Recentemente, o grupo «Iniciativa Democrática», da Rede Social Facebook, entregou na assembleia da República uma petição, com aproximadamente 40 mil assinaturas, pedindo a demissão do Presidente da República Português. Esta petição surgiu devido à opinião de muitas pessoas que consideram intolerável que o Presidente venha a público afirmar que «quase de certeza que [o seu salário] não vai chegar para pagar» as despesas. Estas declarações tornaram-se, se possível, ainda mais ofensivas, tendo em conta que foi o Presidente que promulgou os variados cortes nos salários e pensões dos portugueses.
Após a entrega do documento, este foi rejeitado pela Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais, justificando-se esta decisão na separação de poderes e na «incompetência para apreciar» o assunto (o texto refere atos criminais que o presidente praticou).
Nuno Marreiros terá de se dirigir então à Presidência da República para apresentar a petição, que curiosamente fala do próprio Presidente. Resumidamente, será obrigado a entregar um pedido de demissão ao homem que quer «despedir». Qual será a resposta?
Esta situação, na minha opinião, coloca em causa alguns valores democráticos, pois, numa democracia, quem tem o maior poder é o povo, que por sua vez decide quem o governa, e quando. Como se despede o Presidente? Ao que parece, não basta dizer «Adeus», é bem mais complicado.
Mostrar mensagens com a etiqueta -Bruno Alves. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta -Bruno Alves. Mostrar todas as mensagens
segunda-feira, 19 de março de 2012
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Sangue; Suor e Lágrimas
Ontem, no primeiro dia de Fevereiro de 2012, morreram mais de 70 pessoas num estádio de futebol. A tragédia ocorreu em Port Said, no Norte do Egipto. Tudo começou quando o árbitro deu por terminada uma partida de futebol. Emoções à solta, associadas à falta de protecção policial, permitiu que acontecesse algo que, a meu ver, não faz sentido num mundo moderno.
Um jogo de futebol é só um jogo de futebol. É verdade que existem grandes rivalidades entre adeptos, incluindo em Portugal; é verdade que, por vezes, devido a más arbitragens, ocorrem injustiças; é verdade que o ser humano tem tendência em ripostar quando é provocado; mas nenhuma destas razões justifica uma chacina tão grande.
Quando termina um campeonato, começa outro. Um clube que hoje está no auge, amanhã pode ir à falência. Mas uma vida humana, uma vez perdida, não pode recuperada. Isto que aconteceu foi tão estranho, que dificilmente foi uma coincidência. O mais provável é que todo o acontecimento tenha sido planeado, e que tenha ocorrido, não por motivos desportivos, mas sim por motivos políticos. A primavera árabe faz-se sentir de muitas formas...
Partidários de Mubarak? Provavelmente. Não é por acaso que morreram tantas pessoas, mesmo num confronto destes. Foram encontrados adeptos mortos nos balneários das equipas. No nosso país, rivalidades sempre existiram, mas nunca morreram pessoas desta forma.
Já se fala da intervenção do exército, e como se sabe, isso representou o início de muitas ditaduras militares no mundo. O próprio Manuel José, treinador de uma das equipas que disputaram o jogo (Al-Ahly), foi fechado num quartel, por motivos de segurança.
Já agora, o campeonato egípcio foi suspenso, por tempo indeterminado, e a Liga Portuguesa decidiu cumprir um minuto de silêncio nos jogos deste fim-se semana, em honra das vítimas deste massacre.
Um jogo de futebol é só um jogo de futebol. É verdade que existem grandes rivalidades entre adeptos, incluindo em Portugal; é verdade que, por vezes, devido a más arbitragens, ocorrem injustiças; é verdade que o ser humano tem tendência em ripostar quando é provocado; mas nenhuma destas razões justifica uma chacina tão grande.
Quando termina um campeonato, começa outro. Um clube que hoje está no auge, amanhã pode ir à falência. Mas uma vida humana, uma vez perdida, não pode recuperada. Isto que aconteceu foi tão estranho, que dificilmente foi uma coincidência. O mais provável é que todo o acontecimento tenha sido planeado, e que tenha ocorrido, não por motivos desportivos, mas sim por motivos políticos. A primavera árabe faz-se sentir de muitas formas...
Partidários de Mubarak? Provavelmente. Não é por acaso que morreram tantas pessoas, mesmo num confronto destes. Foram encontrados adeptos mortos nos balneários das equipas. No nosso país, rivalidades sempre existiram, mas nunca morreram pessoas desta forma.
Já se fala da intervenção do exército, e como se sabe, isso representou o início de muitas ditaduras militares no mundo. O próprio Manuel José, treinador de uma das equipas que disputaram o jogo (Al-Ahly), foi fechado num quartel, por motivos de segurança.
Já agora, o campeonato egípcio foi suspenso, por tempo indeterminado, e a Liga Portuguesa decidiu cumprir um minuto de silêncio nos jogos deste fim-se semana, em honra das vítimas deste massacre.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Poço sem fundo
Soube agora que grande parte dos portugueses vai ser sujeito a esforços gigantescos, começando pelos salários, com dois subsídios a desaparecerem, continuando pelos cortes nas pensões, e ainda mais
meia-hora de trabalho diário para alguns.
