento com baixas taxas de juros para todos, o que não acontece actualmente e que levou a que vários países fossem quase "obrigados" a sair dos mercados e a recorrer à ajuda externa com taxas de juro baixas e fixas. Assim, evita-se que os países com menos credibilidade junto dos mercados tradicionais tenham que contrair empréstimos com taxas que apresentam uma escalada impressionante e que são insustentáveis a médio/longo prazo, quando esses mesmos empréstimos tiverem que ser pagos.
Afigura-se necessário relembrar que na Grécia as taxas de juro atingiram já os 100%, o que significa que, se a Grécia emitir dívida nos mercados, terá de pagar o valor do empréstimo duas vezes.

Parece-me que se os eurobonds fossem postos em prática, nem a Grécia, nem Portugal, nem a Irlanda, nem Itália, nem Espanha teriam parte dos problemas que têm, nem viveriam num estado de constante incerteza, não sabendo se conseguem honrar os seus compromissos, livrando-se da desconfiança e da ganância dos mercados.

Creio também que a grave crise económica e financeira na União Europeia é generalizada e não é exclusiva de um ou outro país periférico, requerendo assim uma resposta política conjunta, forte e determinada e não reacções pontuais e medidas fracas que aumentam a desconfiança dos mercados e, por conseguinte, as taxas de juros.

Contudo, e mais uma vez, os dois maiores países da UE (França e Alemanha) manifestaram-se imediatamente contra esta solução, numa atitude um pouco irreflectida, a meu ver. Justificaram-se dizendo que assim iriam ser penalizados, pagando juros maiores. Receio bem que estejam equivocados, pois julgo que a forte resposta política que são os eurobonds acalmaria os mercados financeiros que praticariam juros mais baixos, acabando por beneficiar todos os países, sem excepção.

Estes dois países terão também esquecido o facto de que não estão na União para fazer um favor aos outros, pois também têm sido sempre muito beneficiados e, se aceitaram pertencer a esta "sociedade", têm de estar presentes quer para o melhor quer para o pior. Para além disso, além de falta de solidariedade, acho que o Presidente e a Chancelerina de cada um destes países são motivados por convicções eurocépticas e orgulhos nacionalistas e populistas, com vista a evitar pesadas derrotas nas eleições que se aproximam em ambos os países.

Resta-nos esperar com calma pelos próximos episódios...

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Movimento 560

Há uns dias atrás, deparei-me com um site na Internet que considerei importante partilhar no blog. Esse site é acerca do Movimento 560, que apela à compra de produtos nacionais, com a finalidade de reduzir alguns problemas actuais.
Neste site são expostas as razões pelas quais devemos comprar estes produtos e evitar comprar outros que sejam estrangeiros: “quando o fazemos, estamos a contribuir para um maior crescimento das exportações desses fabricantes estrangeiros e (…) a tirar postos de trabalho no nosso país. Quando não compramos produtos nacionais e compramos artigos estrangeiros, os nossos fabricantes são obrigados a subir o preço dos seus produtos para compensar as quebras de produção. Ora se os produtos concorrentes já eram mais baratos na origem, isto faz com que os nossos fiquem ainda mais caros. E sendo mais caros, ninguém os compra. Toda esta situação leva posteriormente ao encerramento de muitas empresas e consequentemente ao crescimento do desemprego.
Após a apresentação de razões que são, para mim, suficientemente credíveis e convincentes, este site esclarece ainda mais o leitor:
-Distingue as marcas portuguesas dos produtos portugueses.
"Marcas portuguesas, como o nome indica, são marcas de carácter nacional, com origem e produção no nosso país (exemplos: Sumol, Compal, Mimosa, Critical Software).
Produtos portugueses, são produtos fabricados em Portugal por marcas nacionais, multinacionais ou mesmo internacionais, mas são produtos feitos com mão-de-obra nacional, que contribuem superiormente para o nossa economia e para o emprego no nosso país."
- Após este esclarecimento, é então explicado como é que se deve proceder para ter a certeza de que é comprado um produto português.
Procure no produto, o código de barras e verifique se ele começa por 560, seguidamente confirme na embalagem a origem do produto.
São ainda exemplificados alguns casos em que o código pode ser diferente, mas para tal a solução é sempre, como foi já referido, verificar também a origem do produto, na embalagem.



