terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Tempo de Antena de Cavaco Silva

Deixo-vos aqui o TEMPO DE ANTENA de Cavaco Silva.

http://www.youtube.com/watch?v=PddfUE49yQo&feature=related

http://www.youtube.com/user/2011Cavacosilva







Filipa Sobral

CAVACO SILVA - Candidato à Presidência da República

Aníbal António Cavaco Silva (Boliqueime, Loulé, 15 de Julho de 1939) é um economista e político português e, desde 2006, o décimo nono Presidente da República Portuguesa. Partido: PSD (Partido Social Democrata). Centro Direita.

Único líder partidário a conquistar duas maiorias absolutas consecutivas, o que o tornou no Primeiro-Ministro português que mais tempo permaneceu em funções em democracia (1985-1995), Cavaco Silva deixou, nos seus mandatos como governante, uma marca de determinação e firmeza na aplicação de um vasto conjunto de reformas estruturais, que promoveram a democratização e a liberalização da sociedade e da economia portuguesas. Como Primeiro-Ministro, tem o seu nome associado ao período da mais duradoura estabilidade política registado em Portugal nas últimas décadas e a um ciclo de grandes transformações económicas e sociais e de modernização do País.

Primeiro filho de Teodoro Gonçalves da Silva e de Maria do Nascimento Cavaco, cresceu em Boliqueime, onde o pai se dedicava à exploração de frutos secos e ao comércio de combustíveis. Em Faro fez o Ciclo Preparatório, na Escola Técnica Elementar Serpa Pinto e depois o Curso Geral do Comércio, na Escola Comercial e Industrial de Faro, após o qual, em 1956, veio para Lisboa, onde completou o Curso de Contabilidade do Instituto Comercial de Lisboa (actual ISCAL), em 1959. Em paralelo, frequentou as disciplinas exigidas para admissão ao Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras (actual ISEG). A meio do curso seria chamado a cumprir o Serviço Militar Obrigatório, tendo feito a recruta na Escola Prática de Cavalaria de Santarém, e sido colocado como aspirante miliciano na Repartição de Contabilidade dos Pupilos do Exército. Em 1963, depois de casar com Maria Alves da Silva, foi enviado para Moçambique, até 1965. Em 1964 terminou a licenciatura em Finanças, com a mais alta classificação do seu ano.

A experiência política deste candidato é imensa!
Com a vitória da Aliança Democrática, foi convidado a exercer funções como Ministro das Finanças e Plano (1980-1981) do VI Governo Constitucional. Em Fevereiro de 1981 é eleito, pela Assembleia da República, presidente do Conselho Nacional do Plano (órgão que antecedeu o Conselho Económico e Social), e que dava pareceres sobre as Grandes Opções do Plano.
Militante do Partido Social Democrata desde a sua fundação, vai ao VIII Congresso onde encabeça uma lista candidata ao Conselho Nacional. No mesmo ano é eleito presidente da Assembleia Distrital da Área Metropolitana de Lisboa do PSD.
Na Primavera de 1985 é nomeado membro da Comissão Instaladora do Centro Regional do Porto da Universidade Católica Portuguesa, pouco antes da política lhe ditar o afastamento do ensino (na Universidade Nova de Lisboa e na Universidade Católica Portuguesa), por uma década.
Depois da demissão de Carlos Mota Pinto em 1985 (dos cargos de Vice-Primeiro-Ministro e presidente do PSD) é convocado um Congresso Nacional no Casino da Figueira da Foz. Inesperadamente, Mota Pinto morre, vítima de um ataque cardíaco, e o congresso parece disputar-se entre João Salgueiro e Rui Machete. Porém, contra às previsões, é Cavaco Silva quem acaba eleito líder do partido. O falhanço das negociações com o Partido Socialista levam à rotura do Bloco Central, que havia sido constituído em 1983. Como consequência, Ramalho Eanes dissolve o Parlamento. Nas eleições legislativas de 1985, que se seguiram, o PSD obtém o melhor resultado de sempre (29,8% dos votos) dando início a um governo minoritário (o X Governo, chefiado por Cavaco Silva).
Nas eleições de Julho de 1987 os portugueses atribuem a primeira maioria absoluta a uma força política não coligada (com 50,2% dos votos para o PSD), que se havia de repetir nas eleições legislativas de 1991. Dessas vitórias resultaram, respectivamente, a constituição dos XI e XII Governos Constitucionais, apostados em conduzir reformas estruturais conducentes à economia social de mercado. Nesses anos fez-se uma reforma fiscal, que introduziu o IRS e o IRC, privatizaram-se empresas públicas, reformaram-se as leis laborais e agrárias e liberalizou-se a comunicação social, de que resultou a abertura da televisão à iniciativa privada e mais liberdade de informação. O país conheceu um crescimento económico apreciável, acima da média europeia, o que fez subir a popularidade de Cavaco Silva. A par de profundas melhorias na rede viária nacional, com vista a melhorar a coesão territorial do país, reabilitou-se de boa parte do património cultural público e deu-se o impulso a seis novos projectos: a renovação urbana em Lisboa Oriental e a organização da Expo 98, a construção da Ponte Vasco da Gama, a introdução do caminho de ferro na Ponte 25 de Abril, a construção da Barragem do Alqueva, a introdução do gás natural e a projecção do novo Aeroporto da Madeira.
No que diz respeito aos Caminhos de Ferro, em 1988, é aprovado o “Plano de Modernização dos Caminhos de Ferro 1988-94”, que aposta quase que exclusivamente nos sistemas ferroviários das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto e também nos principais eixos de longo curso, sobretudo no eixo Braga – Faro. É inaugurada a nova travessia ferroviária do Douro pela Ponte de S. João e aprovado em concelho de ministros o atravessamento ferroviário na ponte 25 de Abril.
Tendo-se afastado da vida política activa entre 1995 e 2005, período durante o qual retomou a sua actividade académica, Aníbal Cavaco Silva manteve, todavia, uma marcante participação cívica, nomeadamente através de intervenções pontuais sobre questões nacionais e internacionais, caracterizadas por elevados padrões de rigor, exigência e credibilidade, que
sempre constituíram marca da sua actuação pública, enquanto académico e como homem político.
Aníbal Cavaco Silva tomou posse como Presidente da República Portuguesa em 9 de Março de 2006. Fora eleito, à primeira volta, no escrutínio presidencial de 22 de Janeiro desse ano, ao qual se apresentou com uma candidatura pessoal e independente.
Considerando que os desafios que Portugal já então enfrentava exigiam uma magistratura presidencial que favorecesse consensos alargados em torno da realização de importantes objectivos nacionais, o Prof. Aníbal Cavaco Silva empenhou-se, desde o início do seu mandato, em contribuir para a criação de um clima de estabilidade política e de cooperação estratégica entre os vários poderes.

As posições políticas adoptadas por Cavaco acerca de ideias como por exemplo a abstenção; as vulnerabilidades sociais; instituições de solidariedade social bem como a força solidária e acção social; freguesias e proximidades; os laços familiares; e também o mundo rural, estão para consulta: http://cavacosilva.pt/?categoryId=170 .

A campanha deste candidato (que é apoiado pelo PSD e CDS-PP), incide essencialmente sobre a Inclusão Social, o Ambiente, os Jovens e a Educação.

Jovens: A minha candidatura será um espaço onde os jovens podem fazer ouvir a sua voz. Os jovens são a força da mudança. Os jovens são os artífices do futuro melhor que nós queremos construir. A minha mandatária para a juventude, a Maestrina Joana Carneiro, é bem um exemplo daquilo que podem fazer os nossos jovens. Congratulo-me com a decisão da JSD de apoiar a minha candidatura. Como já afirmei, aqueles que decidirem apoiar-me sabem com o que podem contar.
Educação: Tenho-me empenhado em chamar a atenção para o papel decisivo da educação das crianças e jovens na construção do futuro que desejamos para Portugal. Temos muito a fazer para reduzir o atraso de qualificação dos nossos jovens, em comparação com a maioria dos países da União Europeia.
Inclusão Social: Vivemos tempos muito duros que poderemos enfrentar se soubermos ser solidários com os que mais sofrem e se soubermos aproveitar as capacidades e os talentos dos que podem produzir e inovar. Todos são precisos, todas as classes sociais, todas as profissões, todos os que com o seu trabalho contribuem para a riqueza do País. A coesão nacional tem de ser também coesão social. Desde a primeira hora do meu mandato, tenho dado todo o apoio às instituições de solidariedade e aos grupos de voluntariado, tenho sublinhado a importância de dar voz àqueles que a não têm, de incluir os excluídos, de atender às necessidades básicas dos que mais precisam. Um país é feito de pessoas. Por isso, é nos Portugueses, em todos eles, que têm de se concentrar as prioridades da agenda social e política verdadeiramente orientada pelos valores da justiça e da coesão.
Ambiente: A sociedade civil possui uma consciência cada vez mais enraizada sobre a necessidade de preservar o ambiente, como o demonstrou a notável campanha “Limpar Portugal”, que reuniu cerca de 100.000 voluntários em defesa de uma das nossas maiores riquezas, a floresta. Os Portugueses anseiam por limpar Portugal, aspiram a um País mais são, mais limpo, não querem viver numa atmosfera carregada e irrespirável, numa paisagem cercada de lixo e desperdício.”