As últimas eleições não foram há muito tempo. Nelas, verificou-se uma passagem de poderes de PS para PSD/CDS. O PS vinha sendo criticado pelos cortes que tinha feito, bem como por outras razões. Muda-se o governo, o povo vota em massa na direita, e o que vêmos: mais do mesmo, com uma única diferença: as medidas tomadas são muito mais violentas. É bom recordar, que, dentro do conjunto de dois partidos que agora governam, eleitos pelo povo, encontram-se algumas pessoas bem conhecidas: uma, por exemplo, há algum tempo, decidiu comprar dois submarinos por uma modesta quantia. Tudo, claro, para defender Portugal dos possíveis ataques inimigos. Com esse dinheiro podia-se ter feito muita coisa positiva: criar postos de trabalho, desenvolver a economia, a indústria...
Salazar bem dizia: Deus, Pátria, Família. Família vai haver menos, pois os possíveis «novos pais» não vão ter dinheiro para sustentar os filhos. A Pátria está falida. Resta-nos orar a Deus, esperando que a Alemanha nos conceda mais uma tonelada de dinheiro que nos salve durante mais um mês (ou não).
O pior é que estas medidas não são a solução. Tem-se visto na Grécia: quantos mais cortes, mais a economia se afunda, mais o país empobrece. Tenho medo que isso aconteça a Portugal. Talvez seja hora de mudar para ideiais políticos do outro lado da assembleia.
Para mim, como aluno do 12º ano, estes cortes significam definitivamente o fim da viagem de finalistas. E para vocês?
Claro que eu tenho perfeita noção de que vivo em muito melhores condições do que a maioria dos portugueses. Esses não se vão preocupar com a viagem de finalistas: nunca sequer pensaram em fazê-la. Esses vão-se preocupar com o pão de cada dia, pois cada vez mais pessoas em Portugal (milhares, ou até milhões) passam fome.
meia-hora de trabalho diário para alguns.
As últimas eleições não foram há muito tempo. Nelas, verificou-se uma passagem de poderes de PS para PSD/CDS. O PS vinha sendo criticado pelos cortes que tinha feito, bem como por outras razões. Muda-se o governo, o povo vota em massa na direita, e o que vêmos: mais do mesmo, com uma única diferença: as medidas tomadas são muito mais violentas. É bom recordar, que, dentro do conjunto de dois partidos que agora governam, eleitos pelo povo, encontram-se algumas pessoas bem conhecidas: uma, por exemplo, há algum tempo, decidiu comprar dois submarinos por uma modesta quantia. Tudo, claro, para defender Portugal dos possíveis ataques inimigos. Com esse dinheiro podia-se ter feito muita coisa positiva: criar postos de trabalho, desenvolver a economia, a indústria...
Salazar bem dizia: Deus, Pátria, Família. Família vai haver menos, pois os possíveis «novos pais» não vão ter dinheiro para sustentar os filhos. A Pátria está falida. Resta-nos orar a Deus, esperando que a Alemanha nos conceda mais uma tonelada de dinheiro que nos salve durante mais um mês (ou não).
O pior é que estas medidas não são a solução. Tem-se visto na Grécia: quantos mais cortes, mais a economia se afunda, mais o país empobrece. Tenho medo que isso aconteça a Portugal. Talvez seja hora de mudar para ideiais políticos do outro lado da assembleia.
Para mim, como aluno do 12º ano, estes cortes significam definitivamente o fim da viagem de finalistas. E para vocês?
Claro que eu tenho perfeita noção de que vivo em muito melhores condições do que a maioria dos portugueses. Esses não se vão preocupar com a viagem de finalistas: nunca sequer pensaram em fazê-la. Esses vão-se preocupar com o pão de cada dia, pois cada vez mais pessoas em Portugal (milhares, ou até milhões) passam fome.
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
O Jardim que passou a Selva
É com muito desagrado que observo a situação no nosso arquipélago madeirense. Mais uma vez a maioria do povo da Madeira demonstra a sua falta de inteligência, querendo eleger repetidamente, e por maioria absoluta, o homem que há mais tempo governa na Europa. Este homem que diz o que mais lhe convém e, na maior parte das vezes, de forma mal-educada, num regime em que a democracia só está no papel.
Se os problemas que ele causa afectassem apenas os seus eleitores, tudo bem. Mas agora descobriram-se vários «buracos» orçamentais que põem em causa a recuperação financeira do país, causando sérias dificuldades às pessoas com menos recursos do continente, que provavelmente nunca pisaram os solos madeirenses.
Perguntou-se ao excelentíssimo Presidente do Governo Regional da Madeira o que ele achava de toda esta situação. Respondeu o senhor que era tudo necessário, e que tinha salvaguardado os interesses do povo madeirense (que vive numa das regiões mais pobres de Portugal).
Pena é que no continente vivem mais pessoas que na Madeira, que irão sofrer graves consequências devido à arrogância, teimosia e falta de noção da realidade de um político que está contra quase todos os outros políticos, até os do seu próprio partido.
Se os problemas que ele causa afectassem apenas os seus eleitores, tudo bem. Mas agora descobriram-se vários «buracos» orçamentais que põem em causa a recuperação financeira do país, causando sérias dificuldades às pessoas com menos recursos do continente, que provavelmente nunca pisaram os solos madeirenses.
Perguntou-se ao excelentíssimo Presidente do Governo Regional da Madeira o que ele achava de toda esta situação. Respondeu o senhor que era tudo necessário, e que tinha salvaguardado os interesses do povo madeirense (que vive numa das regiões mais pobres de Portugal).
Pena é que no continente vivem mais pessoas que na Madeira, que irão sofrer graves consequências devido à arrogância, teimosia e falta de noção da realidade de um político que está contra quase todos os outros políticos, até os do seu próprio partido.
Subscrever:
Mensagens (Atom)