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quarta-feira, 14 de março de 2012

Biografia de Pablo Neruda

Pablo Neruda nasceu a 12 de Julho de 1904 no Parral. Foi um importante poeta chileno e espanhol. Este era filho de José del Carmen Reyes Morales, e de Rosa Basoalto Opazo que foi morta quando Neruda tinha apenas um mês de vida.
Foi na sua adolescência que adoptou o pseudónimo de Pablo Neruda inspirando-se num homem que também era escritor, de seu nome Jan Neruda.
Em 1906 o seu pai mudou-se para Temuco, onde se casou com Trinidad Candia Marverde de quem Neruda fala em muitos dos seus textos, com o nome de Mamadre.
Estudou no Liceu de Homens dessa mesma cidade e foi ai que publicou os seus primeiros poemas no jornal regional A Manhã. Em 1919 obteve o terceiro lugar nos Jogos Florais de Maule com o poema “Noturno Ideal”.
Em 1921 foi para Santiago e estudou pedagogia na Universidade do Chile.
Em 1923 publica “Crespusculário”, que é reconhecido por grandes escritores da altura. No ano seguinte saem na Editorial Nascimento dois dos seus poemas “Vinte poemas de amor” e uma “canção desesperada”.
Em 1927 começa sua carreira diplomática quando é nomeado cônsul em Rangum, na Birmânia. Em 1935, Manuel Altolaguirre entrega a Neruda a direcção da revista Cavalo verde para a poesia na qual é companheiro dos poetas da geração de 1927.
Em 1936, rebenta a Guerra Civil espanhola. Neruda é destituído do cargo consular e escreve “Espanha no coração”. Em 1945 é eleito senador. No mesmo ano, lê para mais de 100 mil pessoas no Estádio do Pacaembu em homenagem ao líder comunista Luís Carlos Prestes. Em 1950 publica “Canto Geral”, e nessa sua poesia vais falar de questões sociais, de ética, e de política. Em 1952 publica “Os Versos do Capitão”(poema dedicado á sua amante Matilde) e em 1954 “As uvas e o vento” e “Odes Elementares”.
Em 1953 constrói a sua casa em Santiago, “La Chascona”, para se encontrar clandestinamente com sua amante Matilde. A casa foi uma de suas três casas no Chile. "La Chascona" é um museu com objectos de Neruda. Nesse mesmo ano, recebeu o Prémio Lênin da Paz.
Em 1958 escreve “Estravagario”, mudando assim um pouco a sua poesia. Em 1965 foi-lhe concedido o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade de Oxford. Em Outubro de 1971 recebeu o Nobel de Literatura. Depois do prémio, Neruda é convidado por Salvador Allende para ler para mais de 70 mil pessoas no Estádio Nacional de Chile.
Morreu em Santiago a 23 de Setembro de 1973, com cancro na próstata.
Em 1974 sai o livro “ Confesso que vivi”, neste são retratadas as suas memórias.
Em 1994 um filme chamado Il Postino (O Carteiro de Pablo Neruda) conta sua história na Isla Negra, no Chile, com a sua terceira mulher Matilde. Este filme passa-se numa ilha de Itália para onde Neruda foi exilado. Este torna-se amigo de um carteiro que lhe pede para ensinar a escrever versos (para poder conquistar a sua amada).
Nestes anos 70, durante as eleições presidenciais do Chile, Neruda desistiu da sua candidatura para que Allende vencesse, pois ambos eram marxistas, partilhavam dos mesmos ideais e acreditavam numa América Latina mais justa o que, a seu ver, poderia ocorrer com o socialismo. De acordo com Isabel Allende, Neruda morreu de "tristeza" em Setembro de 1973, ao ver acabado o governo de Allende.
Decidi fazer uma pequena biografia de Pablo Neruda pois após ter visto o filme que retracta um pouco da sua vida fiquei com curiosidade de saber mais. Um grande poeta, não só de amor, e também um grande politico e um grande homem com os seus ideais bem definidos, lutando até ao fim por aquilo em que acreditava.