Achei que este é um movimento bastante interessante e fundamentado, e gostava então de deixar aqui este apelo, para que possamos todos ajudar desta maneira o país, se tivermos possibilidades para tal. Afinal, é das poucas coisas em que podemos realmente fazer a diferença e seria uma maneira eficaz de ajudarmos parte dos desempregados portugueses, bem como a economia que está cada vez mais dependente de outros países...

quinta-feira, 26 de março de 2009

Falências e Insolvências em Portugal

Sabe-se que a crise se tem vindo a agravar de ano para ano, e que as pequenas e médias empresas portuguesas e as estrangeiras com pólos em Portugal não se têm “aguentado”.
Para quem achar interessante aqui estão dados relativos a este problema:
- Em 2008, em Portugal, foram registados 3.344 casos de falência e insolvência (situações em que o devedor tem mais dívidas do que a quantidade dos seus bens), mais 67% do que em 2007;
- No segundo semestre de 2008, verificou-se um crescimento de 13% de processos de falência e de insolvência, comparativamente ao mesmo período do ano anterior;
- Os distritos onde se verificaram mais ocorrências foram Braga, Lisboa e Porto, nas áreas de fornecimento de informações de crédito (27%), marketing (19%), compras e de suporte a serviços (16%);
- Beja e Portalegre são os únicos distritos que, em 2008, apresentaram uma redução do número de processos em relação a 2007;
- O maior número de processos verificaram-se na indústria, no comércio grossista e na construção civil e obras públicas;
- Dos 3.344 processos de falência e de insolvência de 2008, quase metade (1.528, ou seja, 46% do total de processos) verificaram-se em empresas com menos de 10 anos de actividade;
- As empresas com cinco ou menos empregados foram as mais atingidas. Representaram 51% do número total de processos de falência e de insolvência, enquanto as empresas com mais de 50 empregados apenas representaram 5% do número total de processos;
- Os sectores onde em que se observou um maior crescimento de insolvências e falências, comparativamente a 2007, foram os do gás (2233%), electricidade e água (367%), exploração mineira e telecomunicações(150%);
- 68% das acções de insolvência foram requeridas por terceiros, enquanto que apenas cerca de um terço, do número total de insolvências, foram apresentadas pelas próprias entidades.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Psico-economia

Como todos sabemos, na actualidade, Portugal e o mundo em geral estão a ser atingidos por uma grave crise económica que tudo afecta; afecta as empresas, o comércio, os bancos e as nossas cabeças.
A economia funciona como um sistema onde esta tudo interligado, ou seja, as dificuldades das empresas levam a despedimentos que por sua vez levam à perda de poder de compra e a mais dificuldades para as empresas. Para mim um dos aspectos mais negros desta crise é o pessimismo que gerou. As pessoas não têm confiança e por isso compram menos, ou seja, ajudam à estagnação da economia e não à sua recuperação.
Neste gigantesco sistema que é a economia, o nosso controlo sobre a maioria dos factores que a influenciam é muito limitado. Há no entanto um que é dos mais importantes e que nós podemos controlar - as nossas cabeças, que estão neste momento invadidas por uma onda de pessimismo. A nossa cabeça e o único ponto que podemos controlar neste sistema e para mim é por ele que tem que começar a recuperação.
É indiscutível que esta crise tem várias consequências negativas mas se em vez de vermos apenas o lado negativo, olhássemos para as oportunidades desta crise, tivéssemos um espírito empreendedor e inovador, provavelmente esta crise seria bem mais curta visto que pessoas mais confiantes consomem e empreendem mais, melhorando a economia. Em síntese, somos nós que consumindo e tendo iniciativas somos motor da economia. Se tivermos uma atitude positiva, pode ser que por aí que comece o fim da crise.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Fraude