O Discurso de Apresentação de Cavaco Silva transmite uma grande mensagem de esperança, com uma linguagem bastante acessível, e de frases curtas e objectivas; ( http://cavacosilva.pt/?categoryId=151 ) e esclarece a sua posição política em relação aos temas que falei anteriormente.

Remeto-vos também para um outro documento, que vem confirmar as características que enumerei relativamente à linguagem de Cavaco e à mensagem que este transmite. É “O Manifesto”. http://cavacosilva.pt/?categoryId=519 (podem fazer download da versaõ em PDF)

Esta pesquisa que fiz acerca dos candidatos presidenciais, ajudou-me a formar uma melhor opinião. E, na minha opinião, este é o candidato que melhor relaciona o seu programa com as reais funções de um Presidente da República. Tem uma grande experiência política, e é “gostado” pela maioria dos portugueses!

(para esta publicação, utilizei e trancrevi excertos de páginas do site http://cavacosilva.pt e da wikipédia)

Filipa Sobral

Presidência da República

Depois de uma leitura muito geral da Constituição da República Portuguesa, e uma interpretação bastante mais específica do TÍTULO II, resolvi esclarecer alguns pontos importantes em relação ao cargo de Presidente da República.

O Presidente da República é considerado um dos órgãos de soberania (artigo 10º). Para este cargo são elegíveis os cidadãos eleitores, portugueses de origem, maiores de 35 anos (artigo 122º). As candidaturas são propostas por um mínimo de 7 500 e um máximo de 15 000 cidadãos eleitores. O candidato que obtiver mais de metade dos votos (válidos) é eleito. Se nenhum dos candidatos obtiver esse número de votos, procede-se a uma segunda votação, em que concorrem apenas os dois candidatos que foram mais votados (artigo 126º).

O Presidente eleito toma posse perante a Assembleia da República, e nesse acto, prestará uma declaração de compromisso (artigo 127º). O mandato tem a duração de 5 anos e termina com a possa do novo presidente eleito (artigo 128º). O Presidente pode renunciar ao mandato, e a renúncia torna-se efectiva com o conhecimento da mensagem pela Assembleia da República (artigo 131º).


A nível de competências, relativamente a outros órgãos, ao Presidente cabe:
“a) Presidir ao Conselho de Estado;
b) Marcar, de harmonia com a lei eleitoral, o dia das eleições do Presidente da República, dos Deputados à Assembleia da República, dos Deputados ao Parlamento Europeu e dos deputados às Assembleias Legislativas das regiões autónomas;
c) Convocar extraordinariamente a Assembleia da República;
d) Dirigir mensagens à Assembleia da República e às Assembleias Legislativas das regiões autónomas;
e) Dissolver a Assembleia da República, observado o disposto no artigo 172.º, ouvidos os partidos nela representados e o Conselho de Estado;
f) Nomear o Primeiro-Ministro, nos termos do n.º 1 do artigo 187.º;
g) Demitir o Governo, nos termos do n.º 2 do artigo 195.º, e exonerar o Primeiro-Ministro, nos termos do n.º 4 do artigo 186.º;
h) Nomear e exonerar os membros do Governo, sob proposta do Primeiro-Ministro;
i) Presidir ao Conselho de Ministros, quando o Primeiro-Ministro lho solicitar;
j) Dissolver as Assembleias Legislativas das regiões autónomas, ouvidos o Conselho de Estado e os partidos nelas representados, observado o disposto no artigo 172.º, com as necessárias adaptações;
l) Nomear e exonerar, ouvido o Governo, os Representantes da República para as regiões autónomas;
m) Nomear e exonerar, sob proposta do Governo, o presidente do Tribunal de Contas e o Procurador-Geral da República;
n) Nomear cinco membros do Conselho de Estado e dois vogais do Conselho Superior da Magistratura;
o) Presidir ao Conselho Superior de Defesa Nacional;
p) Nomear e exonerar, sob proposta do Governo, o Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, o Vice-Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, quando exista, e os Chefes de Estado-Maior dos três ramos das Forças Armadas, ouvido, nestes dois últimos casos, o Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas.”

Na prática de actos próprios, compete ao Presidente da República:
“a) Exercer as funções de Comandante Supremo das Forças Armadas;
b) Promulgar e mandar publicar as leis, os decretos-lei e os decretos regulamentares, assinar as resoluções da Assembleia da República que aprovem acordos internacionais e os restantes decretos do Governo;
c) Submeter a referendo questões de relevante interesse nacional, nos termos do artigo 115.º, e as referidas no n.º 2 do artigo 232.º e no n.º 3 do artigo 256.º;
d) Declarar o estado de sítio ou o estado de emergência, observado o disposto nos artigos 19.º e 138.º;
e) Pronunciar-se sobre todas as emergências graves para a vida da República;
f) Indultar e comutar penas, ouvido o Governo;
g) Requerer ao Tribunal Constitucional a apreciação preventiva da constitucionalidade de normas constantes de leis, decretos-lei e convenções internacionais;
h) Requerer ao Tribunal Constitucional a declaração de inconstitucionalidade de normas jurídicas, bem como a verificação de inconstitucionalidade por omissão;
i) Conferir condecorações, nos termos da lei, e exercer a função de grão-mestre das ordens honoríficas portuguesas.”

Compete ao Presidente da República, nas relações internacionais:
“a) Nomear os embaixadores e os enviados extraordinários, sob proposta do Governo, e acreditar os representantes diplomáticos estrangeiros;
b) Ratificar os tratados internacionais, depois de devidamente aprovados;
c) Declarar a guerra em caso de agressão efectiva ou iminente e fazer a paz, sob proposta do Governo, ouvido o Conselho de Estado e mediante autorização da Assembleia da República, ou, quando esta não estiver reunida nem for possível a sua reunião imediata, da sua Comissão Permanente.”

O Presidente da República pode também decidir chamar os cidadãos eleitores recenseados no território nacional para se pronunciarem directamente, a título vinculativo, através do referendo. O Presidente submete a fiscalização preventiva obrigatória da constitucionalidade que lhe tenham sido remetidas pela Assembleia da República ou Governo (artigo 115º).

(Deixo-vos aqui a possibilidade de consultarem on-line a Constituição da República Portuguesa. No fim da página, têm as hipóteses de obter a versão em PDF, ou em WORD.)


http://www.parlamento.pt/Legislacao/Paginas/ConstituicaoRepublicaPortuguesa.aspx

Filipa Sobral

domingo, 16 de janeiro de 2011

Caso BPN: O que não sabemos nós sobre Cavaco Silva!



Ainda dizem que o nosso actual Presidente da República não deve prestar contas em relação à sua vida pessoal, relativamente às acções?

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

José Manuel Coelho - Presidenciais 2011



José Manuel Coelho, 58 anos. Falando na sua experiência política, é político e deputado pelo PND à Assembleia Regional da Madeira e candidato à presidência da república nas presidenciais 2011.
Apesar de ter sido militante do PCP até 1999 e de se considerar ainda comunista, decidiu integrar as listas do PND para as eleições da Região Autónoma da Madeira, a 6 de Maio de 2007.
Este deputado já foi uma vez julgado em tribunal pelo crime de difamação do ex-autarca de Santa Cruz, Savino Correia, cumprindo trabalho comunitário por este crime.
Um dos pontos mais polémicos da sua campanha sucedeu-se a 5 de Novembro de 2008, quando exibiu ao plenário uma bandeira nazi, com o objectivo de oferecer a mesma a Jaime Ramos, líder parlamental do parlamento regional.
Apresentou a sua candidatura empoleirado num carro funerário alegando que a política portuguesa precisa de ser enterrada.
Este candidato defende que pretende terminar de vez com a corrupção, terminar com os exacerbados salários dos deputados da Assembleia Portuguesa e a defesa da Justiça.
Na sua campanha, pretende gastar pouco mais de 7 mil euros, alegando que os apoios vêm do povo e dos comerciantes. Andará a pé e de transportes públicos, percorrendo aldeias e cidades do país e comerá em restaurantes baratos, alegando que a sua campanha não é financiada por nenhum partido. É uma candidatura do povo e para o povo.
José Manuel Coelho defende que o Presidente da República deve alertar e pressionar o Governo para que se tomem medidas, combatendo-se a corrupção, que, na sua opinião, não o é, apesar da Polícia Judiciária ter feito, ultimamente, grandes esforços, investigando e denunciando.
Questionado sobre se dissolveria a Assembleia da República, este candidato diz que "a Constituição da República, no seu artigo 133.º e seguintes, confere competências ao presidente da República no âmbito do Conselho de Estado, defesa nacional, convocação de referendos, condecorações, dissolução das Assembleias". Este candidato dissolvia a Assembleia Regional da Madeira e convocava eleições. Exortaria a Comissão de Eleições a ser isenta, para que houvesse "eleições livres, democráticas e justas". Depois, combateria os abusos, "enviando mensagens ao Governo no sentido de criar legislação adequada para reformar a Justiça. E vetaria todas as leis que viessem da Assembleia da República ou do governo que fossem "anti-democráticas, prejudiciais aos trabalhadores ou a quem produzisse riqueza".

