Apresento estas duas temáticas, pois são aquelas a que sou mais sensível, visto não necessitar de grandes cuidados de saúde, e de viver numa cidade segura. Entre outros, educação, justiça, saúde e segurança, cabe ao Estado oferecer aos seus cidadãos, como requisitos mínimos para se considerar aceitável. São as principais funções do estado, actualmente, e aquelas a que não pode nunca falhar, sem interferir gravemente na vida das pessoas.
Mas quero apenas concentrar-me nos temas titulares.
A educação. Porquê? É o futuro de uma pessoa, e do país. Ao privarmos alguém de receber a melhor educação possível, estamos a privar essa pessoa de ter um futuro, porque o mercado de trabalho é cada vez mais exigente, e a mão-de-obra desqualificada é abundante em Portugal, embora, se esteja a progredir, ainda não como desejado. A educação ainda não é para todos. Não basta construir escolas, não basta tornar o ensino obrigatório até ao 12º, nem sequer seria suficiente pagar os livros escolares aos alunos (ainda não é feito). Actualmente é quase impossível atingir uma profissão digna, (com vencimento superior a 1000€, e acho pouco), com o 12º, (excepto com cunhas ou favorecimentos), nos países nórdicos, este nível de escolaridade é impensável, não só porque para o cidadão é mau, mas é terrível para um país. Uma vez que a mão-de-obra de um certo país é desqualificada, este nunca pode ser responsável por formar executivos competentes, por criar produtos carregados de tecnologia, ou capaz de produzir com qualidade, estes países ficam sujeitos à escravatura actual que se vive no mercado laboral, aos salários baixos, e ao fosso entre rendimentos.
A meu ver, se o estado for capaz de garantir igualdade no acesso à educação, então cada indivíduo fica responsável pela sua qualificação. Em termos práticos, e a meu ver, o estado deve garantir o financiamento dos estudos universitários aos alunos de classes mais desfavorecidas com média de secundário superior a 17 valores, na universidade dentro do país à sua escolha. Não só os estudos mas também alojamento, entre outros. (Medida apresentada pelo meu grupo para o parlamento dos jovens)
Assim, impedir-se-ia que um aluno inteligente, e dotado de capacidades cognitivas elevadas, de acordo com os parâmetros actuais, não ficasse nunca barrado nos estudos, ou fosse obrigado a escolher uma universidade de categoria inferior, devido a questões financeiras.
A escolha de 17 valores parece-me excelente, no sentido de não ser algo inalcançável, e de não permitir que seja qualquer um a beneficiar dos dinheiros públicos. Desta forma, aqueles que mais se esforçam e que obtêm assim os melhores resultados não ficariam nunca impossibilitados de obter a mesma formação que os outros. É o mínimo que podemos exigir.
A justiça: cancro da sociedade portuguesa. Não tem outra discrição. Sob ponto de vista cívico, acho que não vale a pena estar aqui a dizer que todos temos direito à justiça, isso não se deveria pôr em causa no século XXI, (mas é posto, e com razão, infelizmente), mas trato os malefícios que a inexistência de justiça pública causa ao país. Foi António Barreto, um sociólogo muito prestigiado no nosso país e com orientação política conhecida (esquerdista), que disse que à excepção de casos políticos, havia mais justiça no tempo do estado novo que há agora, ou seja, a justiça funcionava melhor, embora fosse imperfeita. O que se passa aqui, neste país é que os tribunais não funcionam, temos casos que duram anos e anos a fio, sem se resolver nada, e após dez anos, quando os casos são resolvidos, não é justiça nenhuma, justiça faz-se na hora, não é dez anos mais tarde. Os tribunais são supostamente a garantia das classes baixas que não são explorados, nem enganados pelas classes mais altas sem custos para as segundas e compensações para as primeiras. É o garante que podemos andar na rua, e caso sejamos vítimas de qualquer crime, haja uma pena para o criminoso. Os tentáculos da corrupção estendem-se até aos bolsos de cada português para puxar as notas mais gordas, e onde estão os tribunais portugueses para os travar? Não estão.
Assim não vamos lá, e em principal, estas duas são obrigações que o estado tem para connosco. São obrigações que não são de agora, são de há cem anos.
Seguidamente apresento um vídeo com a primeira parte de uma entrevista com o Professor Henrique Medina Carreira, um senhor que prezo muito em ouvi-lo falar. Pertence à elite, e contra ele próprio fala, apresenta a sua opinião, a meu ver, de forma o mais claro possível, para que todos entendam.
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domingo, 12 de dezembro de 2010
segunda-feira, 2 de março de 2009
Sócrates, promete...
José Sócrates, afirmou este domingo que pretende instituir bolsas de estudo para os jovens carenciados entre 15 e 18 anos e concretizar a curto prazo universalidade do ensino pré-escolar. "Haverá uma condição de recursos, porque este apoio é para as famílias que necessitam desse apoio (e só para elas); e com a condição de aproveitamento escolar, para apoiar os estudantes que frequentam e aprendem nas escolas secundários", afirmou Sócrates.