Enganar hoje em dia para obter dinheiro o qualquer tipo de poder é uma coisa banal e que vêm desde os tempos remotos.
Devido a isto a lei para uns é um obstáculo pois a honestidade fala mais alto, mas para outros é vantajoso.
Nas últimas décadas isto teve consequências na economia e no tecido social, isto é nada é imune nem as empresas os bancos o estado ou mesmo o parlamento Europeu.
Desde adquirir e utilizar recursos indevidos, á corrupção, fuga ao fisco, branqueamento de capitais, documentação falsa, venda de imóveis ou qualquer bem que não exista, tudo isto é um exemplo de fraude.
Assim com a crise a fraude e a corrupção começou a desvendar-se e a aparecer cada vez mais, temos o caso madoff, e todos os dias aparecem casos de corrupção que envolvem milhões, como por exemplo bancos.
Podemos assim evidenciar que só em 2007 a «economia portuguesa» revista económica englobando diversos tipos de fraude apresentavam valores de 1,5% a 2% do PIB em fraudes, isto sendo 3 a 4 mil milhões de dólares, isto sento 10% das vendas e assim concluísse que no ano passado 500 das maiores empresas portuguesas foram alvo de fraudo ocupacional aproximadamente 9 mil milhões de euros.
Concluindo a fraude acontece, mas não é inevitável. É possível detectar, combater e condenar. É possível prevenir e restringir a sua amplitude.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Orçamento de Estado de 2009

Confirma-se que Portugal entrou em recessão.
Segundo as previsões de 2008, o crescimento do PIB seria de 1,3%, mas na passada terça-feira o Banco de Portugal divulgou que a economia portuguesa vai contrair-se 0,8%, alterando, simultaneamente, as previsões do défice. Inicialmente, previu-se uma défice de 2,2% mas, segundo o Primeiro Ministro, o défice provavelmente chegará aos 3%.
Deste modo, o governo foi “obrigado” a rever o Orçamento de Estado de 2009, pois devido às despesas provenientes do plano anti-crise, as despesas previstas serão superiores.
Para solucionar o problema, Portugal decidiu seguir o plano de combate à crise que se aprovou no Conselho Europeu para os Estados-membros.
O Banco Central Europeu afirma que a crise levará a um abrandamento global da economia e, consequentemente, à quebra do consumo, não esquecendo o desemprego que este ano se encontra com uma taxa de 7,8%.
Na oposição, Manuela Ferreira Leite diz que há medidas positivas no plano, mas que o mais importante é pagar as dívidas do Estado às empresas e baixar a taxa social única.
Quanto ao CDS-PP, a solução seria apoiar as pequenas e médias empresas e o investimento público e baixar os impostos, enquanto o PCP defende que se deviam prever medidas contra as offshores e reforçar o orçamento comunitário destinado a apoiar as economias mais frágeis.
Também o Bloco de Esquerda exige do Estado um controle do “ziguezague de capitais” que se tem gerado nos últimos anos, e de que os crimes no BCP e no BPN são os exemplos mais conhecidos. Segundo Luís Fazenda "as offshores não têm gerado qualquer efeito positivo no crescimento da riqueza, mas têm contribuído, isso sim, para o crescimento do Produto Criminal Bruto".

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

subida e descida dos preços

A cada dia que passa a situação do nosso país vai piorando… Hoje fomos ‘inundados’ com mais uma notícia. Pelo que parece, no início do próximo ano o preço do pão e da electricidade vai aumentar, mas já em contrapartida os combustíveis descem de preço.
Há famílias, cujas necessidades são amplas, o dinheiro é escasso… Não será o pão um bem essencial?
A situação do nosso país já é vergonhosa, a crise está bem visível aos olhos de todos, que mais será preciso para ver que (a meu ver) estamos a regredir?
Com certeza, as famílias menos abastadas necessitarão mais de um pedaço de pão do que 1 litro de gasolina no carro!
Não há uma estabilização dos preços em Portugal e pelo que parece daqui para a frente tal não vai acontecer.
Claro que é difícil agradar a toda uma população, mas as medidas talvez devessem ser outras.
Com tudo isto, obrigarão os portugueses a ‘cortar’ num bem essencial.
Não será que estas duas medidas (a descida do preço da gasolina, o aumento do pão e electricidade) se opõem? Para mim são contraditorias, por agora resta-nos esperar e ver onde estas medidas nos vão levar.
Depois de há acerca de um mês o ministro das finanças, Teixeira dos Santos, ter dito que não iria mexer no défice de 2,2% para o ano de 2009, vem o nosso primeiro ministro sr. eng. José Sócrates após decisão em Conselho de Ministros extraordinário realizado dia 13 de Setembro afirmar que o défice para o ano de 2009 seria revisto para 3%.
Este aumento deve-se a um conjunto de medidas previstas no plano anti-crise que o conselho de ministros aprovou.
Mas não deveria este aumento ter sido revisto logo no orçamento de estado?! Quase todo o planeta está em recessão e só o nosso primeiro ministro é que consegue afirmar que Portugal não está em recessão. Segundo as ultimas estatísticas publicadas pelo INE, Portugal entrará em recessão no ultimo trimestre, e tudo aponta para que em 2009, consequente da crise mundial Portugal entre numa recessão técnica.
Mesmo depois de Vítor Constâncio governador do Banco de Portugal ter admitido que o país poderá ter entrar em recessão, eu pergunto-me porque é que o governo não assume de uma vez por todas que estamos em recessão, que a nossa economia está frágil?
Será porque é ano de eleições, e é mais fácil continuar a enganar as pessoas?!