Caso eu pudesse votar, o meu voto não contaria a favor deste candidato. Não pretendo influenciar ninguém mas o meu voto, tal como já dei a entender no meu último texto, seria em branco.

A utilidade desconhecida do voto em branco (a propósito das presidenciais)


Em Portugal, infelizmente, ainda se verifica uma percentagem elevada de abstenções quando se fala em "ir votar". Muitas pessoas não votam por várias razões, entre as quais o desinteresse pela política, o "trabalho que dá" ter que ir votar ou até mesmo o desconhecimento por parte de alguns portugueses em relação à política.
Sabiam que o voto branco é mais eficaz que as abstenções? Se votarem em branco, ou seja, se não escreverem absolutamente nada no boletim de voto, é mais eficaz do que se riscar o mesmo, votar-se no Pato Donald, no José Mourinho ou no Michael Jackson como alguns fazem.
Contudo poucas são as pessoas que desconhecem a verdadeira utilidade do voto em branco e nenhum político fala disto. Porquê?
Porque se a maioria de votos fosse em branco, as eleições teriam obrigatoriamente de ser anuladas e teriam que se realizar outras, mas com candidatos diferentes nas listas.
A legislação eleitoral tem esta opção para "correr com os que não nos agradam", mas ninguém fala nisso!
Portanto, no caso daqueles que se abstêm ou que riscam os boletins: não o façam, porque serão contados como votos nulos e não servirão para nada.
A maioria de votos brancos anula as eleições e demonstra que não queremos cá estes políticos!

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Presidenciais?? Para quê?...


Como todos sabem, ou deveriam saber, as eleições presidenciais portuguesas realizar-se-ão no dia 23 de Janeiro de 2011, com os candidatos Aníbal Cavaco, Fernando Nobre, Defensor Moura, Francisco Lopes, Manuel Alegre e José Pinto Coelho. As últimas sondagens efectuadas dão a vitória à primeira volta, ou seja, com maioria absoluta, ao candidato e actual Presidente da República Portuguesa, Cavaco Silva.


Actualmente, os meios de comunicação estão repletos de notícias e informação sobre as presidenciais, especulando sobre quem irá ganhar e o que isso trará ao país de melhor, ou pelo contrário. Para além disso vimos a televisão tomada de assalto pelas próprias campanhas dos candidatos, pelos seus tempos de antena, entrevistas, debates, visitas, comícios… Após isto, quais são os benefícios para a população portuguesa que está no meio de uma crise económica e possivelmente política? É tudo esta ostentação que lhes vai arranjar trabalho, que lhes vai dar dinheiro para alimentar a família? Eu penso que não – e acho que não sou o único -, mas mesmo assim gastam-se mais de 5 milhões de Euros em campanha, no conjunto.


Portanto, o mais provável é a população em geral encontrar-se em maiores dilemas do que quem será o próximo Presidente da República. Eu não posso sentir-me indiferente com este assunto porque realmente para o que é que se está a votar? Para um “prestigiado” fantoche? Para uma figura meramente representativa, cujos poderes são reduzidos e controlados? Para uma mascote do parlamente com uma trela? Sinceramente não sei. Por dizer isto não significa que seja a favor da supressão do cargo de Presidente da República, até pelo contrário, defendo uma reforma aos estatutos e poderes do Presidente da República, para que este seja mais que uma figura de ostensão nacional.


Acredito que num regime semi-presidencialista é onde os poderes constituintes de uma nação se encontram mais equilibrados e onde não existem cargos “fantasma” ou excessivamente subordinados.




Resumindo:


Presidenciais?? Para quê?





Aqui podem confirmar as restrições que o Presidente tem:


http://pt.wikipedia.org/wiki/Presidente_da_Rep%C3%BAblica_Portuguesa

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Presidenciais. Há pouco tempo, num país onde se fala português.

Um discurso interessante, não só pelo que diz mas também pela forma como discursa.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Presidenciais

Neste mês de Janeiro discute-se quem irá ser o novo Presidente da República Portuguesa. Primeiro que tudo, e independentemente do candidato ao lugar, surge-me a questão, mas afinal quais são as obrigações e deveres de um Presidente da República em Portugal? Se virmos o caso dos EUA, onde o chefe de governo é também o Presidente, o mesmo que acontece na França. Mas em Portugal existe um Primeiro-Ministro e um Presidente da República. Muitas vezes oiço dizer que o Presidente só serve para “cortar fitas”. Segundo a Constituição da República Portuguesa:

Artigo 120.º
Definição
O Presidente da República representa a República Portuguesa, garante a independência nacional, a unidade do Estado e o regular funcionamento das instituições democráticas e é, por inerência, Comandante Supremo das Forças Armadas.

Segundo apenas aquilo de que já ouvi falar acerca do Presidente da República, enquanto chefe máximo do Estado, é que ele tem o poder do veto. E além de vetar as propostas da Assembleia, ele tem o papel de destituir os diversos órgãos de soberania, inclusive o Governo, como aconteceu em 2005. Estas eleições acontecem num momento complicado para o país, com uma possível entrada do FMI. Sendo assim, quem ganhar estas eleições irá ter uma grande responsabilidade, devido a esta situação complicada. O Presidente da República não deverá ser uma figura que venha a gerar uma crise política, mas deverá ser alguém que estabeleça boas relações com todos os órgãos de soberania. Porque tem, sobretudo, um papel regulador.
Nestas eleições, e como já era de esperar, assistimos à recandidatura de Cavaco Silva. Manuel Alegre, candidato como independente nas últimas eleições, ganhou agora o apoio do Partido Socialista e do Bloco de Esquerda. Também são candidatos Fernando Nobre, Defensor Moura, Francisco Lopes e José Manuel Coelho. Penso que, Manuel Alegre seria a escolha certa para o lugar. É um homem de princípios e convicções, deveria ser-lhe dada a oportunidade de demonstrar que é capaz de liderar o país. Fernando Nobre seria um bom Presidente, mas creio que ainda não tem estofo suficiente para tal cargo, e além disso tem ainda a presidência da AMI. Por isso, Alegre seria, sem dúvida de entre estes candidatos, o que melhor iria desempenhar as funções. Cavaco Silva foi o político que mais tempo esteve na liderança do país, desde o 25 de Abril. Por isso as dificuldades que o país atravessa não se devem só a actuações de governos socialistas. Daí que Manuel Alegre pela sua experiência de vida seja a pessoa com mais competências para o cargo de Presidente da República Portuguesa.


Para quem quiser consultar a Campanha de Manuel Alegre, aqui fica o site:
http://www.manuelalegre2011.pt/contrato-presidencial

Presidenciais 2011

Ao contrário da minha colega Carolina, eu decidi escrever sobre um dos candidatos, sendo na minha opinião este o candidato ideal para o cargo de Presidente da República. Não pretendo contudo influenciar opiniões, tal como respeito as diferentes opiniões, não vou de modo algum criticar ou desconsiderar a vossa opinião.
Francisco Lopes, natural de Vinhó (Arganil), com 55 anos, electricista e funcionário do PCP, apresentou no dia 10 de Setembro de 2010 em Lisboa, a sua candidatura à Presidência da República. Deputado do povo, eleito pelo Círculo Eleitoral de Setúbal, Francisco Lopes traduz uma política de esperança, de expressão para os trabalhadores, idosos e jovens, que a cada dia que passa vêm os seus direitos reduzidos. O Deputado, traduz uma política em que apela à força e à união do povo para que seja possível mudar Portugal. Com determinação, Francisco Lopes fala da precariedade do emprego, fala das qualidades desaproveitadas dos jovens, bem como da situação de pobreza que se vive em Portugal. Segundo Francisco Lopes “É preciso transformar desânimos e resignações em esperança combativa!”, e assim será, caso todos os portugueses se unam e lutem por uma causa comum! Cruzar os braços em tempos bastou para mostrar o descontentamento, nos nossos dias, cruzar os braços apenas proporciona a determinados órgãos do poder escolher pelo cidadão e mostrar à população que aparentemente não existem cidadãos descontentes com a situação actual.
Desta forma, nestas eleições, mais do que em quaisquer outras, é necessário exercer o direito de voto, é necessário que não sejam cometidas injustiças, pois seria o povo que novamente iria suportar o peso determinadas decisões, tais como a baixa dos salários e o aumento do IVA. O direito de voto, bem como a opinião são, e repito, direitos, direitos dos quais o cidadão deve usufruir sempre que lhe sejam proporcionados. Só o povo poder mudar o estado em que o próprio Estado se encontra, fazendo com que através do exercício dos seus direitos, sejam implementadas determinadas medidas que levem à revitalização do País, sendo também importante escolher para tais cargos de elevada importância, Seres Humanos e Políticos competentes. É a este facto que vos apelo, apelo ao voto, e ao voto consciente!