Se, se concretizar a promessa de Sócrates, será sem dúvida uma mais valia para o país, visto que a taxa de alfebetização não é assim tão reduzida; e é também uma maneira de diminuir a desigualdade, já que com estas supostas novas oportunidades, todos poderão frequentar de igual modo o ensino português. Esperamos que esta medida seja 'implantada' para que os mais necessitados, possam então, usufruir dos beneficios da educação.
Se, se concretizar a promessa de Sócrates, será sem dúvida uma mais valia para o país, visto que a taxa de alfebetização não é assim tão reduzida; e é também uma maneira de diminuir a desigualdade, já que com estas supostas novas oportunidades, todos poderão frequentar de igual modo o ensino português. Esperamos que esta medida seja 'implantada' para que os mais necessitados, possam então, usufruir dos beneficios da educação.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Os pais e a educação
Qual é a razão porque quando crianças ou jovens fazem alguma coisa reprovável, ouvimos dizer que a culpa é dos pais?
A resposta é simples e de conhecimento geral: os pais têm um papel fundamental na educação dos seus filhos. Estes são responsáveis por lhes transmitir certos “valores base” que possibilitam o desenvolvimento das suas personalidades e os guiam para o resto da sua vida, fazendo com que aceitem ou rejeitem outros valores no permanente processo de integração na sociedade. Mas será que os responsáveis pela educação de uma criança ou jovem são totalmente os seus pais? Não. Também os colégios e escolas têm um papel importante na educação dos mesmos, não só a nível de matérias a leccionar, mas também a nível de valores morais. Por isso, os pais devem, e é importante que possam escolher para os seus filhos, principalmente, os colégios/jardins-de-infância ou escolas primárias de acordo com os seus ideais, pois é nestas instituições que a maior parte das crianças tem o primeiro contacto duradouro com pessoas, e outras crianças, fora da sua família que lhes podem transmitir valores diferentes do que os pais transmitem em casa. Após a escola primária a escolha de uma escola começa a ter menos importância em relação aos valores morais de um menor, pois este começa a moldar os seus “valores base” à sociedade em que se insere e ao que ele próprio acha justo ou injusto, bom ou mau, deixando-se cada vez menos influenciar por valores externos ao meio em que vive. Contudo, a educação de uma criança ou jovem não passa só por transmitir-lhe bons valores morais e conduzi-lo a um bom comportamento. É tão ou mais importante que também lhes sejam transmitidos conhecimentos específicos e gerais, e apesar de os professores terem um papel importantíssimo nesta área, a grande responsabilidade por essa aprendizagem continua a ser dos pais, pois não devem influenciar os seus filhos a seguirem o mesmo percurso escolar que eles ou o percurso escolar que gostariam que eles seguissem (como se verifica em algumas situações), mas sim incentiva-los a estudar e ajudá-los a manterem-se interessados.
Assim se pode confirmar a importância do papel dos pais na vida de um menor e o quão indispensáveis são, não só a nível monetário (como se pensa), mas também a nível educacional e afectivo.
A resposta é simples e de conhecimento geral: os pais têm um papel fundamental na educação dos seus filhos. Estes são responsáveis por lhes transmitir certos “valores base” que possibilitam o desenvolvimento das suas personalidades e os guiam para o resto da sua vida, fazendo com que aceitem ou rejeitem outros valores no permanente processo de integração na sociedade. Mas será que os responsáveis pela educação de uma criança ou jovem são totalmente os seus pais? Não. Também os colégios e escolas têm um papel importante na educação dos mesmos, não só a nível de matérias a leccionar, mas também a nível de valores morais. Por isso, os pais devem, e é importante que possam escolher para os seus filhos, principalmente, os colégios/jardins-de-infância ou escolas primárias de acordo com os seus ideais, pois é nestas instituições que a maior parte das crianças tem o primeiro contacto duradouro com pessoas, e outras crianças, fora da sua família que lhes podem transmitir valores diferentes do que os pais transmitem em casa. Após a escola primária a escolha de uma escola começa a ter menos importância em relação aos valores morais de um menor, pois este começa a moldar os seus “valores base” à sociedade em que se insere e ao que ele próprio acha justo ou injusto, bom ou mau, deixando-se cada vez menos influenciar por valores externos ao meio em que vive. Contudo, a educação de uma criança ou jovem não passa só por transmitir-lhe bons valores morais e conduzi-lo a um bom comportamento. É tão ou mais importante que também lhes sejam transmitidos conhecimentos específicos e gerais, e apesar de os professores terem um papel importantíssimo nesta área, a grande responsabilidade por essa aprendizagem continua a ser dos pais, pois não devem influenciar os seus filhos a seguirem o mesmo percurso escolar que eles ou o percurso escolar que gostariam que eles seguissem (como se verifica em algumas situações), mas sim incentiva-los a estudar e ajudá-los a manterem-se interessados.
Assim se pode confirmar a importância do papel dos pais na vida de um menor e o quão indispensáveis são, não só a nível monetário (como se pensa), mas também a nível educacional e afectivo.
