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quarta-feira, 21 de março de 2012

Desemprego, sinónimo de… Cultura!

Depois deter falado sobre desenhos animados no último texto, venho mais uma vez falar sobre um notícia cultural, que mais uma vez, achei interessante. “Entrada livre para desempregados em museus e teatros”.
A secretaria de Estado da Cultura revelou que, a partir de 27 de Março, dia mundial do teatro, os desempregados passarão a poder visitar museus, monumentos e palácios tutelados pelo Estado sem pagar entrada. Também poderão ir ao teatro com descontos limitados a um número máximo por sessão, nos Teatros Nacionais. A secretaria de Estado da Cultura pretende, que as pessoas que se encontrem sem emprego não se sintam com o acesso à cultura limitado.
Na minha opinião, penso que esta notícia até acaba por ser positiva. É verdade que muito pouco o Governo tem apoiado a cultura ( até pelo contrário), e esta notícia acaba por ser uma novidade. Todas as pessoas devem ter acesso à cultura (e a muitas outras coisas que não tem acesso), e esta medida vem, de certa forma, ajudar estas pessoas que vivem com algumas dificuldades. Mas também penso que é importante pensar que existem pessoas que só recebem o salário mínimo e que acaba por não ter este benefício que a pessoa desempregada tem, e esta poderá ter um subsídio maior que o salário mínimo. Estas pessoas não se sentirão com “o acesso à cultura limitado”?
Para finalizar, é de louvar ver que, afinal, o Governo não se esqueceu da cultura, mas fica a ideia que quem está no desemprego acaba por estar numa situação mais vantajosa de que muitos que tem emprego.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Desenhos Animados para combater a crise!

Andava eu a procurar um tema para escrever para o blog, quando me deparo com uma notícia bem interessante:


“Portugueses exportam desenhos animados de 7,5 milhões”

Dois portugueses preparam-se para lançar uma série de animação infantil avaliada em 7,5 milhões de euros. Em 2010, Rui Miranda e Rodrigo Carvalho decidiram ignorar as notícias da crise e criaram a empresa Nutri Ventures, que emprega 70 pessoas.
Rodrigo Carvalho formou-se em engenharia aeroespacial e Rui Miranda em gestão, mas hoje apresentam-se como "contadores de histórias" e estão à frente do maior projeto de animação feito em Portugal.
Quando, há dois anos, a série começou a ganhar forma, a dupla de jovens tinha um objetivo: montar uma empresa na área de entretenimento que contasse histórias sobre alimentação saudável a crianças dos quatro cantos do mundo.
"Criar uma marca internacional desde raiz era o objetivo", recorda Rui Miranda, 39 anos.
Fonte: Diário de Notícias

Interessante, não? Fiquei a pensar que, de facto, para vencer a crise é preciso ter imaginação. Imaginação e ambição. No caso destes dois empreendedores, foram em busca de um sonho comum: “montar uma empresa na área de entretenimento que contasse histórias sobre alimentação saudável a crianças dos quatro cantos do mundo.” Os autores tiveram o apoio de uma entidade denominada por Red Star, que financiou o projecto. Fiquei curioso com este projecto e depois de uma pequisa rápida conclui algo caricato e que ao mesmo tempo me deixa orgulhoso. Deve ser das primeiras vezes em que uma produção audiovisual portuguesa vai ser dobrada em Inglês.
Quanto ao assunto da série infantil, é muito actual e importante: Hábitos de alimentação e de vida saudável. As personagens chamam-se: Lena, Teo, Nina e Ben. Lena é o cérebro do grupo; Teo o líder; Nina a irmã de teo; Ben é um bom companheiro, mas comilão. Mas como qualquer série animada, conta também com um vilão. Neste caso chama-se Alex Grand. E como é de esperar, a “profissão” deste só podia ser… controlar um monopólio de uma espécie de suplemento e roubar alimentos.
Algo importante para a série são também os dois parceiros: a Organização Mundial de Saúde e a iniciativa de Michelle Obama, Let´s Move.
Para finalizar, penso que esta é, sem dúvida, uma notícia muito positiva. Como português fiquei orgulhoso por saber que esta será uma série internacional e que será visionada em muito países da Europa, no México, no EUA, no Brasil, etc. Aqui está um bela forma de tentar vencer a crise, de espalhar o nome de Portugal e de criar postos de trabalho, dado que, este projecto já emprega 70 pessoas. Era bom que continuasse este tipo de iniciativas.

Outras Fontes:

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Claques de Futebol: Violentos e Delinquentes ou apenas Amantes Loucos?