sábado, 8 de janeiro de 2011

Sentar ao lado de um negro

Decerto muitos já leram esta história, mas para aqueles que não, achei que era interessante todos lerem, pois acredito ser do interesse geral. Não se sabe se aconteceu mesmo, mas eu espero que sim (atenção, este texto não foi escrito por mim):

"Uma mulher branca, de aproximadamente 50 anos, chegou ao seu lugar na classe económica e viu que estava ao lado de um passageiro negro. Visivelmente perturbada, chamou a assistente de bordo: "Qual é o problema, senhora?", pergunta a assistente."Não está a ver?" - respondeu a senhora - "vocês colocaram-me ao lado de um negro. Não posso ficar aqui. Vocês têm que me dar outra cadeira". "Por favor, acalme-se" - disse a assistente - "infelizmente, todos os lugares estão ocupados. Porém, vou ver se ainda temos algum disponível".
A assistente afasta-se e volta alguns minutos depois. "Senhora, como eu disse, não há nenhum outro lugar livre na classe económica. Falei com o piloto e ele confirmou que não temos mais nenhum lugar na classe económica. Temos apenas um lugar na primeira classe". E antes que a mulher fizesse algum comentário, a comissária continua: "Veja, é incomum que a nossa companhia permita a um passageiro da classe económica mudar-se para um lugar na primeira classe. Porém, tendo em vista as circunstâncias, o piloto pensa que seria escandaloso obrigar um passageiro a viajar ao lado de uma pessoa tão desagradável". E, dirigindo-se ao senhor negro, a assistente prosseguiu: "Portanto senhor, caso queira, por favor, traga tudo o que tiver aí seu, pois reservámos para o senhor um lugar na primeira classe...".
E todos os passageiros próximos, que, estupefactos, assistiam à cena, começaram a aplaudir, alguns de pé."

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Tridente e Arpão, os submarinos da discórdia!


Em 2oo9 chegaram a Portugal os dois maiores submarinos construídos, até hoje, na Alemanha, com o propósito de substituirem os velhos «Barracuda» e «Delfim».
«Tridente» e «Arpão» foram comprados em 2002, pelo Ministro de Estado e Defesa Nacional, Paulo Portas.



Estes dois submarinos têm um custo inicial de 800 milhões de euros, o que representa 5% do PIB. Esta compra vai aumentar para mais do dobro o déficit das contas públicas previsto no Plano de Estabilidade e Crescimento que se compromete com a redução para 4%. Tendo em conta o custo dos submarinos, este salta para os 9%.

Qual é a vossa opinião sobre o assunto? Esta compra será necessária ao país? Que vantagens e inconvenientes ela arrasta?

Pensando na Geografia do país e na sua vasta costa atlântica, assim como na nossa participação na NATO, eles poderão ser importantes na garantia da nossa defesa e segurança, assim como na contribuição para a defesa e segurança doutros países em risco de a perderem. Além disso quase todos os países da UE possuem estes equipamentos em número superior ao nosso, decerto é porque eles farão falta...
Por outro lado, terá sido este o momento oportuno para fazer um investimento tão dispendioso e que tanto pesará no nosso orçamento? Num momento em que tantos sacrifícios foram pedidos aos portugueses?

Remeto-vos para o seguinte documento, com o qual estou de acordo e que poderá explicar esta opção:
http://www.mdn.gov.pt/NR/rdonlyres/419F3395-6C35-4BC3-8177-67F66764795C/0/08052002_Conf_Imprensa_MDN_Orc_Mil.pdf

Todas as opiniões são bem vindas e gostava de saber a
TUA!
Filipa Sobral

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Presidenciais 2011

Ao invés de me centrar apenas num dos candidatos às presidenciais de 2011, resolvi realizar um texto acerca das mesmas, dando a conhecer um pouco mais daquilo que se trata. Aqui se segue, então, uma pequena orientação por mim feita, com recurso a pesquisas realizadas, daquilo que são as Presidenciais, que e quantos candidatos existem e como é que alguém se pode candidatar às mesmas.

As eleições presidenciais 2011 estão agendadas para o próximo dia 23 de Janeiro, sendo que, até ao momento, são seis os candidatos:
- Aníbal Cavaco Silva (71 anos) – candidato apoiado pelo PSD e pelo CDS-PP);
- Fernando Nobre (59 anos) – candidato independente;
- Defensor Moura (65 anos) – candidato independente;
- Francisco Lopes (56 anos) – candidato apoiado pelo PCP;
- Manuel Alegre (74 anos) – candidato apoiado pelo PS;
- José Manuel Coelho (58 anos) – candidato apoiado pelo PND.

Cavaco Silva é o actual Presidente da República, eleito a 22 de Janeiro de 2006, tomando posse como o 19º Presidente da República a 9 de Março de 2006.
A apresentação da candidatura às eleições presidenciais pode ser feita por qualquer cidadão de nacionalidade portuguesa, desde que o candidato tenha mais de 35 anos de idade, reúna entre 7500 e 15000 assinaturas de eleitores e entregue as mesmas no Tribunal Constitucional.
Ganha o candidato que reunir a maioria dos votos. Caso nenhum dos candidatos consiga atingir este número, realizar-se-á uma segunda volta com os dois candidatos mais votados.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Música, política e sociedade

Carl Orff (séc. XX), em Carmina Burana, inspirou-se num cancioneiro medieval (séc. XIII) com o mesmo nome.
O antigo cancioneiro tem músicas de várias origens, geográficas até, umas religiosas, outras profanas. Aqui segue uma, um pouco brejeira, em latim pouco cuidado, cantada provavelmente por frades um pouco relaxados ou goliardos. Os goliardos eram estudantes que frequentemente andavam de universidade para universidade (um "Erasmus" medieval) à procura de outros professores e outros saberes. Frequentemente entretinham-se em paródias (coisa que não é desconhecida hoje), em meios menos recomendáveis pela moral vigente. Alguns contestavam o sistema político e social e a moral dominante através da música. Por exemplo em "in taberna quando sumus" (quando estamos na taberna).


Carl Orf reaproveitou o tema, dentro de um espírito nacionalista, que vem ainda do romantismo (embora ele não seja) de procura das raízes, tal como antes Wagner ao pôr em cena figuras da mitologia germânica (Nibelungos, Valquírias ...) ou por cá Almeida Garrett (com o romanceiro ...), Alexandre Herculano (Lendas e Narrativas) ou músicos como João Domingos Bontempo.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Um pouco de ópera potente!!!!



Nunca tinha ligado minimamente a ópera e há uns meses achei estes vídeos e iniciei uma pesquisa sobre este grupo: Carl Off, desenvolvendo o meu gosto sobre o mesmo e devo dizer que adoro! É potente, deixa qualquer pessoa com guerra e vontade de lutar por algo, óptima música para ser mostrada a exércitos antes de guerras!

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Música e política

De um grande realizador: Luchino Visconti. Do filme "Senso", sentimento. Retrata uma cena no teatro alla Scala em Milão, quando a Itália ainda estava parcialmente ocupada pelo Império Austríaco e em luta pela unificação e independência. Os oficiais austríacos ficaram um pouco atónitos perante uma manifestação não violenta, com música, palmas e alguns símbolos italianos.
Visconti, o realizador, era um aristocrata de uma longa e poderosa família, mas (ele) de esquerda. Isso permitia-lhe conhecer os palácios e ao mesmo tempo os meios populares. Tinha um cuidado imenso nos cenários, chegando até a usar perfumes da época, coisa que não se sente no cinema, mas que contribui para um ambiente mais realista. Era homossexual assumido mas de uma grande coragem.



A segunda cena é de uma ópera de Verdi, Nabucco. É o coro dos judeus que cantam "va pensiero". Quando os italianos cantavam isto, não pensavam num tempo passado (o cativeiro da Babilónia) mas na sua "patria sì bella e perduta", ocupada por uma potência estrangeira. É um verdadeiro hino à Liberdade.



Também o nosso Camões fez poesia sobre Babilónia e Sião, em "super flumina", onde também à referência indirectas à "alegoria da caverna" de Platão:

Sôbolos rios que vão
por Babilónia, me achei,
Onde sentado chorei
as lembranças de Sião
e quanto nela passei.
Ali, o rio corrente
de meus olhos foi manado,
e, tudo bem comparado,
Babilónia ao mal presente,
Sião ao tempo passado.
...
E vi que todos os danos
se causavam das mudanças
e as mudanças dos anos;
onde vi quantos enganos
faz o tempo às esperanças.
Ali vi o maior bem
quão pouco espaço que dura,
o mal quão depressa vem,
e quão triste estado tem
quem se fia da ventura.
...