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Novo estatuto do aluno
Não sei se já leram ou vos falaram desta lei curiosa que indica restrições, deveres e direitos do aluno nas escolas...
Qual é a vossa opinião sobre o estatuto na generalidade?
Eu acho absolutamente absurdo e inapropriado...
EDIT:
Texto da Lei:
"A associação de estudantes, o delegado e o subdelegado
de turma têm o direito de solicitar a realização
de reuniões da turma para apreciação de matérias relacionadas
com o funcionamento da turma, sem prejuízo
do cumprimento das actividades lectivas.";
"Sempre que um aluno, independentemente da
natureza das faltas, atinja um número total de faltas
correspondente a três semanas no 1.º ciclo do ensino
básico, ou ao triplo de tempos lectivos semanais, por
disciplina, nos 2.º e 3.º ciclos no ensino básico, no ensino
secundário e no ensino recorrente, ou, tratando -se,
exclusivamente, de faltas injustificadas, duas semanas
no 1.º ciclo do ensino básico ou o dobro de tempos
lectivos semanais, por disciplina, nos restantes ciclose níveis de ensino, deve realizar, logo que avaliados os
efeitos da aplicação das medidas correctivas referidas
no número anterior, uma prova de recuperação, na disciplina
ou disciplinas em que ultrapassou aquele limite,
competindo ao conselho pedagógico fixar os termos
dessa realização.
3 — Quando o aluno não obtém aprovação na prova
referida no número anterior, o conselho de turma pondera
a justificação ou injustificação das faltas dadas, o
período lectivo e o momento em que a realização da
prova ocorreu e, sendo o caso, os resultados obtidos nas
restantes disciplinas, podendo determinar:
a) O cumprimento de um plano de acompanhamento
especial e a consequente realização de uma nova
prova;
b) A retenção do aluno inserido no âmbito da escolaridade
obrigatória ou a frequentar o ensino básico, a qual
consiste na sua manutenção, no ano lectivo seguinte, no
mesmo ano de escolaridade que frequenta;
c) A exclusão do aluno que se encontre fora da escolaridade
obrigatória, a qual consiste na impossibilidade
de esse aluno frequentar, até ao final do ano lectivo em
curso, a disciplina ou disciplinas em relação às quais
não obteve aprovação na referida prova"
Deveres do Aluno:
"q) Não transportar quaisquer materiais, equipamentos
tecnológicos, instrumentos ou engenhos, passíveis de,
objectivamente, perturbarem o normal funcionamento das
actividades lectivas, ou poderem causar danos físicos ou
morais aos alunos ou a terceiros"
http://www.youtube.com/watch?v=7FQ5RSXUMW4
Qual é a vossa opinião sobre o estatuto na generalidade?
Eu acho absolutamente absurdo e inapropriado...
EDIT:
Texto da Lei:
"A associação de estudantes, o delegado e o subdelegado
de turma têm o direito de solicitar a realização
de reuniões da turma para apreciação de matérias relacionadas
com o funcionamento da turma, sem prejuízo
do cumprimento das actividades lectivas.";
"Sempre que um aluno, independentemente da
natureza das faltas, atinja um número total de faltas
correspondente a três semanas no 1.º ciclo do ensino
básico, ou ao triplo de tempos lectivos semanais, por
disciplina, nos 2.º e 3.º ciclos no ensino básico, no ensino
secundário e no ensino recorrente, ou, tratando -se,
exclusivamente, de faltas injustificadas, duas semanas
no 1.º ciclo do ensino básico ou o dobro de tempos
lectivos semanais, por disciplina, nos restantes ciclose níveis de ensino, deve realizar, logo que avaliados os
efeitos da aplicação das medidas correctivas referidas
no número anterior, uma prova de recuperação, na disciplina
ou disciplinas em que ultrapassou aquele limite,
competindo ao conselho pedagógico fixar os termos
dessa realização.
3 — Quando o aluno não obtém aprovação na prova
referida no número anterior, o conselho de turma pondera
a justificação ou injustificação das faltas dadas, o
período lectivo e o momento em que a realização da
prova ocorreu e, sendo o caso, os resultados obtidos nas
restantes disciplinas, podendo determinar:
a) O cumprimento de um plano de acompanhamento
especial e a consequente realização de uma nova
prova;
b) A retenção do aluno inserido no âmbito da escolaridade
obrigatória ou a frequentar o ensino básico, a qual
consiste na sua manutenção, no ano lectivo seguinte, no
mesmo ano de escolaridade que frequenta;
c) A exclusão do aluno que se encontre fora da escolaridade
obrigatória, a qual consiste na impossibilidade
de esse aluno frequentar, até ao final do ano lectivo em
curso, a disciplina ou disciplinas em relação às quais
não obteve aprovação na referida prova"
Deveres do Aluno:
"q) Não transportar quaisquer materiais, equipamentos
tecnológicos, instrumentos ou engenhos, passíveis de,
objectivamente, perturbarem o normal funcionamento das
actividades lectivas, ou poderem causar danos físicos ou
morais aos alunos ou a terceiros"
http://www.youtube.com/watch?v=7FQ5RSXUMW4
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