Mostrar mensagens com a etiqueta -André Nobre. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta -André Nobre. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 13 de março de 2012

Portugal precisa de novo resgate este ano

"Um jornal alemão escreve este sábado (passado) que Portugal precisará de um segundo resgate internacional ainda este ano. O «Die Welt» garante que o nosso país sucederá à Grécia nas preocupações com a crise das dívidas soberanas na Europa, citando fontes não identificadas do governo de Berlim.

A restruturação da dívida grega, após o acordo alcançado com os credores privados, dá algum tempo à zona euro para respirar, mas no Outono o risco de bancarrota de países da moeda única em dificuldades financeiras, como a Grécia e Portugal, voltará a agudizar-se, prevê o diário conservador.

Sobretudo se não houver progressos na Grécia, os parceiros europeus poderão «fechar a torneira» a Atenas, o risco de bancarrota regressará, e a crise pode alastrar a outros países do sul da Europa, segundo o «Die Welt».
«O país que suscita mais preocupações é Portugal, e em círculos do governo alemão não se exclui que Lisboa precise de mais dinheiro da União Europeia, ainda no segundo semestre deste ano», diz o matutino germânico.

«Os Estados não conseguirão pagar as suas dívidas se não lograrem ter crescimento económico, e até agora não há sinais de retoma nenhuma nos países em crise», disse o professor de economia da Universidade de Oxford, Clemens Fuest, citado pelo Die Welt.

Para o mesmo especialista alemão, é tudo uma questão de confiança, e no segundo semestre de 2012 a situação dos países em crise não melhorar, os receios dos investidores de perderem o dinheiro investido em Portugal, se também houver uma reestruturação da dívida portuguesa.Fuest não exclui mesmo a hipótese de a crise se agravar, em vez de melhorar.

Isto porque, explicou o economista germânico, o Banco Central Europeu inundou a zona euro com injeções de capital, os bancos compraram ainda mais títulos da dívida pública de países do sul da Europa, o risco que correm aumentou e, provavelmente, também o nervosismo aumentará, se houver sinais de um agravamento da situação, advertiu Fuest."

Fonte: Agência Financeira

Ora esta noticia já não constitui nenhuma surpresa para quem a lê. É óbvio que numa economia que sempre foi das que menos produziu e que menos competitividade apresenta, o programa da troika pouco faz senão a suposta "reestruturação" da divida. Esta reestruturação não cria postos de emprego, facilidades na criação de empresas ou qualquer outra coisa que promova o crescimento económico. Ao invés retira ao país a sua capacidade de criar riqueza, criando unicamente capital imediato com a venda de empresas de forma a se pagar da forma mais rápida a vida que a alemanha tanto quer ver paga. Estas medidas criam assim um ciclo vicioso onde se pede 20 para pagar 15 e só se se consegue arranjar 5. Será o futuro de Portugal igual ao do gregos? Chegaremos a uma banca rota? Só o tempo o dirá, mas a cada dia que passa a imagem negra de um país à beira da total depressão parece ser o mais certo...

Viver mais com menos

Já todos nós estamos cansados de ouvir falar sobre a actual situação económica mundial, europeia, grega e, cá mais perto, a portuguesa. Pode-se mesmo afirmar que já nos enjoamos de ouvir sempre a mesma música, dita e repetida diariamente pelos pivôs televisivos, música esta que já não contrai impacto nos nossos ouvidos calejados de tanto do mesmo. Esta vida que começa já a mostrar sinais de palidez e de desespero para muitos seres humanos leva-me a perguntar se haverá outra forma de viver a vida sem que esta seja regida pela cor do dinheiro...
Descobri, após uma pequena pesquisa, que existe esperança (num cenário onde esta parece ser o fruto que menos floresce devido à "seca" de princípios e moral), podendo-se notar pequenos oasis onde a esperança se alia à verdadeira felicidade e natureza humana, recriando uma velha forma de estar e viver neste mundo que sempre teve tudo para todos. Falo de fenómenos contrários ao êxodo rural, fenómeno este que marcou profundamente a sociedade e geografia humana de Portugal. Este novo êxodo são casos de jovens casais, na sua maioria com licenciaturas e mestrados que procuram, no cenário em que os país e avós abandonaram, uma nova vida em harmonia com a natureza e tudo o que a integra.
Estes "novos rurais" procuram mudar a sua vida, num cenário onde regulam o seu próprio tempo, onde desenvolvem actividades económicas de forma ecológica retirando destas o necessário paras as necessidades que eles próprios não podem colmatar. Procuram assim fugir às amarras do capital, do quotidiano citadino e de todos os males inerentes à vida nesta suposta "sociedade moderna". Será este o verdadeiro caminho a seguir na busca da felicidade?