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Crise ("desde 1143")

Ou estou fortemente enganado, ou a historia de Portugal é parecida á do Pedro e do Lobo, com uma pequena alteração: em vez de Pedro e Lobo, é Pedro e a Crise.

De acordo com os especialistas e para surpresa de todos, completamente inconscientes de que tal fosse possível, Portugal está numa profunda crise.

Isto é , 2009 nao vai ser facil, vai ser mesmo muito dificil, como os especialistas dizém o problema é que 2008 foi dificil, e 2007 também foi dificil, e como é de esperár em 2005 o pais estáva em profunda crise e prometia que iria resolver tudo, isto é o pais promete, promete mas o que é certo é que eu nao sei valores mas com o que tenho lido, os especialistas apresentam uma crescente crise ao longo dos anos.

A verdade é que tirando aqueles meses da década de 90 em chegaram uns bons milhões da União Europeia, eu não me lembro de Portugal não estar em crise e eu tenho só 17 anos de idade. Por isso acredito que a crise do ano que vem seja "violenta". Mas se uma crise quer impresionar um português vai ter que trabalhar a sério, pois um crescimento de zero para nós é como acodar todos os dias de manha, isto é pequenas recessões comém os portugueses ao pequeno-almoço.

Logo 2009 é uma ironia pois só os outros paises da União Europeia é que estão assustados com a crise, enquanto Portugal, "crise qual crise", e como dizia "Quantos são, Quantos são", neste caso venha a crise, isto só demonstra a incompetencia do governo pois não conseguir admitir crise ou admitir aos poucos, é incompetencia! Enquanto a UE anda com taxas de crescimento acima dos 7% e admite a crise, quem nunca passou dos 2%, não está preocupado.

Para concluir é tempo de reconhecer o mérito e agradecer a governos atrás de governos que fizeram tudo para não habituarem mal os portugueses.

A todos os executivos que mantiveram Portugual em crise desde "1143", até hoje, muito obrigado! E assim como os politicos dizem até agora somos o pais da União Europeia que está mais preparado para fazer face ás dificuldades apresentadas pela crise.

Aumento do Investimento em Portugal

As últimas notícias mostram que houve um aumento significativo na investigação tecnológica.
Isto é uma amostra para as pessoas que dizem que este pais está sempre a andar para tras pois isto significa que Portugal esta se a desenvolver e a preparar-se para crescer. O estudo mostra que agora são as empresas privadas que apoiam se investimento não é o estado ao contrario do que se passava á uns anos, em que o estado é e que era o maior investidor cerca de 95% do investimento era feito por ele, mais propriamente pelas universidades, deste modo nunca se inovava, pois as empresas portuguesas atrasavam-se em relação ao resto da Europa.
Assim enquanto a Europa descobria novos produtos e os punha no mercado os portugueses ficavam para trás pois se um português queria esse produto teria de o comprar a uma empresa estrangeira e assim dar capitais a outro país.
Assim poderemos manter cá os nossos brilhantes cientistas e ainda ganhar capital com isso pois criaremos produtos que todo um mundo quere-a.
Assim concluo que este é um sinal de optimismo nesta situação de crise, uma luz ao fundo do túnel a que nos devemos agarrar, eu pelo menos faço isso, mas duvido que os portugueses o façam, pois infelizmente somos um povo pessimista que pensa que o que é bom é estrangeiro mas quanto a isso lembrem se que nós portugueses temos a melhor cerveja do mundo a Sagres, os melhor cientistas, os melhores escritores, e uma das mais bonitas historias do mundo, fomos os reis dos descobrimentos com isso tudo pergunto porque não havemos de ter o melhor pais do mundo?