Isto é só para mostrar que o mundo não é a preto e branco e que "coisas inúteis", como a Música, a Literatura, a Filosofia, a Política ..., podem ser essenciais.

António Gedeão ou Rómulo de Carvalho

Uma grande figura da cultura portuguesa, poeta e professor de Física que prova que literatura e ciência não são incompatíveis.





Repare-se nos antigos antigos alunos: cientistas, juristas ... e no seu método enquanto professor.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Nacionalismo

Segundo determinadas fontes, o nacionalismo é o “sentimento de valorização marcado pela aproximação e identificação com a nação”; já, para o general estadista francês, Charles de Gaulle, o nacionalismo existe “quando o ódio pelos demais povos vem primeiro”.
Pactuando com a primeira afirmação, questiono: porquê olhar para o nacionalismo como algo negativo, quando existe a possibilidade de enobrecer uma nação, não rebaixando qualquer outra?!
A nível cultural, há um imenso descrédito quando se fala de música portuguesa. Só assim se vê quem nunca conheceu a obra do Freddie Mercury português: António Variações.
Nós, Portugal, criámos um estilo musical tão divulgado por este mundo fora: o Fado! Não é caso para nos orgulhámos? Não só pela criação em si, mas pela sua qualidade! E considero que basta expor estes dois grandes exemplos para não ter que me justificar mais quando digo que há que nos orgulhar da música FEITA por portugueses!
Nasceram, no nosso país, escritores de grande prestígio, tais como Almeida Garrett (século XXIII) e Fernando Pessoa (século XX). Refiro estes dois nomes, não só pelos seus grandes trabalhos literários, mas também pela sua popularidade, para que ninguém duvide da sua importância, que os levou a serem referidos aqui.
Já na pintura e afins, é caso para salientar o nome de Rafael Bordallo Pinheiro que, segundo fontes “deixou um legado iconográfico verdadeiramente notável”. Fora desenhador, caricaturista e jornalista.
Julgo não ser necessário referir mais ícones portugueses produtores de cultura. É certo que temos muito para nos orgulhar daquilo que é português. E temos que apoiar, elogiar e valorizar o que e tão nosso, não colocando nunca de parte a boa influência estrangeira que será sempre bem recebida.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Tráfico de orgãos

Aumenta cada vez mais os casos de tráfico de orgãos em Moçambique,o tráfico de órgãos humanos está a aumentar em Moçambique, com pelo menos um caso registado a cada duas semanas. A denúncia é da Liga Moçambicana dos Direitos Humanos, que acredita que o número real de casos pode ser bem superior ao oficialmente registado.Em Moçambique, os casos de homicídio, tráfico de órgãos e feitiçaria cruzam-se com frequência, o episódio mais recente ocorreu na passada quinta-feira, na província do Tete, com a detenção de uma mulher de 68 anos que alegadamente se dedicava ao tráfico de órgãos há quase meio século. A mulher foi denunciada pelos próprios familiares após ter alegadamente cortado um pé a um neto recentemente falecido, que tencionava depois vender a feiticeiros. A maior parte das vítimas são crianças e o destino dos órgãos é normalmente a África do Sul. Genitais (tanto masculinos quanto femininos), olhos, língua e orelhas são os órgãos mais procurados e aqueles que maior valor atingem. Na maior parte dos casos, os órgãos são retirados com a vítima ainda viva. Trata-se de um gravissimo problema que ocorre nos dias de hoje, com tendencoa para aumentar cada vez mais, sobretudo na sociedades africanas, é um autentico negócio onde uma grande rede de pessoas sem escrupulos lucra com os orgãos de meninos e meninas. Mas muitas vezes sao os próprios pais a aceitarem que o façam por viverem em más condições, é realmente bastante grave. Penso que devia ser um assunto muito mais abordado nos orgãos de comunicação social para que alguem com poder, faça com que este enorme crime social termine de vez.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

"Sudão: mulher foi chicoteada no meio da rua."

O Sudão, país no qual me vou focar neste texto, é um país africano, predominantemente muçulmano: 75% da população está ligada ao Islão.

O Islamismo é uma religião monoteísta que se baseia nos ensinamentos religiosos do Alcorão, que é tomado como a palavra literal de Deus, revelada ao profeta Maomé. Deus é visto como o criador a quem se deve louvar; cada capítulo do Alcorão (com a excepção de um) começa com a frase "Em nome de Deus, o beneficente, o misericordioso". Deus é adorado excessivamente, mas é algo que se deve respeitar, pois é uma crença. O islamismo defende ainda a predestinação, pois Deus criou o mundo e as criou as pessoas que, assim sendo, estão determinadas por este.

Existem ainda os “cinco pilares” do islão. Recitar e aceitar a crença (chahada), orar cinco vezes ao longo do dia (salá), pagar esmola (zakat), praticar jejum no Ramadão, nono mês do calendário islâmico, (saum) e fazer, pelo menos uma vez na vida, a peregrinação a Meca (haj).

São aspectos da religião, e penso que devem ser respeitados, visto que nenhum ofende a integridade como ser humano.

Infelizmente, isso não acontece noutras situações. A religião influencia altamente as leis do país, criando ideias totalmente inúteis através de interpretações lamentáveis da religião. As leis de países islâmicos são feitas com base na sua religião, o que além de estabelecer leis absurdas não cede a liberdade de escolher uma outra religião, sendo impossível, pois a lei do país obriga ao seguimento daquela… Ao falar de leis absurdas consigo até pôr de lado as que implementam manifestações de cultura pouco proveitosas. Mas refiro-me principalmente àquelas leis que afectam directamente o ser humano, mais especificamente a Mulher. A Mulher tem um estatuto especial, no qual é estritamente sublinhado que esta é inferior ao homem. A Mulher não pode exercer cargos de grande importância, sendo a sua tarefa fundamental tomar conta da casa e da família; é, ainda, normalmente mal vista caso não corresponda a um ser digno, "respeitável" e fiel.

Eu pergunto-me como será possível que a maioria da população de um país não consiga reconhecer a maldade e a injúria que é aos direitos humanos tratar a Mulher a este nível.

E o pior é que não ficamos por aqui. Há mesmo leis que implementam a prática da violência contra a Mulher, vista como um ser fraco, vista de uma maneira tão inferior, tão ignorante, que não tem sequer oportunidade de se defender contra aquilo de que é acusada. A lei islâmica Sharia institui que “uma mulher considerada adúltera deve ser enterrada até ao pescoço (ou axilas) e apedrejada até à morte”.

Perante situações como estas, eu pergunto-me como é que é possível existirem interpretações tão deploráveis das religiões. Como é que de uma crença numa entidade divina que supostamente defende a paz, pode surgir o apedrejar de um ser humano?

Vejamos o exemplo da notícia que me levou a escrever este texto. Uma mulher foi chicoteada no Sudão, no meio da rua, rodeada por vários homens que assistiam sem terem sequer um reflexo de compaixão. Tal aconteceu APENAS porque a mulher em causa, debaixo das suas vestes, vestia calças. Aceito e compreendo se a religião defende o uso de vestuário específico. Mas agredir alguém por o fazer de uma maneira errada, ou até por não o fazer, no meio da rua, sendo isso LEGAL e compreensível? Lamento, mas isto não é religião, isto não pode ser cultura, é maldade.

Deixo-vos a hiperligação da notícia, que contém um vídeo, pois alguém filmou a situação e pôs na Internet. Repare-se que no vídeo alguém diz “ela é uma rapariga má, deixem as pessoas vê-la a ser agredida”. Chamo ainda a atenção para o facto dos homens que chicoteiam a mulher serem agentes policiais...

(Pode ferir a sensibilidade de pessoas mais frágeis.)

Sempre que posso e consigo tento aplicar o relativismo cultural, mas em situações como estas, vejo-me incapaz de evitar o etnocentrismo. Não é aceitável, há o bem, e há o mal. E isso não pode ser cultural, a violência apenas não pode ser entendida como uma prática do bem. É triste existirem religiões que o fundamentem, e muito mais triste é existirem Estados cujos governos o implementem nas suas leis.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

O Racismo


Lágrima de preta

Encontrei uma preta
que estava a chorar,
pedi-lhe uma lágrima
para a analisar.

Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.

Olhei-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.

Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.

Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:

Nem sinais de negro,
nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo)
e cloreto de sódio.

E é com este poema de António Gedão que inicio a minha critica ao racismo.

O racismo desde sempre existiu e apesar da evolução do tempo ele continua presente nos nossos dias, existem muitas pessoas que dão demasiada importância à aparência exterior e nem se dão ao trabalho de pensar que por dentro somos todos feitos da mesma matéria.