"Na falsa sociedade dos homens, por grandeza material, todos os confortos celestiais se desvanecem em ar."

George Chapman

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Governo trabalha na privatização da Segurança Social




É oficial: a reforma na Segurança Social vai avançar e os privados vão ter a porta aberta.

O governo de Passos Coelho, pela voz do ministro da Solidariedade e da Segurança Social, voltou ontem a introduzir a discussão de um tecto máximo nas contribuições e nas pensões, conhecido como plafonamento e que consiste na privatização parcial do sistema público da Previdência.

Pedro Mota Soares confirmou a adopção de um novo regime, sem especificar quando entrará em vigor. Apesar de a reforma da Segurança Social carecer ainda de estudos e debates públicos, o ministro deixou algumas pistas: “Só vai abranger as gerações futuras”.

“A reforma é dirigida aos mais jovens, aos trabalhadores que ainda não entraram no mercado de trabalho ou àqueles que fazem descontos para a Segurança Social há pouco tempo”, avançou Pedro Mota Soares, à margem do fórum ‘Poupança, Pensões e Reformas, organizado pelo “Correio da Manhã”.

A reforma, que promete avançar de forma “moderada e participada”, vai deixar de fora “os trabalhadores que têm carreiras contributivas mais longas”, uma vez que estes “já não têm tempo” para alterar o perfil de contribuições, explicou o ministro.

O responsável pela pasta da Segurança Social garantiu que a “liberdade de escolha” será acautelada e terá de “ser expressa”. Em termos práticos, parte das contribuições serão obrigatoriamente mantidas no sistema público, o que garantirá a componente de solidariedade do próprio sistema. A partir de determinado montante cabe aos trabalhadores optar por fazer descontos complementares, sobre a parte remanescente, para um sistema “público, mutualista ou privado”.



Fonte: iOnline

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Zeitgeist, um movimento social diferente.

Numa época definida pelas dificuldades financeiras, pelos contrastes sociais, pelas agressões constantes entre nações e pelo constante atrito entre religiões e ideais políticos, acabei por me perguntar se não haveria alguma alternativa a todo o complexo sistema que rege a humanidade. Após uma pequena pesquisa encontrei um movimento que me despertou a atenção, o Movimento Zeitgeist.

Zeitgeist é um termo alemão que significa espírito de época, espírito de tempo ou sinal dos tempos. Este não é um movimento político, não reconhece nações, governos, raças, religiões, credos ou classes. É sim um movimento social e global cujo o objectivo é rever a sociedade de hoje de acordo com os conhecimentos actuais, não só fomentando a consciência quanto às possibilidades tecnológicas e sociais existentes, para as quais muitos foram condicionados a pensar serem "impossíveis" ou contra a "natureza humana", mas também providenciar um caminho para ultrapassar estes elementos perpetuados por um sistema de sociedade obsoleto.

Esta ideologia encontra-se nos documentários dirigidos, produzidos, escritos e narrados por Peter Joseph (diretor americano de filmes não-comerciais e activista) onde podemos assistir a uma exploração bem fundamentada (na minha opinião) sobre os problemas sociais, financeiros e religiosos que actualmente assolam a humanidade.

A todos os interessados deixo aqui o link do movimento em Portugal (http://www.zeitgeistportugal.org) e ainda o link do ultimo documentário lançado (http://www.youtube.com/watch?v=prild_Ga9QE)