Bem, para fugir do habitual tema político, decidi escrever sobre o que realmente “me tira do sério”, o futebol. Sou fanático, e quem me conhece bem sabe disso, por futebol, por um clube X, que a propósito é o melhor(ou não). E é mesmo por aqui que vou começar. O Futebol, como todos sabemos, é um desporto que envolve muitas pessoas de derivados escalões sociais e na teoria isto deveria ser algo bom e "saudável". O problema surge quando a habitual rivalidade, que deveria ser saudável, entra num “campo” mais ousado. E este “campo” pode ter diversas formas: pode ser de cimento em redor de um estádio, ou até mesmo dentro deste, onde (e não foi agora este incidente no estádio da luz no fim do derby Benfica-Sporting o primeiro) certos indivíduos gostam de fazer fogueiras. Cada um defende o “seu amor” e claro que é para si o melhor. O tema do melhor ou pior é de facto muito delicado. A Paixão destas pessoas pelo seu clube é algo que começa cada vez mais a ser preocupante. Quem são estas pessoas? Na maioria membros de claques. O que é uma claque? Claque, que deriva do francês e que basicamente quer dizer aplaudir, são grupos de indivíduos organizados que incentivam e cantam cânticos para as equipas que apoiam. Isto é o que é uma claque na teoria. Na prática 50% disto está correcto, mas os outros 50% estão destinados a tudo menos aos princípios do “fair play”, da justiça, e do espírito desportivo. Primeiro cada vez mais as claques são um espaço de troca ilegais (drogas), e depois estas estão muitas vezes mais concentradas no conflito e nas provocações do que no jogo. Cada vez mais (e penso que isso é positivo) famílias e crianças vão ao estádio ver o seu clube em “acção”. Mas com este tipo de comportamentos destes sujeitos, como é que se pode ir ao estádio sem receio. É este o exemplo que os pais querem dar ao seus filhos? Claro que não, e é por isso que estas atitudes de membros de claques tem que ser revistas e os próprios clubes deveriam fazer alguma coisa para que isto acabe.(Atenção: Para quem não sabe as claques não são oficias ao clube, ou seja, o clube não tem responsabilidade pelos actos, nem dá apoios a estas. Apenas tem o reconhecimento do clube).
Todos os jogos, mas principalmente os derbys, são cada vez mais protegidos pela polícia. São destacados centenas de polícias para controlarem a segurança em jogos de emoções mais fortes, como os derbys. Apesar deste constante aumento do reforço policial os distúrbios continuam a acontecer, e muitas vezes os clubes nem ajudam a que este clima de violência acabe de vez. Constantes “picardias” entre clubes não vem ajudar para que este clima de hostilidade entre claques acabe, ainda vem piorar mais, pois os seus é que tem razão. É aqui que as pessoas tem que ter espírito critico e perceber o que está certo do que não está, pois às vezes nem os próprios clubes tem razão.

Mas a verdade é que as claques não tem só atitudes más. O apoio que estas fazem é muito bom para o clima desportivo, quando feito com civismo. O ambiente fabuloso que estas proporcionam é arrepiante. Os cânticos, as faixas, todo aquele ambiente que só sente quem está dentro do estádio é extraordianário e as claques tem grande responsabilidade nisso. E falo por experiência própria, pois vou com regularidade ao “meu” estádio, e num jogo recente, em que a equipa precisava de muito apoio para vencer, as claques conseguiram proporcionar um ambiente extraordinário que nunca irei esquecer. Esta é a essência das claques.
Na minha opinião estes grupos, que quando querem proporcianam ambientes fantásticos, não deveriam acabar, como defende muitas pessoas. Elas tem um papel importantíssimo, mas por vezes tem atitudes que vão contra o clima que se quer no desporto, o clima competitivo mas “saudável”. Penso que, os poderes políticos e responsáveis pelos regulamentos, deveriam fazer mais controlo e medidas mais fortes para que estes sujeitos pensem antes de começarem a pontapear tudo e a aquecerem-se nas fogueiras.

PS: Tentei, e acho que consegui, fazer um texto o mais imparcial possível. Apenas expus aquilo que penso sobre este tema problemático que afecta a nossa sociedade, pois já aconteceram mortes em confrontos entre claques.

domingo, 16 de outubro de 2011

Será que a luz ao fundo do túnel foi desligada para redução de custos?


Começo com uma frase de José Gomes Ferreira: "Quatro meses de Governo é que desequilibraram o país? Ou foram seis anos de mentira?" Eu não diria 6 anos, mas muitos mais anos para trás.

O país, como todos sabemos, não caminha em terrenos seguros, mas sim num túnel pantanoso onde existia no fundo uma pequena luz, que foi ligada quando entraram pela Praça do Comercio os senhores vestidos de preto da Troika. Ora neste momento a situação é diferente. Depois de medidas que já iriam ser severas para os portugueses impostas pela Troika, quinta feira o senhor Primeiro Ministro veio clarificar aquilo que já se especulava. Afinal isto está pior do que se imaginava. E é esse dia que pode ter adicionado uma "outra crise", a crise... social. Este Sábado assistimos provavelmente ao inicio, com a "Manifestação dos Indignados", que encheram a escadaria da Assembleia da Republica.

Embora vivemos tempos difíceis e de mudança em que se precisa de credibilizar o sistema politico, também é certo que são conhecidos na historia os ciclos económicos que nos pode trazer "esperança"( a esperança é a ultima a morrer). Não será possível mudar atitudes e comportamentos perante consumos e poupanças com cortes sem proporcionar ambição e esperança em desenvolvimento social e económico e logo em dias melhores. Até porque como diz o ditado " Depois da tempestade vem a bonança", e claro todos esperemos que aconteça o mesmo com Portugal. E a luz pode ter sido desligada para a redução da despesa, mas haverá sempre uma vela acesa no fundo do túnel, e essa vela não se apagará.