São vários os exemplos de formas de racismo e muitos deles fazem parte da história.A crença de que existem raças superiores ou inferiores foi utilizada para justificar a escravidão e o domínio de determinados povos por outros. Estes são apenas dois exemplos:

O Nazismo – Escravização da Europa Oriental e perseguição aos judeus eram as provas pretendidas pelos nazistas da superioridade da raça ariana sobre os demais grupos diferentes e raciais também.

O Apartheid - Uma demonstração vergonhosa para o ser humano sobre o racismo ocorreu em pleno século XX, a partir de 1948 na África do Sul, o apartheid manteve a população africana sob o domínio de um povo de origem europeia.

Para mim não existe uma raça e não é pelo aspecto exterior que deve-mos julgar uma pessoa.

É importante sensibilizar as pessoas, todos nós existimos por uma razão e todos nós devíamos conseguir coabitar uns com os outros, sem brigas e sem descriminações pois, na verdade, independentemente da cor, da classe social, todos nos temos o mesmo fim.

Não deveria existir uma cor ideal para viver-mos felizes!

domingo, 12 de dezembro de 2010

Educação e Justiça, o essencial.

Apresento estas duas temáticas, pois são aquelas a que sou mais sensível, visto não necessitar de grandes cuidados de saúde, e de viver numa cidade segura. Entre outros, educação, justiça, saúde e segurança, cabe ao Estado oferecer aos seus cidadãos, como requisitos mínimos para se considerar aceitável. São as principais funções do estado, actualmente, e aquelas a que não pode nunca falhar, sem interferir gravemente na vida das pessoas.
Mas quero apenas concentrar-me nos temas titulares.
A educação. Porquê? É o futuro de uma pessoa, e do país. Ao privarmos alguém de receber a melhor educação possível, estamos a privar essa pessoa de ter um futuro, porque o mercado de trabalho é cada vez mais exigente, e a mão-de-obra desqualificada é abundante em Portugal, embora, se esteja a progredir, ainda não como desejado. A educação ainda não é para todos. Não basta construir escolas, não basta tornar o ensino obrigatório até ao 12º, nem sequer seria suficiente pagar os livros escolares aos alunos (ainda não é feito). Actualmente é quase impossível atingir uma profissão digna, (com vencimento superior a 1000€, e acho pouco), com o 12º, (excepto com cunhas ou favorecimentos), nos países nórdicos, este nível de escolaridade é impensável, não só porque para o cidadão é mau, mas é terrível para um país. Uma vez que a mão-de-obra de um certo país é desqualificada, este nunca pode ser responsável por formar executivos competentes, por criar produtos carregados de tecnologia, ou capaz de produzir com qualidade, estes países ficam sujeitos à escravatura actual que se vive no mercado laboral, aos salários baixos, e ao fosso entre rendimentos.
A meu ver, se o estado for capaz de garantir igualdade no acesso à educação, então cada indivíduo fica responsável pela sua qualificação. Em termos práticos, e a meu ver, o estado deve garantir o financiamento dos estudos universitários aos alunos de classes mais desfavorecidas com média de secundário superior a 17 valores, na universidade dentro do país à sua escolha. Não só os estudos mas também alojamento, entre outros. (Medida apresentada pelo meu grupo para o parlamento dos jovens)
Assim, impedir-se-ia que um aluno inteligente, e dotado de capacidades cognitivas elevadas, de acordo com os parâmetros actuais, não ficasse nunca barrado nos estudos, ou fosse obrigado a escolher uma universidade de categoria inferior, devido a questões financeiras.
A escolha de 17 valores parece-me excelente, no sentido de não ser algo inalcançável, e de não permitir que seja qualquer um a beneficiar dos dinheiros públicos. Desta forma, aqueles que mais se esforçam e que obtêm assim os melhores resultados não ficariam nunca impossibilitados de obter a mesma formação que os outros. É o mínimo que podemos exigir.


A justiça: cancro da sociedade portuguesa. Não tem outra discrição. Sob ponto de vista cívico, acho que não vale a pena estar aqui a dizer que todos temos direito à justiça, isso não se deveria pôr em causa no século XXI, (mas é posto, e com razão, infelizmente), mas trato os malefícios que a inexistência de justiça pública causa ao país. Foi António Barreto, um sociólogo muito prestigiado no nosso país e com orientação política conhecida (esquerdista), que disse que à excepção de casos políticos, havia mais justiça no tempo do estado novo que há agora, ou seja, a justiça funcionava melhor, embora fosse imperfeita. O que se passa aqui, neste país é que os tribunais não funcionam, temos casos que duram anos e anos a fio, sem se resolver nada, e após dez anos, quando os casos são resolvidos, não é justiça nenhuma, justiça faz-se na hora, não é dez anos mais tarde. Os tribunais são supostamente a garantia das classes baixas que não são explorados, nem enganados pelas classes mais altas sem custos para as segundas e compensações para as primeiras. É o garante que podemos andar na rua, e caso sejamos vítimas de qualquer crime, haja uma pena para o criminoso. Os tentáculos da corrupção estendem-se até aos bolsos de cada português para puxar as notas mais gordas, e onde estão os tribunais portugueses para os travar? Não estão.
Assim não vamos lá, e em principal, estas duas são obrigações que o estado tem para connosco. São obrigações que não são de agora, são de há cem anos.

Seguidamente apresento um vídeo com a primeira parte de uma entrevista com o Professor Henrique Medina Carreira, um senhor que prezo muito em ouvi-lo falar. Pertence à elite, e contra ele próprio fala, apresenta a sua opinião, a meu ver, de forma o mais claro possível, para que todos entendam.


sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

"Living Darfur"

Sei que é algo diferente, mas gostava de vos deixar aqui um video que encontrei enquanto pesquisava informação para o trabalho de grupo, sobre a "vida" em Darfur, como se sobrevive num cenário degradante e sem qualquer tipo de esperança como este.
Não devemos ignorar, devemos auxiliar.


quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Afinal quem era o leviatã?

Após o professor nos ter entregue aquela folha para lermos em casa, saltou-me à vista a palavra "Leviatã" e de imediato coloquei no ar a pergunta: "Quem é o Leviatã?" pois já ouvira falar do mesmo algures. Talvez no filme "Atlântida: O Continente Perdido", filme que vi em criança há alguns anos atrás.

Depois de uma breve passagem pela wikipédia, diz-se que o Leviatã é um monstro de grandes proporções, bastante falado pelos marinheiros da Idade Moderna, sendo que há referências ao mesmo por todo o lado.
Foi no Antigo Testamento, no Livro de Jó, que o Leviatã foi falado e caracterizado pela primeira vez: "monstro que se representa sob a forma de crocodilo, segundo a mitologia fenícia" (Velho Testamento, 1957: 614). Por ser citado várias vezes de várias maneiras diferentes, foi frequentemente confundido com outros animais.
Neste mesmo Livro de Jó, o Leviatã é o maior dos monstros marinhos, indestrutível por todos os materiais na Terra existentes, e ninguém ousa provocá-lo pois não sairá vivo de tal afronta.
Existem pois então, várias citações na biblía deste monstro: por vezes representado sob a forma de crocodilo, hipopótamo, peixe, baleia ou mesmo um enorme polvo gigante com tentáculos de centenas de metros.



Existe ainda um livro do famoso filósofo inglês Thomas Hobbes (publicado em 1651) com este título, que trata da estrutura da sociedade organizada (daí o excerto na ficha que nos foi entregue pelo professor).

Liberdade de expressão

   A liberdade de expressão nem sempre existiu. Noutros tempos, as pessoas nao podiam escrever sobre determinados temas pois estavam sujeitas à censura. Mas hoje em dia também não é assim tao diferente.
    Actalmente e oficialmente, todos tem o direito à liberdade de expressão, mas atenção, não podendo ir contra as ideas de pessoas "importantes" . É verdade que na maioria das vezes, quem escreve, escreve para vender, para marcar a diferança e por vezes recorre à mentira, à invensão e ao destorcer da realidade. Mas se há, como dizem, liberdade de expressão não se deve punir quem escreve o que sente e o que pensa.
   Como às vezes o que consta nos artigos nao agrada nem favorece a pessoa em questão, mostrando sim a verdade, verdade essa que não interessa ser descoberta, o seu autor pode vir a ter alguns problemas...
   Pois bem, onde está a liberdade de expressão? Há liberdade para uns, mentira para outros e é assim que funciona a liberdade de expressão actualmente. Mas não podemos esquecer que escrever é uma arte e expressá-la também. Portanto à que aceitar e tentar entender os pontos de vista de quem escreve e tenta comunicar através da sua arte.......