terça-feira, 13 de março de 2012

“As diferenças entre homens e mulheres são sobretudo culturais” Lise Eliot

Este artigo, retirado do site da revista Super Interessante e publicado na edição 161 (Setembro de 2011) desta mesma revista, tem como tema principal as supostas diferenças acentuadas nas capacidades e habilidades de cada género. Inclui uma pequena entrevista a Lise Eliot, neurocientista norte-americana que se tem dedicado ao estudo das desigualdades entre rapazes e raparigas, tentando comprovar que a maior parte é apenas de senso comum e que, na realidade, a lista é curta. Para completar a sua pesquisa e justificar a sua argumentação, Lise Eliot publicou o seu mais recente livro “Pink Brain, Blue Brain”
No começo do artigo, é-nos sugerido que, até mesmo numa simples circunstância de uma aula de laboratório, podem ser visíveis as diferentes reacções dos alunos no que diz respeito ao manuseamento de um cérebro humano. O normal era as raparigas sentirem-se enojadas, desconfortáveis com a situação e dar alguns “gritinhos”. Porém, tal como a neurocientista refere, estas reacções são, por vezes, o resultado de um reflexo condicionado há muito aprendido. Relacionando esta observação contida no artigo em questão com a matéria abordada na sala de aula relativa a Pavlov, entendi que, de certa forma, as alunas do sexo feminino foram educadas e ensinadas a não demonstrarem qualquer satisfação quando vêem um órgão do corpo humano, por exemplo. Isto é, o mais normal seria, os rapazes “deliciarem-se” com a presença de um cérebro e mostrarem curiosidade em explorá-lo.
Considero interessante a passagem em que a professora sugere aos pais que tenham uma mentalidade aberta acerca deste assunto dado que a personalidade e as habilidades dos filhos nem sempre tem que “encaixar” nos estereótipos. Estereótipos esses sustentados pela gramde pressão social existente para que, por exemplo, os rapazes gostem mais de azul e de carros. Quando um jovem tenta sair destes padrões ditos “normais” é, normalmente, julgado e mal interpretado pela sociedade. Neste sentido, acho interessante que Lise Eliot aconselhe os pais, visto que são os responsáveis pelo desenvolvimento dos jovens e devem, juntamente com os professores, estimular uma educação para a igualdade de géneros. Citando a entrevistada “quanto mais controlo for exercido por pais e professores e mais igualitária for a educação que lhes oferecem, mais se irão parecer entre si. Quanto menos os controlarmos, mais diferentes serão, pois existe uma grande pressão social que os leva a seguir em direcções distintas, se os deixarmos sem preparação e educação.”
A minha opinião acerca deste problema vai de encontro à de Lise Eliot. Penso que as diferenças entre rapazes e raparigas não são assim tão significativas como a sociedade nos faz crer e, por vezes, têm tendência para se acentuarem devido a estratégias de marketing e a padrões de consumo. De certa forma, também penso que chegam a ser os próprios homens e mulheres que pretendem ser vítimas destas discrepâncias de capacidades, por não gostarem de ser vistos como iguais e por preferirem estimular uma barreira que os divide, tornando incessante a famosa “guerra dos sexos”.
Durante a leitura desta breve entrevista ocorreram-me algumas perguntas: até que ponto a forma como uma criança é educada pode definir a sua personalidade? Será que o facto de uma jovem rapariga ser instruída só na companhia de homens leva-a a ter para um comportamento maioritariamente masculino? Em que medida a pressão social condiciona os gostos de uma criança?
Lamento a existência de pouca investigação neste campo de pesquisa, mas, após a leitura deste artigo, a minha opinião inclina-se para a de Lise Eliot, como já referi, devido ao seu fundamento nos estudos de neurocientistas de grande prestígio e reconhecimento.
Por fim, considero que a sociedade tem vindo a desenvolver progressivamente uma consciência mais acentuada na defesa da igualdade de oportunidades, instaurando estes valores em diversos sectores sociais. E, com base nas declarações de Lise Eliot, penso fazer todo o sentido, dado que “as diferenças entre homens e mulheres são sobretudo culturais”.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Redes Sociais


A grande explosão de redes sociais começa a partir de 2003, altura em que nasce o Hi5, muito requisitado junto dos jovens portugueses. Milhões de pessoas em todo o mundo usam diariamente as redes sociais para todo o tipo de atividades: partilha de informação, notícias, fotos ou vídeos, para networking empresarial, para dar a conhecer uma empresa, um projeto ou iniciativa, privada, pública ou social. E, claro, para relacionamentos pessoais, de maior ou menor duração. Existem inúmeras redes sociais as mais conhecidas pelos portugueses são o facebook, twitter, e hi5. O top 10 das maiores redes do mundo (por utilizador) têm três que são específicas na língua de usam: a Qzone (400 milhões de utilizadores) e a Renren (160 milhões), ambas do mercado chinês e a russa Vkontakte. Para as empresas este tipo de redes é muito importante, para darem a conhecer o seu trabalho ao mundo. As redes sociais têm um grande poder tanto para as pessoas como para o mundo, hoje qualquer revolução que se faça tem de ser comunicada nas redes sociais, como foi o caso da Espanha com o "movimento 15 de Maio", mas também da Tunísia e no Egipto. Podem derrubar regimes, como o caso do governo nomeado pelo ex-presidente Mubarak, que levou a ameaça da convocação do facebook a sério e cortou o acesso à Internet no país durante cinco dias. Quando finalmente o acesso foi restabelecido, o número de utilizadores do Facebook registou o maior aumento de sempre. Foram contabilizados cerca de cinco milhões de utilizadores, em Portugal a manifestação mais conhecida e que teve uma grande adesão foi a da geração a rasca que levou 500 mil manifestantes a avenida da liberdade.
Hoje em dia as figuras públicas preferem fazer comunicados pelas redes sociais como é o caso do presidente da república Cavaco Silva, do Barack Obama e também mas mais recente do papa. As redes sociais geram muito dinheiro e tornam os seus fundadores milionários, é o caso do fundador do facebook, Mark Zuckerberg, um dos homens mais ricos do mundo aos 27 anos.
As redes sociais retratam o mundo actual, como tem adquirido importância crescente na sociedade moderna. As redes sociais são uma forma de comunicarmos com o mundo exterior, as distâncias tornam-se reduzidas, pode-se comunicar com as pessoas independentemente do local onde se encontrem, podemos também conhecer novas pessoas, encontrar amigos, mas nada se compara, em termos de sociabilidade, à relação direta e imediata, pessoa a pessoa. As redes sociais podem ter desvantagens que é o caso da falta de privacidade e da exposição das pessoas, mas isso também depende de cada um pois as informações que mostramos nos nossos perfis somos nos que as escolhemos, também a substituição das relações pessoais pode ser um grande problema. A nível profissional pode ser uma grande vantagem, mais oportunidades de empregos, facilidade de divulgar o currículo. Por enquanto as redes sociais continuam a crescer a uma grande velocidade e sem mostrar quaisquer indícios de abrandar.