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

O Conceito de Familia

Economicamente, o conceito de família baseia-se na função de consumir. A família faz parte de um circuito económico, no qual estabelece relações com os restantes elementos do circuito, (estado, instituições financeiras e instituições não financeiras) excluindo-se apenas o exterior ou resto do mundo.
Para a economia não é relevante os “laços de sangue” em cada agregado familiar, assim sendo o sistema económico não considera “absurdo” o casamento homossexual pois tem os mesmos resultados independentemente de ser esta situação ou uma ralação conjugal “clássica”.
Assim sendo, o conceito económico e social de Família são completamente díspares.
Em Portugal a população, maioritariamente católica, é obviamente contra (na maioria dos casos) o casamento homossexual, esta opinião estende-se á geração mais jovem que aparenta ser mais conservadora que a anterior, utilizando o argumento de que não se pode constituir família nessas condições pois a função básica (reproduzir) não é possível.
Ou seja, compreende-se que o conceito de família é também um valor: o valor da hereditariedade e da continuação da linhagem familiar.
Na minha opinião, o conceito de família é sensível, tanto a nível económico como a nível social.
Logicamente este conceito varia de sociedade para sociedade; falemos no caso da sociedade muçulmana em que um homem pode casar com varias mulheres em simultâneo sem ser julgado por isso.
Em suma: Escolhi este tema com o objectivo de alertar a forma como se emprega a palavra família, pois esta tem variadas interpretações que vão ao encontro das nossas convicções e valores morais. Há que pensar, antes de definir o que é família, pois tem vários níveis e vários subtemas envolvidos como: a homossexualidade, a adopção por homossexuais, as uniões de facto, os direitos da mulher, os direitos das crianças, etc.
Maria Leonor A. Ribeiro

Um Alentejo diferente do mundo urbano.

Vale a pena ler este livro. Dá para perceber melhor este Alentejo da província, com figuras locais e universais. Aqui fica o convite.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Touradas, ... música, contestação e mitos.



Letra do poeta Ary dos Santos, cantado por Fernando Tordo num festival da canção, ainda nos tempos da censura. Através do tema da tourada, uma crítica à sociedade.

Ou esta de uma célebre ópera, a Carmen de Bizet, quando os europeus de Além-Pirinéus, achavam a Península um lugar exótico, onde havia mulheres andaluzas (Carmen) que seduziam os homens e os levavam a paixões e crimes desmedidos, próprios do romantismo.

Ortografia... através dos tempos

A polémica é antiga. Por exemplo em finais do século XVII, um grande erudito, o Padre D. Rafael Bluteau, em Prosas Portuguesas, livro editado em 1727, escreve assim:

Na sexta Conferencia em 18 de Março (1696):
XIX. Se a Ortographia ha de seguir as origens ou a pronuncia, como Philosofia com P e H, ou com F.
Pareceo a alguns Academicos, que sempre se havia seguir a pronuncia. Fundavaõ-se em que esta era a mayor excellencia da lingua Portugueza, escrever como pronunciava, em que as letras dobradas, donde se naõ exprimem, eraõ inuteis, em que isto era dar huma regra geral para todos escreverem certo, e em que desta opiniaõ eraõ Duarte Nunes de Leaõ, Joaõ de Barros nas suas Ortographias, e os outros Autores, que escreveraõ da Lingua; e que o Ph dos gregos se pronuncia suave, e asperamente o F dos latinos; e que seguindo a nossa Lingua o F, com a pronuncia de Ph se escutava este. Assentousse, que nem sempre se escrevesse como se pronunciava, porque aquelles nomes, que conhecidamente encerravaõ as origens sem corrupçaõ, se escrevessem na sua etymologia, quando as letras naõ fossem como a pronuncia, e assim Coro, e naõ Choro; Monarquia, e naõ Monarchia; e que os ZZ se evitassem muitas vezes, suprindo-se com hum S.
"Oratorio Requerimento de Palavras Portuguezas, Aggravadas, Desconfiadas, Pertendentes, Presentado no Tribunal das Letras (...)", pág. 18, in D. Raphael Bluteau, Prosas Portuguezas, 1729

Repare-se que o ph só foi alterado em 1911, que as palavras proparoxítonas não eram acentuadas, havia consoantes duplas etc., até à primeira lei efectuada no início da República.

Nas alterações efectuadas, uma das linguistas mais consideradas, que esteve na comissão sobre ortografia (antes escrevia-se ortographia) escreve o seguinte:
[…] Esse estado anormal foi tomando proporções de verdadeira calamidade nos últimos decénios do século passado […]
II- SERIA CONVENIENTE QUE A ORTOGRAFIA FOSSE OFICIALMENTE REGULARIZADA E SIMPLIFICADA?
Conveniente e urjente, tanto sobre o aspecto científico, como sob o estético, e sobretudo pedagójico.
Num país, atrasadíssimo quanto á instrução e educação, em que quatro milhões estão á espera dos benefícios da luz espiritual, o que importa é facilitar o ensino da leitura e escrita; acabar com todas as complicações desnecessárias; eliminar todos os artifícios eruditos […] o ensino elementar da leitura e da escrita não é fim, mas apenas meio, indispensável para o desenvolvimento da faculdade de pensar, raciocinar, julgar, protestar e emendar o que encontramos imperfeito e obnócsio no nosso caminho: faculdades, sem as quaes não pode haver verdadeira liberdade.
[…]
Importa que Portugal e o Brasil realizem simultaneamente e de modo idêntico a reforma planeada, escrevendo de aqui em diante da mesma maneira, racionalmente simplificada, todos os vocábulos da sua língua comum, apesar do timbre diverso com que cá e lá se pronunciam as vogais tónicas e átonas.

in Carolina Michaëlis de Vasconcelos, Lições de Filologia Portuguesa, 1911, pp. 101 e 102
Repare-se, entre outras, no uso do j ou nos acentos ou ainda cs em vez de x.

Para alguns esclarecimentos sobre o actual Acordo Ortográfico veja-se, por exemplo, o Portal da Língua Portuguesa:
http://www.portaldalinguaportuguesa.org/

Apenas duas perguntas: foi por causa da ortografia que compreenderam melhor ou pior o texto? Modificaram a pronúncia ao lerem as palavras escritas de outra forma?

sexta-feira, 19 de novembro de 2010





Tiago Marques





Pena de morte... sim ou não?

Actualmente como é possível que estados soberanos ainda executem um acto tão bárbaro como a pena capital? Numa realidade em que se está constantemente a discutir os direito fundamentais dos homens e as suas violações, como é possível que quase se olhe para o outro lado quando é em relação a esta atrocidade?

Pois eu acho que é completamente inaceitável que tal aconteça. É ainda mais grave quando são grandes democracias, como o Japão ou os Estados Unidos da América que simplesmente escapam impunes a violações da Declaração Universal dos Direitos do Homem.

Será assim tão grande o desejo de ver alguém a sofrer e vontade macabra de ver alguém morto que simplesmente passe despercebida esta realidade? É necessário salientar que esta forma de sentença aplicada, nos países já referidos e em muitos outros, não garante que o acusado seja inocente ou não e para além disso esta pena é irreversível, ou seja, se mais tarde se vem a descobrir que na verdade determinada pessoa era inocente, já nada poderá reverter o facto de ter sido assassinada pelo Estado e pela Justiça. Só nos Estados Unidos mais de 1200 pessoas foram injustamente mortas por esta prática, o que é que podemos fazer para “compensar” essas pessoas? NADA! JÁ ESTÃO MORTAS!
Os Estados Unidos executam 52 pessoas, em média, por ano e já foram executados 1200 inocentes em cerca de 80 anos (balanço mais recente). 1200 inocentes em 80 anos são muitas pessoas, mas como sera em relação à China, que executa 1700 presos, em média, por ano? em 80 anos quantos inocentes serão?

Se o crime foi tão grave que é necessário uma sentença mais rígida e se têm um desejo assassino assim tão grande, optem pela pena perpétua sem liberdade condicional, o condenado fica na prisão para até que morra. Uma grande vantagem da pena perpétua é ser reversível, se mais tarde se prova a inocência do sujeito pode-se voltar atrás na sentença e fazer os ajustes necessários, seja anulando a pena e restituindo a sua liberdade ou reduzir a pena.

Pessoalmente sinto-me orgulhoso de estar num dos primeiros países a abolir a pena capital na sua Lei Fundamental, em 1867. Chega de sujeitar pessoas à tortura de serem mortas sem terem culpa de nada, ou para aqueles que realmente são culpados de um crime, chega de os sujeitar a uma tortura psicológica de saberem que vão morrer e que não vão poder fazer nada para impedir isso e a uma tortura física quando estão a ser executados.

Porque é que o Estado pode cometer um homicídio e simplesmente escapar impune? É por ser um dos regentes do país e por isso é superior a todos os outros e pode “escapar” à Justiça? O pior é quando a pena de morte é classificada como um homicídio premeditado e a “sangue-frio”, e que esse mesmo crime é punível com a morte. Sendo assim o Estado tem que morrer?

Os estudos científicos mais recentes sobre a relação entre a pena de morte e as percentagens de homicídios, conduzidas pelas Nações Unidas em 1988 e actualizadas em 1996, não conseguiram encontrar provas científicas de que as execuções tenham um efeito dissuasor superior ao da prisão perpétua.

Todos os sistemas de justiça criminal são vulneráveis à discriminação, ao erro, à parcialidade e à corrupção. Nenhum sistema é, nem será, capaz de decidir com justiça, com consistência e sem falhas quem deverá viver e quem deverá morrer, aliás porque não cabe a ninguém, por mais poderoso que possa ser, decidir quem deve viver e quem deve morrer.

A pena de morte é, na maior parte das vezes, discriminatória e muitas vezes usada de forma incorrecta contra os pobres, as minorias e os membros de comunidades raciais, étnicas e religiosas, atingindo inevitavelmente vítimas inocentes. Os prisioneiros executados não são necessariamente os piores, mas aqueles que eram demasiado pobres para contratar bons advogados ou que tiveram de enfrentar juízes mais duros. Algo que é bastante comum em estados não democráticos, principalmente estados ditatoriais ou comunistas/fascistas.

Enquanto a justiça humana for falível, o risco de se executar um inocente não pode ser eliminado.

Finalizo, questionando-vos se já chega de mortes e atrocidades, e se ainda se justifica uma medida tão antiquada na sociedade actual?



Tiago Marques

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

O legado de Lula

Penso que não haja dúvidas sobre a cada vez mais destacada posição que o Brasil ocupa no mundo. Sobretudo na segunda metade do século XX, a sua aposta na expansão económica tem sido forte, por isso de país subdesenvolvido, o Brasil está a tornar-se um país do grupo dos desenvolvidos, e sem dúvida, com mais ofertas e investimentos que Portugal. Na minha opinião o que faltará ao Brasil para se tornar num país verdadeiramente desenvolvido seja o factor da educação, já que há uma percentagem enorme de insucesso escolar associado a factores como a criminalidade. É caso para dizer que a metrópole, que é Portugal, foi destronada por uma das suas colónias.
Estes últimos tempos no Brasil foram marcados por eleições. Devo confessar que tanta gente para votar deve ser no mínimo confuso e exaustivo, na medida em que é impossível conhecer todos os candidatos aos vários cargos de administração. E alguns dos candidatos eram do mais absurdo que podia existir, recordo-me de um que era o “Tiririca”, e o slogan da campanha deste candidato a deputado federal era: “Vota no Tiririca pior que tá não fica”. Eu penso que lá as eleições não são tão levadas a sério como em Portugal. Mas o mais importante era o facto de ser o último mandato de Lula da Silva na frente do Brasil, já que este não se podia voltar a recandidatar, pois tinha exercido dois mandatos consecutivos. Eu acho que se ele pudesse voltar a recandidatar-se voltaria a ganhar, mas como não pode decidiu apoiar uma colega do seu partido, Dilma Rousseff. Lula da Silva é um exemplo de como um simples trabalhador pode chegar a comandar um grande país, durante muitos anos trabalhou na metalurgia, como prova disso vemos que ele não possui um dedo, já que foi vítima de um acidente de trabalho. Uma pessoa humilde que deu um novo rosto ao Brasil, penso que ele foi um bom governante, tentou estabelecer boas relações com Portugal, com tratados e trocas entre os dois países.
E estas foram umas eleições complicadas, já que tiveram de ir à segunda volta para definir o novo Presidente da República. Se não estou em erro, penso que Dilma será a 36ª a ocupar o lugar na presidência e a primeira mulher com este cargo. Ela tem um historial imenso na luta contra a ditadura, tendo mesmo estado presa. Logo na juventude começou a interessar-se pelos ideais socialistas, actualmente faz parte do Partido dos Trabalhadores. Com o Golpe militar de 1964, começou a contestação pela igualdade. Dilma nasceu em Belo Horizonte, mas estudou e consolidou os seus estudos no Rio Grande do Sul. Este estado é em tudo parecido ao Alentejo, não só em termos climáticos, mas também pelas próprias pessoas. É, sem dúvida, um lugar com uma história associada à luta pela liberdade de um cariz muito especial, por isso, Dilma Rousseff não poderia ter escolhido um lugar melhor para se envolver em questões políticas e revolucionárias.
Já que Lula da Silva escolheu Dilma como sua substituta, acredito que ela fará um bom trabalho, já que vai continuar na mesma linha de governação. Penso que é bom ter uma mulher à frente de um país, o que prova que as coisas estão a mudar. Não é fácil gerir um país como o Brasil, com tantas culturas, costumes, povos, é incrível pensarmos como dentro do mesmo país pode haver tanta diversidade. Por isso, não vai ser um mandato fácil e espero que Dilma Rousseff faça um bom trabalho e melhore questões básicas para elevar o Brasil a outro patamar.



Ana Rita Dias

E as mulheres?

Mulher. O que significa ser mulher na civilização Indiana, mais concretamente nos países subdesenvolvidos? Do meu ponto de vista ser mulher significa ser escrava, ser mulher significa ser usada pelo homem e ser sua propriedade. Nesta civilização as mulheres são obrigadas a trabalhar para o homem e também a cumprir todas as suas ordens. Sobreviver à infância é como que uma vitória, pois algumas mulheres são levadas a praticar um aborto quando são informadas que a criança que esperam é uma menina.
Nesta sociedade, as mulheres são descriminadas em relação ao homem, como exemplo temos a ausência de direitos bem como a ausência de educação escolar. Estas mulheres que são violadas, maltratadas e desrespeitadas reconhecem-se sem ajuda por parte dos tribunais e das leis, visto que quando apresentam queixa sobre qualquer uma das infracções acima referidas elas são dadas como culpadas, nunca o sendo o homem.
Comparativamente, em Portugal as mulheres já possuem algum reconhecimento, de modo que a oferta de empregos já vai sendo igualada à dos homens, bem como os salários, embora ainda existam (como em todos os lugares) injustiças. A mulher em Portugal é vista como capaz e autónoma, não se vivendo mais o ideal de que a mulher deveria ser dona de casa e que deveria obrigatoriamente cuidar dos filhos. É importante referir também, que a mulher desde sempre trabalhou, verificando-se isso mesmo, no século XX aquando das emigrações por parte dos homens, o que levava a mulher a trabalhar arduamente no campo para sustentar os filhos; a título de exemplo da coragem das mulheres, temos também o caso da Segunda Guerra Mundial na qual as mulheres russas pegaram em armas e defenderam o seu país, tal como os homens.
Na minha opinião, é uma pena a mulher ainda ser vista como uma dona de casa, principalmente nas regiões do Norte de Portugal, em que esta se vê privada dos seus direitos enquanto mulher. Posto isto, questiono-me e deixo-vos uma questão: será que em pleno século XXI as mulheres têm os seus direitos reconhecidos?



Ana Sofia Fragata

terça-feira, 16 de novembro de 2010

O aborto e a sua (i)legalização

A legalização do aborto sofreu várias fases no último século. Até 1984 o aborto era proibido em todas as situações (até abusos sexuais!). Foi então que neste ano o aborto foi legalizado apenas em situações de risco para a mãe, para o feto e/ou em caso de violação.
Em 1997, para as situações de violação e má formação do feto, o prazo do aborto foi alargado. Esta situação, contudo, continuava a excluir todos os outros tipos de aborto provocados que, juntamente com a não resposta por parte dos hospitais públicos ou publicamente reconhecidos, resultou numa alta de aborto clandestino e perigoso.
Como consequência desta situação, o aborto foi a principal causa de morte materna durante vários anos, levando muitas portuguesas aos hospitais com complicações de saúde devido a abortos ilegais.
Foi então que em 2007, após uma grande luta por parte de várias entidades e organizações de forma a combaterem o aborto inseguro e ilegal, este foi finalmente despenalizado e legalizado até às 10 semanas de gravidez por qualquer mulher que o desejasse, independentemente das razões da sua escolha, até às 16 semanas em caso de violação, até às 24 semanas em caso de má formação do feto e a qualquer altura quando representa um risco para a saúde da mãe.

Terá sido uma lei viável? Defendo que sim, creio que o aborto deva ser legal em qualquer situação até determinado período de tempo. Claro que não defendo que uma mãe aborte aos 6 ou 7 meses de gravidez, mas defendo-o quando é desejo da mulher não ter o filho, independentemente das suas razões.
Fala-se muito na religião e no aborto e na ligação entre si, está claro que a Igreja não defende o aborto, então e se o Papa fosse mulher? Decerto que perceberia bem melhor.
Na minha opinião defendo que é preferível realizar-se um aborto numa instituição segura e legal, de modo a evitar complicações na saúde da mulher que vai abortar (situações que ocorriam com frequência quando os abortos eram ilegais).
Creio que se estivéssemos ainda no século XX, esta situação seria bem diferente e mais de metade das pessoas que estão neste momento a ler este texto não concordariam comigo, o que se verificou no Referendo de 1998, onde 50,9% dos votantes responderam que não, à pergunta: "Concorda com a despenalização voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas dez primeiras semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?".
E em pleno século XXI, ano quase 2011? O que acham sobre este assunto?

Carolina Pena

Consultei os seguintes sites, para complementar este texto:

http://www.aborto.com/

http://pt.wikipedia.org/